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terça-feira, março 03, 2015

Luciano Hulk e a indústria da pedofilia

'Vem ni mim que to facim' vira estampa de camiseta infantil da grife de Luciano Huck.

Ano passado ele já havia se aproveitado do caso onde uma banana foi lançada no jogador Daniel Alves, durante um jogo do Barcelona. Na ocasião, Luciano Huck aproveitou para vender camisetas com a insígnia racista “‪#‎somostodosmacacos‬”. Um mês depois tentou lucrar com o turismo sexual no Brasil e deu uma de cafetão ao convocar moças brasileiras para serem apresentadas à turistas durante a copa do mundo de futebol. Não satisfeito, foi em busca de espaços mais privilegiados e assumiu a campanha de Aécio Neves, candidato à presidência e protagonizou cenas de um falso patriotismo que dava nojo. Agora ele ataca de novo com uma campanha que incentiva a mente doentia de milhares de pedófilos. Veja mais outra presepada do apresentador Global que não cansa de criar problemas para a sociedade brasileira.

Veja a matéria da Luciana Sarmento, publicado no Brasil Post.

"Vem ni mim que eu to facim". A frase, usada por quem está na balada e abert@ a beijar outras pessoas, virou estampa de camisetas - pasmem - infantis. Criação da grife do apresentador Luciano Huck a peça estava sendo vendida até a tarde desta terça-feira (3) no site da Use Huck.

De acordo com a descrição no site da marca, a camiseta fazia parte da coleção especial de Carnaval, e era vendida nos tamanhos de 2 a 12:


É hora de colocar o bloco na rua, aproveitar cada segundo os dias de folia! Por isso a Huck criou uma coleção especial para você fazer bonito na avenida e receber o carnaval no estilo! Como a camiseta Vem Ni Mim Que Tô Facin. A camiseta estampada com a frase "Vem Ni Mim Que Tô Facin" é a cara do carnaval! Uma camiseta divertida. Uma camiseta personalizada. Uma camiseta exclusiva!
Com a estampa, o apresentador virou alvo de críticas nas redes sociais. No Twitter, Huck era acusado de fazer apologia à pedofilia e os usuários questionavam se ele deixaria os filhos usarem a camiseta.

E essa não foi a única estampa polêmica da linha. A frase "Me beija que eu sou carioca" também foi usada em uma das camisetas infantis:



No início desta noite, a página onde a camiseta estava sendo vendida foi tirada do ar. A Use Huck divulgou uma nota na noite desta terça:


E as reações no Twitter à gafe da gripe de Luciano Huck não pararam:



Cuba e EUA: Personagens de nossa América



Por Sérgio Barra*, no blog do Espaço Aberto.

Eis aqui uma história que era acalentada por muitos, mas desvalorizada por outros tantos, inclusive, em nível internacional. Demorou para que a História deixasse  sua visão retrospectiva e adotasse uma análise mais próxima do presente. Durante muito tempo sua concepção lhe impunha certo distanciamento de seu objeto e uma restrição rígida de natureza política. Lentamente, começou um processo de valorização de pessoas influentes como fonte e da política e acontecimentos contemporâneos como foco, que nos oferecem a história não mais como letra morta, história fechada, mas como um processo vivo de interpretação de ontem e do agora. A ausência de relações entre Estados Unidos e Cuba era uma herança de tempos em que o comunismo era um "perigo" para toda a América Latina. Mas os dois países têm laços históricos que remontam ao século XIX.

Desde aquela época havia um movimento em Cuba para libertar a ilha do domínio colonial, mas esse objetivo só foi alcançado quando os EUA venceram a Espanha na guerra de 1898. Embora os cubanos não tenham sido anexados, ficaram com restrições à soberania, como a Emenda Platt à sua Constituição, que autorizava ações militares americanas em seu território e o estabelecimento de uma base naval na baía de Guantánamo. O poderoso vizinho apoderou-se de setores-chaves da economia da ilha, como açúcar, tabaco e turismo. O crime organizado era muito forte no país, envolvido com drogas, prostituição e jogo.

Os nacionalistas cubanos se ressentiam dessa influência e afirmavam que era necessária uma revolução para completar o projeto de independência, que havia sido interrompido pela interferência dos EUA. A revolução começou em 1956 com uma revolta contra o ditador Fulgêncio Batista, cujo governo era apoiado pela Casa Branca. Contudo, os EUA não o viam como um aliado fundamental e não foram hostis aos guerrilheiros comandados por Fidel Castro. Havana foi conquistada em 1959. Fidel reuniu-se com diplomatas e políticos, recebido pelo então vice-presidente Richard Nixon, que advertiram o jovem líder cubano a se manter afastado de comunistas como seu irmão Raúl e seu colega de armas argentino, Ernesto Guevara.

A revolução não era, em essência, marxista - seu pilar eram mudanças sociais de grande escala, como a reforma agrária. O novo governo começou com medidas como a nacionalização de propriedades de empresas americanas, colocando Havana e Washington em conflito. Os líderes cubanos se irritaram com as pressões americanas. Começaram sanções econômicas americanas. Cuba aproximou-se da União Soviética, que ofereceu ao país ajuda econômica e militar, e a ilha abraçou o comunismo. Os EUA romperam as relações diplomáticas em janeiro de 1961.

