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terça-feira, setembro 04, 2012

Eleições Belém: PT x PSOL no processo eleitoral

Populares na Terra-firme recebem a carreata 13 com cartaz do candidato do PSOL, achando que este ainda é do PT.


Edmilson Rodrigues, o candidato apontado como líder em todas as pesquisas eleitorais realizadas em Belém, deveria estar feliz e otimista, certo? 

Deveria, se não temesse uma coisa: A revelação de que quase todas as propostas, obras e projetos que apresenta em seu programa como sendo seus, são na verdade fruto de um árduo trabalho coletivo, pensado e executado pela inteligência e do suor de um mundo de pessoas que giram em torno de seu ex-partido, o PT, que ajudou a fundar e o abandonou, pensando que este seria derrotado pela direita e os meios de comunicação do Brasil, achando que assim o PT nunca mais teria condições de disputar eleições, tão logo as primeiras denúncias do chamado “mensalão” foram propagadas dia e noite pela mídia que o próprio Edmilson sempre chamou de “burguesa”, “vendida” e outros adjetivos menos dignos.

Heloísa Helena líder do PSOL, comemora no Senado a retirada de bilhões para a CPMF, ao lado da extrema direita brasileira, tentando inviabilizar o governo Lula e prejudicando a saúde dos brasileiros que não tem plano de saúde
Aconteceu o contrário: O povo não seguiu a tentativa de golpe que a direita e os novos proclamadores da ética queriam dar e Lula reelegeu-se com aprovação popular e mundial, ajudou a eleger Dilma presidente - que hoje alcança níveis de aprovação popular, nunca antes constatados pelos institutos de pesquisa - e o PT mantêm-se como um dos principais partidos de referência popular no Brasil e reconhecido mundialmente, mas Belém rema contra a maré, tendo um candidato à frente das pesquisas, que faz oposição ao projeto nacional que já tirou mais de 45 milhões de pessoas da miséria e cria as condições de desenvolvimento nunca antes tidas no Brasil. O que há de errado?

Avalia-se que grande parte da população ainda acha que Edmilson seja do PT, já que é apenas seu nome que o marketing eleitoral eleva, escondendo o partido e os “ideais” de seus militantes radicalóides, que pregam isolamento e até retaliação contra tudo e todos que se opõem aos seus conceitos "revolucionários".

Talvez por isso, e sabendo que contra sua candidatura estejam apontados todos os canhões da direita paraense - prontos a revelar durante as próximas semanas, sérios problemas ocorridos nos 8 anos que governou Belém - o favorito nas pesquisas eleitorais, outrora cantando vitória no 1º turno, tem agora o cuidado para aparecer na TV sem lançar bravatas contra a "burguesia", os empresários corruptos, os preconceitos religiosos entre outras bandeiras e discursos presentes nas reuniões internas do Partido, que segue orientações teóricas da LIT (Liga Internacional dos Trabalhadores).

Mesmo no topo das pesquisas, uma coisa perturba o sono de Edmilson Rodrigues: Trata-se da força da militância petista, a qual ele conhece muito bem e sabe que se grande parte desta for acordada do sono que muitos estão submersos, entre outros motivos, pela ineficaz comunicação que a campanha petista faz neste processo eleitoral, estes homens e mulheres de garra, de história de luta e trabalho reconhecido em diversos bairros e áreas de Belém, a candidatura do PSOL pode virar água e o embate com os militantes do minúsculo PSOL, mesmo com toda estrutura financeira que hoje goza, não fará frente à grande e aguerrida militância petista.

Carreata do PT reuniu milhares de militantes e simpatizantes que sentiram a recepção do povo, contrariando as pesquisas.

Se os gurus da campanha petista ajustarem-se diante do desafiador momento desta disputa eleitoral e focarem no fortalecimento das instâncias e ações de base, valorizando suas lideranças e promovendo mudanças na equipe de comunicação, é muito provável que Alfredo Costa comece a visualizar os dois dígitos que precisa para empolgar as massas e chegar no segundo turno, com a força esperada.