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quinta-feira, junho 04, 2009

Copa, Arroz e Muita Grana

Como membro do Conselho Estadual das Cidades, não posso deixar de concordar, em grande parte, com o que escreveu o Professor acima citado, mas resgato mais. Mesmo com todos nossos problemas, Belém tinha sim condições técnicas de até 2014 preparar-se para encarar a copa, afinal o palco maior - que é o Estádio Mangueirão - já está com 75% das exigencias da FIFA concluídas, nosso sistema de comunicação via fibra ótica e a recente rede do Projeto Navega Pará implementada garantiriam uma transmissão dos jogos sem perda ou risco de queda, além da acessebilidade do público de outros estados à nossa capital via terrestre, aéra e fluvial. Todos essas vantagens foram colocadas em segundo plano, pelo que resultado.

Pois bem ,continuando o raciocínio garantiríamos melhores condições de realização de obras que ainda não saíram do papel, mas que estávam como certas no roll de investimentos previstos tanto pelo poder público estadual e municipal e da iniciativa privada, pois é de conheciento público que a maior mineradora do mundo - a Vale - sinalizara apoio à Belém, selando assim como o governo Lula a preferência por Belém, caso só uma cidade da região Norte fosse "aclamada".
A região amazônica merecia Belém e Manaus, no mínimo, como cidades sedes da Copa e se não foi assim, uma coisa tá mais que clara: houve sim um desprezo pela potencialidade e contribuição do norte em detrimento de interesses de empresas multinacionais, redes hoteleiras, e demais interesses político eleitorais proveniente so eixo sul-sudeste, além de uma dosagem exagerada de "arroz" nas mãos de jornalistas, inclusive, pelêgos papa-chibés, que só não vendem suas genitoras por falta de compradores.
No mais, não é de hoje que a copa do mundo de futebol é um evento capitalista e assim com diversos interesses comerciais ao seu entorno e no próprio epicentro. Rumores de grande parte da imprensa especializada revelam envolvimentos empresariais entre o filho do presidente da FIFA com grandes empreiteiras, coincidentemente, as mesmas que farão grandes obras de infra-estrutura na Copa da África.
Por fim, que a gente tenha cada um de nós nossa auto-crítica e pensemos em nossa responsabilidade cidadã em cuidar de nossas cidade, nosso Estado e nosso país, não só não jogando lixo nas ruas ou escolhendo "bem" nossos representantes, mas principalmente cuidando e investindo na imagem de nossa terra e na auto-estima de nosso povo.
Viva Belém, Viva o Pará e Viva o Brasil.