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quinta-feira, janeiro 22, 2009

Pimenta na Perereca da Visinha é Refresco!

Juva e queridos companheiros, eu queria dizer, apenas, o seguinte:
Em primeiro lugar, creio que o PT tem de parar com essa coisa fascista de ficar perseguindo e tentando desqualificar quem lhe faz a mínima crítica.
E eu repito: é coisa de fascista, sim!
Se o PT quer ser uma agremiação política, um ente com ação na sociedade tem de saber que está sujeito a críticas.
E tem de se habituar a isso - se sonha, ao menos, vir a ser um partido democrático.
Em segundo lugar: mais ainda que os partidos, os governos democráticos têm, sim, de saber lidar com as críticas dos cidadãos.
Porque não são estruturas “fantasmagóricas” que simplesmente caíram do céu.
Nasceram de um acumulado histórico, do nosso anseio de gerir o nosso viver coletivo; nasceram da nossa luta, do nosso voto e pelo nosso suor são sustentados.
Nunca neguei a minha opção política, a minha enorme simpatia pelos tucanos – isso está posto de forma claríssima, com todas as letras, em meu blog.
Mas isso nunca influiu no meu trabalho – tanto assim que já assessorei, sim, não apenas o grande Mário Cardoso, mas, também, o Ademir Andrade e até, em determinada época, a bancada do PT na Assembléia Legislativa.
E em todas essas ocasiões, tanto com o Mário, quanto com o Ademir, todos sabiam da minha opção pelo PSDB. Mas, nunca vi neles nem sombra de desconfiança em relação a mim, até porque sabiam do cuidado ético com que trato tudo isso.
Por isso, também fiz inúmeras matérias criticando o meu partido do coração, o PSDB. 
Fui eu quem trouxe a lume, para o conhecimento da sociedade, os negócios escusos da dupla Chico Ferreira e Marcelo Gabriel, o escândalo da PrevSaúde, os indícios de superfaturamento na Sespa e na construção do Hangar – Centro de Convenções, os descalabros do projeto Alvorada, o nepotismo desenfreado do Jatene. Só para ficar em alguns dos casos cabeludos que investiguei...
Foram páginas e páginas de jornal – e quem quiser comprovar tudo isso é só consultar os arquivos de A Província do Pará e do Diário do Pará, em alguma biblioteca.
Para mim, não existe essa coisa de dar refresco a governos – de qualquer coloração que seja.
Porque entendo que, se a gente não ficar em cima, eles irão se sentir livres, leves e soltos para cometer toda sorte de patifaria com o nosso suado dinheirinho de impostos.
Dinheiro, vale sempre repetir, que é para construir escola, estrada, hospital; dinheiro para melhorar a vida do nosso povo, especialmente, a vida da dona Maria e do seu José.
Por isso, o PT pode chiar, rolar, se descabelar, tentar me desqualificar, me perseguir – exatamente como fizeram os tucanos...
Esse filme eu já vi. E, sinceramente, não me mete medo algum.
Embora, é verdade, tudo isso provoque uns rombos desgraçados no meu orçamento e me roube preciosas noites de sono.
Mas, é preciso fazer isto: não deixar o governo – qualquer governo que seja – jogar solto. 
As pessoas têm de saber; a sociedade tem o direito de saber.
Por isso, vou seguir investigando o governo, xeretando, revirando pilhas de documentos, cobrando seriedade no trato da coisa pública.
E quem não gostar, que gostasse!... 
Afinal de contas, não ando aqui a disputar nenhum concurso de miss simpatia.
Nem tenho, aliás, circunferência para tal...
Beijinhos,
Ana Célia, jornalista em desabafo cheio de plumagem tucana, na caixinha de comentários do Quinta, que vale a pena ser lida e entendida, aqui.