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segunda-feira, maio 26, 2008

Tuíra, a Heroína da Mata


Dezenove anos se passaram, desde o 1º Encontro dos Povos Indigenas do Xingú, realizado entre os dias 20 a 25 de fevereiro de 1989, em Altamira (PA). O encontro ficou marcado pelo gesto de advertência da índia kaiapó Tuíra, que tocou com a lâmina de seu facão o rosto do então diretor da Eletronorte, José Antônio Muniz Lopes, aliás presidente da estatal durante o governo FHC. O gesto forte de Tuíra foi registrado pelas câmaras e ganhou o mundo em fotos estampadas nos principais jornais brasileiros e estrangeiros.

Este mês, no dia 19/05/2008, o Encontro Xingu Vivo para Sempre, em Altamira, Pará, reuniu cerca de três mil pessoas (um banho de participação se compararmos a média de participação popular nas plenárias do PTP implantado pelo governo estadual, por exemplo), entre indígenas, ribeirinhos, pequenos agricultores e ambientalistas, serviu para reafirmar a posição dos povos da floresta sobre o alagamento de suas terras para mais um megaprojeto nacional.


O que mais incomoda a critícidade deste blogger é o espaço destinado à falsa polêmica sobre o tema que baila os noticiários locais, nacionais e internacionais.

Uns carregados de preconceito, outros de absurda ignorância....

Até quando vamos ter que discutir se o teçado é ou não da "cultura" Kaiapó? Até quando iremos querer forçar os povos da floresta à mudarem suas vidas, hábitos, local de moradia, para implantarmos nosso projetos, tão necessários ao "desenvolvimento nacional"?

Não prá dá deixar de dizer que Tuíra é mesmo uma heroína de nossas matas!