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quarta-feira, julho 08, 2015

Fórum Belém 400 Danos: O início de uma reação.



Dia 25 de Junho um incêndio no Pronto Socorro Municipal da 14 de Março e matou duas pessoas e intoxicou centenas de pacientes e funcionários.

A população de Belém assistiu assustada pela segunda vez, acontecer o que o sindicato dos médicos e o dos funcionários, os bombeiros, o Ministério Público e a Justiça previam: Uma nova tragédia anunciada.

Cinco dias após o ocorrido e com a cidade em situação de calamidade pública, com hospitais lotados, um incêndio destrói 8 boxes na feira da Pedreira. Não houveram vítimas, só danos materiais que custarão muitos meses de tralhado duro para os feirantes.

Dez dias depois, um novo incêndio na COSANPA provocou a interrupção de água em 28 bairros, prejudicando por três dias, mais de um milhão de pessoas. Um dia depois, outro incêndio atingiu uma barraca do ver-o-peso, assustando os feirantes e consumidores do local, que desde a última reforma, em 1998, não recebe manutenção ou qualquer tipo de melhoria em sua estrutura.

Diante deste quadro perverso, entidades da sociedade civil de Belém, em protesto nesta última quarta-feira, em frente à COSANPA, resolveram organizar um Fórum de debates para construir uma agenda de mobilização em torno dos assuntos e temas pertinentes ao descaso com que a cidade vivencia.

O evento será realizado nesta quinta-feira, no Sindicato dos Urbanitários, onde sindicatos, ONG's, Movimentos Sociais e a população em geral, debaterão os rumos da cidade que está prestes a completar 400 anos e agoniza em um caos generalizado.

Participe, mobilize, compartilhe!

Maiores informações na página do Fórum.

"Baldaço" é utilizado como protesto pela falta d'água em Belém

Repórter da TV Record coloca um balde na cabeça para a reportagem ao vivo sobre o "Baldaço".

Os três dias em que Belém conviveu sem abastecimento d'água, não passou em branco, pelo menos para os manifestantes que protestaram por dois dias consecutivos, em frente à COSANPA, no bairro de São Brás. A manifestação apelidada de "Baldaço", foi mobilizada por um grupo de ativistas digitais no WhatsApp e contagiou as demais mídias sociais, como uma forte reação à falta de zelo do governo estadual e a prefeitura de Belém, com o patrimônio público e com a qualidade de vida da população da capital paraense.

O primeiro dia de protestos foi registrado pela equipe de reportagem do jornal Diário do Pará, um dos poucos jornais existentes no Estado e talvez o único que tenha noticiado a manifestação.


No segundo dia de protesto do "baldaço" pela falta d'água em Belém, a TV Record também esteve presente e com uma lata d'água na cabeça, a repórter Priscilla Amaral fez uma matéria ao vivo, com os manifestantes cantando palavras de ordem, como "A nossa luta é todo dia, a nossa água não é mercadoria!" e "O povo tá na rua, Jatene a culpa é tua!", em referência à gestão do governador Simão Jatene.



Outra matéria foi publicada pelo jornal Diário do Pará, agora com chamada e foto do protesto na capa da edição desta quarta-feira (08).




Embora tenha tido a presença de dirigentes partidários do PT, PCdoB e do PSOL, além de lideranças sindicais, os manifestantes comentavam entre si, a inovação na mobilização do ato em protesto pela falta d'água em Belém, por ter sido idealizado e articulado por ativistas digitais.

Ronaldo Romeiro, presidente do Sindicato dos Urbanitários do Pará esteve presente no ato e foi o idealizador da organização de um Fórum Multisetorial, para debater os problemas que afligem o povo paraense e convocou a sociedade para uma reação, diante tanto descaso com os serviços públicos, em prol da privatização.


José Marcos Araujo Araujo, presidente estadual da Central dos Trabalhadores do Brasil, também esteve presente no ato em protesto pela falta d'água em Belém e convocou todos para reagir.


Belém é administrada pelo prefeito Zenaldo Coutinho, que se elegeu enfatizando que a parceria com o governador Simão Jatene seria benéfica para a cidade, pelo fato de serem do mesmo partido, o PSDB.