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segunda-feira, dezembro 19, 2011

A volta de Odorico -

Por Ildete Magalhães, no blog Diário de um Educador.

A provinciana Belém, mais conhecida como a Sucupira do norte, viu retornar em 15/12/2011 seu maior símbolo da corrupção, o coronel Odorico Barbalho. 

Homem de posses de origem duvidosa e sem nenhum tipo de escrúpulo. Odorico Barbalho era corrupto, mau-caráter e demagogo. Seu mote era: roubo, mas faço.

Apesar de tudo, era adorado pelos eleitores e exercia profundo fascínio sobre as mulheres, principalmente as cajazeiras mal amadas.

Tinha uma admirável lista de inimigos, da qual fazia parte principalmente os donos de um jornal local chamado “A Trombeta dos Maioranas”, também conhecidos como os irmãos metralhas com um passado e presente sujos e nada confiáveis, que se tornaram ferrenhos opositores de Odorico Barbalho. Este, em sua linguagem popular, costumava dizer que era “O Roto Falando do Remendado”.

Suas maiores aliadas eram as chamadas irmãs Cajazeiras: A Ex-Esposa Dorotéia Barbalho, recalcada e geniosa; Dulcinéia Barbalho a atual esposa, de temperamento romântico e submissa e Judicéia Morgado a mais nervosa e espevitada. 

As Cajazeiras frequentavam o High Societe da hipócrita Belém-Sucupira aparecendo na colunas sociais de um jornal conhecido como Diário dos puxa-sacos, que por sinal pertencia a Odorico Barbalho, que o adquiriu a custa do erário de seus tolos eleitores.

As três ajudavam o gostosão em suas tramoias seduzidas por promessas de ganhos financeiros e projeção política cada uma delas mantinha relacionamento amoroso-financeiro com ele. Detalhe: todas sabiam da safadeza.

A volta de Odorico Barbalho foi bastante festejada na cidade com carroçadas pelas ruas, participação de escola de samba, presença de um cantor de carimbó muito famoso que entoava a música “ Amigo” de Roberto e Erasmo Carlos e até uma acusação de atentado terrorista por parte dos Maioranas, que não passou de uma simples comemoração de um eleitor mais afoito soltando fogos de artifício ( Rojões) em frente à casa de um irmão metralha.

Os rojões deixaram os Maioranas furiosos que registraram o fato como um ataque terrorista com repercussão nacional na Câmara Federal, onde o deputado Cláudius Puty fez um caloroso discurso em nome da democracia e internacionalmente na organização das Nações Unidas, que quiseram imputar o atentado aos seguidores de Osama bin Laden e Muamar Kadafi.

Porém a cena mais espantosa foi promovida pelas Cajazeiras, que em pleno aeroporto choravam desvairadamente esgrouviadas por um lugar ao lado de Barbalho. Nosso ilustre ficha suja, como sempre, conciliou a situação: colocou-se entre as três e desfilou em carroça aberta erguendo a bandeira do Estado.

Final da estória? Nem pensar! 

Agora é que vai começar a bagaça no Senado!!!