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sexta-feira, abril 04, 2008

Viva Dorothy Stang !


Em reconhecimento por sua luta, foi finalmente sancionada pela a ALEPA, a lei que nomeia como Dorothy Stang a Escola Estadual de Jacundá, homenagem à companheira que tanto lutou pelos pedaços de terra e a dignidade ao povo paraense.

Vítima de um crime cruel e covarde, a missionária católica peitou os corruptos madereiros e fazendeiros da região da Transamazônica e tombou no dia 12/02/2005, vítima dos disparos da arma de um matador de aluguel, comum na região, marcada por conflitos entre trabalhadores pobres e latifundiários.

Norte-americana de nascimento, mas Brasileira de Verdade, a religiosa atuava firmemente na Comissão Pastoral da Terra (CPT) e sua participação em projetos de desenvolvimento sustentável ultrapassou as fronteiras da pequena Vila de Sucupira, no município de Anapu, no Estado do Pará, a 500 quilômetros de Belém, ganhando reconhecimento nacional e internacional.

Em 1966 iniciou seu ministério no Brasil, na cidade de Coroatá, no Estado do Maranhão.

Irmã Dorothy estava presente na Amazônia desde a década de setenta junto aos trabalhadores rurais da Região do Xingu. Sua atividade pastoral e missionária buscava a geração de emprego e renda com projetos de reflorestamento em áreas degradadas, junto aos trabalhadores rurais da Transamazônia. Seu trabalho focava-se também na minimização dos conflitos fundiários na região.

Dentre suas inúmeras iniciativas em favor dos mais empobrecidos, Irmã Dorothy ajudou a fundar a primeira escola de formação de professores na rodovia Transamazônica, que corta ao meio a pequena Anapu. Era a Escola Brasil Grande.

Irmã Dorothy recebeu diversas ameaças de morte, sem deixar intimidar-se. Pouco antes de ser assassinada declarou: «Não vou fugir e nem abandonar a luta desses agricultores que estão desprotegidos no meio da floresta. Eles têm o sagrado direito a uma vida melhor numa terra onde possam viver e produzir com dignidade sem devastar.

Ainda em 2004 recebeu premiação da Ordem dos Advogados do Brasil (secção Pará) pela sua luta em defesa dos direitos humanos.

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