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domingo, junho 08, 2014

Carrera é o candidato do PSOL ao governo do Pará

Com a presença do ex-senador Senador Randolfe Rodrigues e várias lideranças do PSOL, Carrera foi lançado candidato a governador do Estado do Pará.

Aquilo que vinha sendo cogitado desde o dia 20 de Maio, foi consolidado neste sábado: O nome do sociólogo Marco Carrera foi ratificado pelo Diretório Estadual do PSOL como candidato ao governo do Pará pelo partido. 

A candidatura até então vista como improvável, ganhou fôlego com a desistência da ex-deputada Araceli Lemos - que vinha sendo apontada como a candidata ao governo pelo PSOL desde o ano passado - em concorrer ao pleito, por motivos de saúde. 

“Preciso comunicar que não tenho condições de levar adiante essa importante missão a mim delegada. Imperativos relacionados à saúde me obrigam a diminuir o ritmo de minha participação, por expressa recomendação médica e atendendo também ao apelo de meus familiares”, afirmou Araceli em carta endereçada à militância partidária, em Maio deste ano. 

Mesmo como muitos militantes e dirigentes sindicais do PSOL terem defendido que Edmilson Rodrigues fosse o candidato, alegando que seu nome teria mais força e viabilidade, o mesmo não se mostrou empolgado em colocar em risco sua reeleição como deputado estadual e ainda estuda a possibilidade de ser candidato a deputado federal pelo partido. 

Carrera tem 47 anos, é sociólogo, casado e pai de dois filhos. Graduado pela Universidade Federal do Pará, onde também obteve o título de especialista em gestão urbana e desenvolvimento local. Atua como servidor público da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e da Secretaria de Estado de Educação, por onde leciona na rede pública de ensino. 

Além de ser morador da Marambaia, Carrera é também amigo e vizinho deste blogueiro, que deseja sorte e um bom debate ao ex-petista e hoje candidato do PSOL a governador do Estado do Pará.

PMDB, PT e DEM: Juntos contra o PSDB nas eleições do Pará

A chapa mais polêmica da história recente da política local une partidos historicamente adversários, contra a reeleição do governador tucano, Simão Jatene. 


A semana foi agitada nos bastidores da política paraense, principalmente nos partidos envolvidos na dianteira da disputa eleitoral deste ano. O motivo? 

A informação, agora confirmada, de que a chapa encabeçada pelo PMDB para as eleições deste ano, estava absorvendo o deputado federal Lira Maia (DEM) na coalizão partidária que tem como candidato a governador, o ex-prefeito de Ananindeua Helder Barbalho (PMDB) e para o senado, o ex-deputado federal Paulo Rocha (PT).

Quem conhece a política e analisa com frieza como ela está sendo pragmática no Estado do Pará, sabe que além de boi voar, veremos uma série de contradições e inovações na seara local, a partir de agora.

Dá pra imaginar a diversidade de reações que o anúncio provocou? 

No PT

Petistas que nunca engoliram a aliança com o PMDB, usaram suas redes sociais para anunciar o dilúvio e seguirem para a embarcação de noé, antes de serem engolidos pela grande enchente que poderá aniquilar com todos os princípios e sensatez política do PT no Pará. A tese da candidatura própria, já derrotada no Encontro Estadual que definiu a tática e estratégia eleitoral do partido, agora ganha força até entre os que a rejeitavam em favor da aliança com o PMDB, pela vaga ao senado e para a reeleição de Dilma e alegam que esses argumentos não são os únicos que pautaram a direção do PT-PA e sim o poder pelo poder.

No PSDB

Tucanos ficaram ouriçados e passaram a instigar os petistas a rebelarem-se, no intuito de disfarçarem a angústia que lhes abateu, ao verem o DEM (ex-PFL), seu principal e histórico aliado no país e no Estado, apresentar o candidato a vice-governador de Helder Barbalho. Um golpe que leva muito tempo para ser digerido e causa uma dor tremenda, tal como aquela que assola o lutador que cai ao chão com um duro golpe de seu adversário e mesmo com a visão turva e os braços não obedecendo a vontade cerebral de continuar a luta, levanta-se amedrontado e encara o fim que lhe espera.

Acontece que o PSDB está em frangalhos. A demora de Simão Jatene em definir se concorreria ou não à reeleição ou se seria candidato ao senado, provocou uma disputa canibal que dividiu ainda mais as lideranças do partido no Estado. Vendo que não teria palanque forte no Pará, o PSDB nacional intimou Jatene a ser o candidato à reeleição. Helder por sua vez, já havia reservado a vaga para um nome especialmente pensado para desarticular de vez o PSDB paraense.

Se o atual governador Simão Jatene já estava com uma montanha de problemas internos, muitos dos quais foram causados pelo seu próprio senador Mário Couto, que lhe chamou de vagabundo e ameaçou deixar o PSDB - desfalcando inclusive a CPI da Petrobras, pra onde havia sido escalado para quebrar a perna dos adversários com sua fama de acutilar seus adversários com retórica pra lá de desbocada e sem zelo com os bons modos que a legislatura aconselha - com o anúncio de que o ex-aliado Lira Maia, que tem um grande peso eleitoral na região do Oeste paraense, a qual guarda um sentimento de revolta contra Simão Jatene depois dele ter se posicionado contra a divisão do Estado, desde o plebiscito que adiou o sonho emancipatório do Estado do Tapajós, as coisas agora ficarão ainda mais difíceis para o PSDB.

Na imprensa nacional

O colunista Felipe Patury famoso por não escrever nada positivo do PT e do PMDB, escarrou a matéria mais comentada nas redes sociais e replicadas por jornalecos Brasil à fora: Chapa maluca lança filho de Jader a governador do Pará.

Considerações do Blog

É evidente que ninguém deixará nada fácil, nem tão pouco barato e as águas que ainda passarão por debaixo dessa ponte, chamada eleição, até a campanha eleitoral começar de fato, trarão muito fedor e excrementos do sub-mundo da política, mas ninguém precisa ficar espantado, pois se o Brasil perder a copa, as coisas serão muito piores, podem ter certeza que sim.