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sexta-feira, maio 02, 2014

Imprensa paraense ignora pedido de criação da Universidade Federal do Marajó

Presidente Dilma recebeu a reivindicação para a construção da Universidade Federal do Marajó.
Pelo que me consta, o fato histórico foi sumariamente ignorado pela imprensa local, que faz vistas grossas para a luta de populares para a implantação de mais uma universidade no Estado do Pará, dessa vez no Marajó.

Até quando jornalistas e empresários da comunicação ignorarão as demandas por melhorias que surgem sem o atrelamento político-partidário e farão jornalismo de verdade?

Depois quando pedem para dividir o Estado do Pará, aparece um monte de defensor que ele fique inteiro, injusto e insensível aos desmandos e a falta de políticas públicas nas diversas regiões.

Deixo abaixo a postagem do blog do Movimento Marajó Forte que noticiou o fato que deveria ter sido, mas não foi, divulgado pela grande imprensa.

Durante a solenidade de formatura de 1,2 mil alunos do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), em Belém (PA), na última sexta-feira (25), a presidenta Dilma Rousseff afirmou que os 201 milhões de brasileiros são o maior patrimônios do país. Ela afirmou que o Brasil é cheio de oportunidades, como o próprio Pronatec, e também por conta de riquezas como o petróleo e a agricultura, mas que para elas terem sentido, precisam estar acompanhadas da valorização dos cidadãos.

“Tenho certeza que o nosso país é um país cheio de oportunidades. Primeiro pelas nossas riquezas. Temos minérios, temos uma agricultura desenvolvida. Temos petróleo. Esse de fato é um país abençoado por Deus, e como diz a música, é bonito por natureza. Mas o maior patrimônio desse país são os 201 milhões de brasileiros e brasileiras. Nada se compara a esse patrimônio”, analisou Dilma. 

Durante a cerimônia, no momento do pronunciamento do Exmo. Sr. Ministro da Educação, Paulo Paim, que falava da criação de novas Universidades Federais no Pará, que a presidenta recebeu do Movimento Marajó Forte (MMF) documento apresentando a demanda pela criação da Universidade Federal do Marajó e, uma camisa do Marajó Forte alusiva a CAMPANHA PRÓ-CRIAÇÃO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARAJÓ. 

Nós do Movimento Marajó Forte estamos otimistas e esperançosos com o gesto e sensibilidade da Presidenta que solicitou aos seus assistentes que recebessem das mãos da Marluth Fialho o documento e a camisa. E, felizes quando Dilma recebeu em suas mãos, leu atentamente, balançou positivamente a cabeça e, depois levantou por duas vezes para mostrar ao público presente o documento e a camisa que acabara de receber. 

Sumano@s, a demanda foi entregue para a pessoa que tem o poder de tornar realidade o sonho de milhares de Jovens Marajoaras que ainda não tiveram a oportunidade de ingressar no ensino superior em nossa região. 

Simbora adiante sumano@s!!!

Esta luta não será em vão!!!

Forte Abraço & Saudações Marajoaras!!!




Belém tem dois Terminais Hidroviários, mas nenhum em funcionamento


Parece brincadeira, mas temos uma nova obra prestes a inaugurar em Belém que não permitirá que as pessoas usem chinelo, bermuda e mochila. Ou seja, só é pra playboy do tipo do arquiteto Paulo Chaves, famoso por construir obras elitistas nos 16 anos de gestão tucana no Pará.

Espero de verdade que a placa seja apenas para os operários da obra, pois não teria cabimento proibir passageiros de usarem este tipo de vestimentas. No entanto, absurdos não faltam sobre esse assunto. Vamos lembrá-los?

Segundo o projeto, o Terminal de Passageiros de Belém, localizado no armazém 9 da CDP, foi idealizado para dotar a cidade de infraestrutura para receber embarcações turísticas e melhorar os serviços de transporte intermunicipal e interestadual.

Acontece que o governo do Estado, quando Ana Júlia ainda era governadora, equipou e deixou semi-pronto o mesmo terminal, o qual custou para os cofres públicos a bagatela de 7,5 milhões de reais e foi abandonado pelo atual governador Simão Jatene que agora constrói outro sem dar explicações do que fará com o que deixou jogado aos ratos por pura birra política.

O vídeo abaixo mostra como ele está.




No entanto, as fotos do Blog Belém 400 anos denunciaram ainda em 2012, como o atual governador deixou uma grande obra e até o Ministério Público Federal ainda não explicou como é que o dinheiro público será ressarcido.






Esperaremos e cobraremos!

Atualização.

Ao encaminhar pedido de esclarecimento sobre o processo aberto pelo Ministério Público Federal sobre o que havia sido feito com relação aos recursos públicos da obra que até hoje se encontra abandonada, a assessoria de comunicação do órgão encaminhou o link com a matéria que diz o seguinte:


Terminal foi construído em 2010 por R$ 7,5 milhões, mas nunca foi utilizado e agora, dois anos e meio depois de inaugurado, está se deteriorando

11/06/2013 às 16h53.

