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quarta-feira, setembro 30, 2009

Dois Países, Duas Histórias.

A permanência de Sarney, contrariando grande parte da imprensa brasileira e sua resistência, contrapõe o quadro nefasto imposto pela ditadura em Honduras. A América Latina, históricamente massacrada pela força das forças militares e o Brasil dos grandes grupos de comunicação a situação dos países, afastadas as grandes diferenças, nos colocam no dilema: Quando termina o lúdico e começa a insanidade?

O país que tem como principais produtos da pauta de exportações o café, a banana e o camarão é agora exportador de mal exemplo aos países da América Central, de onde os espanhóis, à força conquistaram pelo massacre dos indíos da civilização Maia em 1523.

Do Portal comunista Vermelho.org, a decisão, destacada na manchete abaixo é oportuna, porém atrasada. Num país, menos elitista e com menos sequelas autoritárias no cerne parlamentar, a reação seria imediata.
A polêmica surgida no senado entre oposição e governistas em torno da permanência do presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, na embaixada brasileira em Honduras, não impediu a aprovação de uma moção de censura e repúdio ao cerco militar à embaixada brasileira na capital de Honduras, Tegucigalpa.
Depois da pressão da oposição, a Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado aprovou o texto nesta terça-feira (29).A comissão já havia aprovado um documento com texto muito semelhante na semana passada. No entanto, o requerimento foi devolvido à comissão por sugestão do senador Heráclito Fortes (DEM-PI), devido aos fatos ocorridos nos últimos dias, como o fechamento de uma emissora hondurenha de rádio e uma de TV que apoiavam Zelaya, além da ameaça do governo golpista de fechar a representação diplomática brasileira no país.
No documento, que foi votado em plenário, os senadores manifestam veemente repúdio ao cerco policial embaixada brasileira, fato que, segundo os parlamentares, contraria a Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas, cujo Artigo 22 garante a inviolabilidade de representações diplomáticas.
Advertindo que a vida de Zelaya e de outras pessoas abrigadas na embaixada, bem como a inviolabilidade da representação brasileira, devem ser preservadas a todo o custo, a moção faz um apelo para que as forças políticas hondurenhas dialoguem buscando a conciliação e a volta da normalidade democrática.
Os senadores também se dizem consternados com as violações ao direito dos simpatizantes de Zelaya de se manifestarem livremente e com a agressão liberdade de imprensa, configurada no fechamento, na segunda-feira (28), de uma emissora de rádio e de uma TV que apoiavam ao presidente deposto.
Os parlamentares incluíram no documento a ressalva de que o presidente Manuel Zelaya deve se abster de usar a embaixada brasileira como palanque político, ato com o qual estaria violando as regras do direito internacional e deixando de contribuir para a pacificação de Honduras.