Pesquisar por palavra-chave

sexta-feira, outubro 30, 2015

Puty: Ministério ou prefeitura?

Puty representando o governo brasileiro na Assembleia de governadores do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), na Coreia do Sul.

Secretário de Assuntos Internacionais do Ministério do Planejamento desde fevereiro deste ano, o ex-deputado federal pelo PT-PA, Cláudio Puty foi convidado pelo Ministro Miguel Rosetto e pelo que se comenta em Brasília já teve sua nomeação assinada pela presidenta Dilma, nesta quinta-feira (29), devendo assumir o novo cargo de Secretário Executivo do Ministério da Previdência e do Trabalho. Sua nomeação está prevista para ser publicada no DOU, na próxima terça-feira (03).

Cotado com pré-candidato à prefeitura de Belém, Puty lidera no Pará, ao lado da ex-governadora Ana Júlia, a DS - Democracia Socialista, tendência interna do PT, que nacionalmente tem lhe indicado para importantes cargos no governo federal. Formado em economia pela Universidade Federal do Pará, o petista paraense é mestre pela University of Tsukuba, no Japão e doutor pela New School for Social Research nos Estados Unidos.

A trabalho em diversas viagens internacionais que a atual pasta lhe incube, Puty está neste instante na China e retorna amanhã ao Brasil para dialogar com lideranças políticas em Brasília e no Pará, onde reunirá no dia 14 de novembro, data marcada para ter sua candidatura a prefeito de Belém, confirmada pelo Diretório Municipal do PT.

Dentro e fora do seu partido, fala-se que a nova indicação de Claudio Puty é fruto de seu desempenho e capacidade técnica como gestor público, sendo professor universitário desde 1995, na mesma instituição em que foi graduado, a UFPA. Em 2007, foi nomeado secretário de Governo do Pará, no ano seguinte chefiou a Casa Civil do estado. Presidiu também o Conselho de Administração do Banco do estado do Pará, onde ganhou prestígio entre empresários e políticos de vários partidos.

Petistas de várias tendências comentam que Puty tem o respeito e a admiração de Dilma e dos principais ministro de seu governo, por isso tem sido convidado para vários cargos e funções e até indicado pessoas de seu grupo para importantes espaços políticos.

Corrupção: Deputados decidirão pelo julgamento de Simão Jatene

Parceria em risco: Governador Simão Jatene durante o início do seu 3º mandato e Márcio Miranda, presidente da ALEPA em seu 2º mandato.

Uma simples nota do jornalista Severino Moota, publicada na coluna Radar OnLine da revista Veja foi o suficiente para voltar a assombrar deputados, prefeitos e empresários aliados do PSDB no Estado do Pará, mas principalmente o governador Simão Jatene, que viu reaparecer seu nome em mais um escândalo tucano, que há 11 anos corre em segredo de justiça. 

A nota diz o seguinte:

"O governador do Pará, Simão Jatene (PSDB), foi denunciado pelo Ministério Público, que o acusa de corrupção, num caso envolvendo o perdão de dívidas e concessão de incentivos à cervejaria Cerpa.

Para que o tucano vire réu, é preciso que não só os ministros do STJ acatem a denúncia, mas que a Assembleia Legislativa do Estado autorize o processo.

A Assembleia já foi notificada pelo Ministério Público para se posicionar sobre a denúncia".

A informação de que a Assembleia Legislativa do Estado do Pará já foi notificada sobre a denúncia oferecida pela Procuradoria-Geral da República é uma provocação aos deputados estaduais, comandados pelo presidente da casa, o deputado estadual Márcio Miranda (DEM), eleito e reeleito com ajuda de Simão Jatene que segue em seu segundo mandato, mas que agora enfrentará fortes pressões para não deixar com que o governador, fique impune por culpa da omissão da ALEPA.

O trecho da matéria "Jatene é denunciado por corrupção no caso Cerpasa", assinada pela jornalista Luiza Melo e publicada no jornal Diário do Pará* relembra a denúncia.

"O inquérito 465 tramita, há quase 11 anos, no Superior Tribunal de Justiça. Nele, Jatene é acusado de ser o principal beneficiário do pagamento irregular de propina obtida após benefício oferecido à cervejaria, com incentivos fiscais e perdão da dívida do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Esses crimes ocorreram em 2002, ano em que Jatene foi eleito governador e quem comandava o Estado era o falecido Almir Gabriel, que lutava para fazer de Jatene seu sucessor.

Um livro de contabilidade apreendido pela Polícia Federal (PF), na sede da Cerpasa, revelou o pagamento de R$ 12,5 milhões, em prestações, durante o fim do mandato de Almir Gabriel e nos 2 primeiros anos do Governo de Simão Jatene, em 2003 e 2004". Leia mais.

*Diário do Pará foi o único jornal paraense que noticiou o fato, já que os jornais OLiberal e Amazônia Jornal, controlados pela família Maiorana, aquela que representa a Globo no Pará, obtém a maior parte das verbas publicitárias e diversos convênios com as administrações do PSDB no Estado e por isso, blinda Simão Jatene.