O Ministério Público Federal ajuizou ação civil pública contra o governo do Pará pelo abandono do Terminal Hidroviário de Belém, concluído em dezembro de 2010 com recursos federais e estaduais mas nunca aberto para a população. O terminal custou R$ 7,5 milhões aos cofres públicos. Questionado pelo MPF, o governo do Pará informou em 2012 que tem um projeto de construir outro terminal de passageiros em Belém e que a obra seria reaproveitada como um Centro de Reabilitação para Pessoas com Deficiência.

O governo chegou a devolver à Caixa Econômica Federal as verbas federais gastas na obra. Mas não tomaram nenhuma medida concreta para o reaproveitamento do espaço do Terminal Hidroviário. E ao examinar o projeto do novo terminal hidroviário, no centro da capital paraense, o MPF concluiu que ele não será suficiente para atender a demanda dos usuários de transporte hidroviário da cidade. 

“Ainda que o Estado do Pará entenda haver possíveis inconsistências que inviabilizassem o uso integral do Terminal Hidroviário, é fato que, mesmo após 30 meses da sua inauguração, continua em total abandono o Terminal, sem a utilização para o fim originário e sem que qualquer alternativa para ocupação da área tenha sido implementada”, diz a ação do MPF. 

O Estado alegou que o terminal foi construído em área imprópria para ser usado como porto de passageiros e que a proximidade com uma embarcação naufragada impediria o uso. Mas a Caixa Econômica Federal, a Marinha do Brasil e a própria Secretaria de Estado de Meio Ambiente aprovaram o terminal sem obstáculos ao funcionamento. “Embora haja embarcação naufragada, a situação não se constitui em impeditivo”, informou a Marinha ao MPF. 

Em uma primeira vistoria no local, em maio de 2012, o MPF já havia constatado o total abandono da estrutura. “O terminal estaria, aparentemente, pronto para uso, com sua estrutura quase toda completa, contando com banheiros, banheiros acessíveis, fraldários, terminal de embarque, informações, passarela de embarque e desembarque, guichês de atendimento, dentre outros”, concluiu a vistoria. 

Em nova vistoria um ano depois, no último mês de maio, a situação permanecia sendo de total abandono. “Além do local não estar sendo utilizado para o fim a que foi construído, não há qualquer tipo de manutenção para conservar as suas estruturas, estando o bem público em estado de deterioração, com poeira, lixo e mato crescendo por todo o espaço”, concluiu a segunda vistoria. 

Na ação, o MPF pede que a Justiça Federal obrigue o governo paraense a dar imediata destinação à obra do Terminal Hidroviário Luiz Rebelo Neto, colocando-o em funcionamento com os ajustes que forem necessários. Se a Justiça concluir que o funcionamento como porto é impossível, o MPF pede que ela determine a imediata destinação do espaço para outro fim público, evitando o desperdício de recursos.

Processo nº 0016814-08.2013.4.01.3900 - 5ª Vara Federal em Belém

http://www.prpa.mpf.mp.br/news/2013/mpf-processa-governo-do-para-pelo-abandono-do-terminal-hidroviario-em-belem/


Lúcio Flávio Pinto: O jornalismo que orgulha o Pará e o Brasil

Lúcio Flávio Pinto mais um prêmio em reconhecimento de seu trabalho em seu  "Jornal Pessoal".

Esperado para o Encontro Nacional de Blogueiros e Ativista Digitais que será realizado de 16 a 18 deste mês em São Paulo, onde junto com este blogueiro representará o Estado do Pará como desconferencista do evento, o jornalista Lúcio Flávio Pinto foi o único brasileiro a ser indicado pela ONG Repórteres Sem Fronteiras (RSF) entre um grupo seleto formado por 100 jornalistas ao redor mundo, intitulado "100 heróis da liberdade da informação".

"Com seu trabalho corajoso de ativismo, esses heróis ajudam a promover a liberdade de procurar, receber e difundir informação e ideias por qualquer meio. Eles põem seus ideais a serviço do bem comum", afirma a ONG.

O relatório completo será composto por jornalistas e blogueiros que sofreram ameaças, agressões, prisão e até mesmo o exílio, para informar sobre questões delicadas, ou tentar melhorar a situação da liberdade de imprensa no país e no mundo.

"Os 'heróis da informação' são uma fonte de inspiração para todas as mulheres e todos os homens que aspiram à liberdade. Sem a sua determinação e todos os seus companheiros, não seria possível estender o espaço de liberdade simplesmente", disse Christophe Deloire, Secretário Geral da RSF.

Também foram lembrados Glenn Greenwald -jornalista do "Guardian" famoso por revelar, com a ajuda do ex-analista da CIA Edward Snowden, as denúncias de espionagem por parte do governo dos EUA- e Julian Assange, fundador do WikiLeaks, apontado pela ONG como "vítima de um sistema que facilmente confunde jornalismo com terrorismo".

Em um momento em que a prática do jornalixo é incentivada pela grande imprensa, indicações e homenagens como essa, orgulham os profissionais que lidam com a informação e indicam o melhor caminho a ser seguido. 

Parabéns Lúcio Flávio!