quarta-feira, maio 06, 2015

Bancada paraense pede a conclusão de obras federais infindáveis na Amazônia

 Diretores do DNIT aceitaram o desafio proposto por empresários da Aprosoja, do Mato Grosso, da Associação Comercial e Industrial de Marabá (ACIM) e vieram conhecer os trechos mais críticos da BR-155, no início de 2014.

Há décadas que o governo federal promete resolver os problemas que afligem grande parte das estradas federais que cruzam o Estado do Pará. Protestos são constantes na região que agoniza com as precárias condições de escoamento da produção agrícola e o ir e vir da população local.

Mais uma vez, há um indicativo de que elas podem ser finalmente recuperadas. A BR 155 é considerada a pior ligação entre o sul e sudeste do Pará ao Centro-Oeste. 

Não diferente, a BR 158, assim como as rodovias 163 e 422, são as mais importantes rodovias do Norte do país, mas infelizmente continuam famosas por seus buracos (e crateras), muita lama, poeira, falta de acostamento, sinalização inexistente e uma conservação “meia boca”. Além disso, as rodovias precisam de alongamento de suas plataformas e construção de pontes seguras, em substituição às existentes.

Vários protestos interditam as rodovias federais do Pará, mas as obras nunca são concluídas.

Transporte fluvial seria mais barato, mas nunca sai do papel

O derrocamento Pedral do Lourenço, vai permitir a navegabilidade do Rio Tocantins durante todos os meses do ano e associada às eclusas de Tucuruí, a obra vai permitir a navegabilidade em toda extensão da Hidrovia Araguaia Tocantins, facilitando o escoamento de produtos do Centro-Oeste brasileiro pelos portos do Norte.

A luta para tirar as obras do Pedral do Lourenço do papel vem se arrastando ao longo dos últimos anos. O projeto chegou a ser incluído e depois retirado do Programa de Aceleração do Crescimento. 

Espera-se que com a intervenção unificada da bancada paraense, o Estado tenha voz ativa para cobrar e receber ações concretas, e, assim, finalmente oferecer dignidade à nossa população, ajudando o Pará a sair da condição humilhante em que se encontra.

A matéria - abaixo - publicada no jornal Diário do Pará desta quarta-feira (06) dá sinais de que novamente teremos que aguardar por nossos representantes em Brasília e confiá-los a luta por dignidade para empresários, moradores e estudantes que utilizam as precárias vias de transporte em nosso Estado, sem nenhuma data prevista para ter fim, a agonia que atravessam.

Isso sem falar que a Rodovia Transamazônica não é sequer citada na matéria e há mais de 40 anos continua sendo uma das maiores e piores estradas sem conclusão no Brasil.


Matéria publicada no jornal Diário do Pará, desta quarta-feira (06) sinaliza para outra expectativa de obras estruturantes.