A revolução cubana teve impacto extraordinário em toda a América Latina e que culminou com a suspensão do país da OEA, em 1962 e com o embargo econômico contra a ilha. De lá pra cá todos conhecem a história. A Guerra Fria acabou entre 1989 e 1991, com o colapso dos regimes comunistas na Europa oriental o fim da URSS. As mudanças na América Latina foram benéficas para Cuba. A ausência de relações com os EUA tornou-se um anacronismo. Centenas de milhares de cubanos haviam migrado para os EUA. Viraram uma comunidade próspera e influente, sobretudo na Flórida, e fortemente anticomunista.

Outro fator crucial foi a mudança demográfica na comunidade cubano-americana. Os líderes mais idosos começaram a morrer e foram substituídos por uma geração mais jovem e pragmática, dispostas a aproveitar as oportunidades comerciais. Essas foram as bases econômicas e sociais que levaram ao acordo entre EUA e Cuba e que criaram as condições para o que pode ser um período promissor nas relações entre ambos os países. O mundo não é uma festa, mas é formado por uma fauna humana que resume todas as nossas emoções e desejos, dúvidas e anseios, angústias e contradições. A maior conquista da democracia é o estado de direito.

*Sérgio Barra é médico e professor.
sergiobarra9@gmail.com

Suiçalão: Ajude a revelarmos os nomes dos maiores bandidos do Brasil



Assine e divulgue a petição feita por blogueiros brasileiros para termos acesso aos dados dos clientes secretos do HSBC e revelarmos ao Brasil quem tem conta no paraíso fiscal suiço. Investigações apontam 8,6 mil nomes do país que cometeram crimes de sonegação fiscal, lavagem de dinheiro e evasão de divisas, movimentando R$ 20 bilhões na agência do banco na Suíça. Suspeita-se que entre estes clientes, estejam pessoas que criaram contas para depositarem dinheiro oriundo de esquemas de corrupção, tais como a Privataria Tucana e o que está sendo chamado de Petrolão, onde empreiteiras brasileiras estão envolvidas em desvios de recursos da Petrobras.

Segue o teor da petição no site Change.

Ao Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ)

Caras senhoras e senhores,

Nós, blogueiros do Brasil, falando em nome de nossos milhões de leitores, vimos através desta requerer ao ICIJ o acesso à lista com os dados completos dos 8.667 clientes brasileiros do banco HSBC no Swiss Leaks.

Somos jornalistas e/ou blogueiros engajados na luta por transparência no sistema financeiro, o que necessariamente passa pelo combate à sonegação estimulada pelos refúgios fiscais.

Alertamos que, diferentemente de outros países do mundo, a mídia brasileira é altamente concentrada. 

De acordo com a organização Reporters Without Borders, o "Brasil é o país dos 30 Berlusconis"  (http://en.rsf.org/IMG/pdf/brazil_report.pdf).

Os 30 Berlusconis fazem parte da elite política brasileira, à qual protegem praticando frequentemente a seleção, a distorção e a manipulação de notícias.

Os 30 Berlusconis são suspeitos de recorrer aos refúgios fiscais para sonegar impostos -- e de proteger aqueles que o fazem.

Num caso recente, o maior grupo de mídia do Brasil, as Organizações Globo, recorreram ao paraíso fiscal das Ilhas Virgens Britânicas para, de acordo com autoridades fiscais brasileiras, fazer uma manobra que evitou o pagamento de impostos na compra dos direitos de transmissão das Copas do Mundo de futebol de 2002 e 2006.

A multa para as Organizações Globo foi superior aos R$ 600 milhões de reais.

Esta informação foi suprimida ou não teve o destaque necessário na maior parte da mídia brasileira.

Acreditamos ser temerário o ICIJ fazer uma única parceria no Brasil, o que na prática deixa os Swiss Leaks sob monopólio de um grupo de mídia que frequentemente coloca seus próprios interesses políticos, econômicos e ideológicos acima do direito à informação.

Jornalistas subordinados a este e a outros grupos de mídia trabalham sob pressão para fazer o vazamento de acordo com critérios de seus superiores.

A posse da lista por mais de um grupo de jornalistas, além de estimular a saudável concorrência, vai permitir que uns monitorem o trabalho de outros -- e vice-versa.

Somos, alguns de nós, jornalistas investigativos premiados.

Prometemos aplicar critérios jornalísticos à divulgação dos nomes e dados dos correntistas do HSBC.

Seria lamentável se os Swiss Files fossem vazados no Brasil de forma seletiva, atendendo a interesses que não os da opinião pública.

Tornamos esta carta uma petição pública para adesão de nossos leitores.

Assine aqui http://goo.gl/ox0mEg

Aguardando ansiosamente por suas considerações,

Paulo Henrique Amorim
Rodrigo Vianna
Luiz Carlos Azenha
Conceição Lemes
Altamiro Borges
Renato Rovai
Conceição Oliveira
Eduardo Guimarães
Antonio Mello
Miguel do Rosário
NaMariaNews
Fernando Brito
Lúcio Flávio Pinto
Débora Cruz
Kiko Nogueira
Paulo Nogueira
Marco Weissheimer
Tarso Cabral Violin
Diógenes Brandão
Daniel Dantas Lemos
Wagner Nabuco
Joaquim Ernesto Palhares
Marcus Vinícius
Lúcia Rodrigues
Igor Felippe
Nilton Viana
Breno Altman
Esmael Moraes
Elaine Tavares