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quarta-feira, dezembro 31, 2008

Israel e o novo Holocausto

O relator especial das Nações Unidas para os Direitos Humanos nos Territórios Palestinos, Richard Faulk, afirmou à BBC nesta terça-feira estar chocado pelo fato de a comunidade internacional não estar fazendo mais para pressionar Israel a interromper seus ataques à Faixa de Gaza. Os ataques, que entraram nesta terça-feira em seu quarto dia consecutivo, já deixaram mais de 360 palestinos mortos. Desde sábado, quatro israelenses morreram em conseqüência de ataques palestinos. Israel alega estar tentando interromper os ataques com foguetes contra seu território, reiniciados após o fim da trégua unilateral de seis meses estabelecida pelo grupo Hamas, que controla o governo palestino. Atrocidades
"Israel está cometendo uma série chocante de atrocidades usando armamentos modernos contra uma população indefesa, atacando uma população que já vem enfrentando um bloqueio severo por muitos meses e ignorando a possibilidade do restabelecimento de um cessar-fogo que a liderança do Hamas havia proposto", afirmou Faulk. "Estou chocado pela incapacidade da comunidade internacional em tomar ações mais decisivas em resposta ao que está ocorrendo", disse. Para Faulk, Israel já estava violando a lei internacional antes dos ataques, por conta de seu bloqueio à Faixa de Gaza. "O próprio bloqueio viola as duas obrigações mais fundamentais de um poder de ocupação. Primeiro, de não punir coletivamente a população civil, e, segundo, de garantir que a população do território ocupado tenha suprimentos de alimentos e medicamentos suficientes", afirmou. "Agressão incondicional"
Para ele os bombardeios israelenses são "um ato de agressão incondicional contra uma população indefesa pela qual Israel tem responsabilidades especiais de acordo com as Convenções de Genebra e em relação às normas da ONU". Israel acusa Faulk de não ser imparcial em relação ao conflito na região, mas o relator da ONU alega que "seria errado igualar as agressões israelense e palestina". Em Nova York, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, pediu aos líderes mundiais que trabalhem para interromper a violência "inaceitável". Ban se disse "altamente alarmado" pela atual escalada de violência em Gaza e na região. "Isso é inaceitável. Tanto Israel quanto o Hamas precisam interromper seus atos de violência. Um cessar-fogo deve ser declarado imediatamente."
O portal G1, de forma tendênciosa, como não poderia deixar de ser, mas com recursos invodores, demostra aqui um pouco do que acontece lá, no oriente médio.