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segunda-feira, março 14, 2016

Ministro, Lula reforça Dilma e deixa Moro com algemas na mão

Ao lado de Dilma, Lula defenderá o governo até 2018, quando poderá voltar à presidência pela 3ª vez.

Por Diógenes Brandão

Com a decisão do ex-presidente Lula de aceitar o convite da presidente Dilma Rousseff para ser ministro em seu governo, além de frustrar o plano de prendê-lo, a partir de uma simples decisão do juiz Sérgio Moro, a iniciativa joga um balde d'água fria nos esquemas da oposição, que operava nos bastidores para tirar o PMDB da base aliada do governo federal.

A informação está sendo confirmada por assessores da presidente e blogueiros informados por mensagens privadas. Lula ainda está estudando com Dilma, se assume a Casa Civil ou a Secretaria de Governo, ambos no Palácio do Planalto, onde ficarão lado a lado defendendo o mandato de quatro anos concedido através do voto popular e que está desde janeiro de 2015 ameaçado por intentos golpistas, tal como aconteceu em 1964, quando instalou-se uma ditadura militar, que durou 21 anos no Brasil.

A ideia da ida de Lula para o governo atende o pedido de vários ministros e dirigentes do PT, intelectuais e líderes de partidos aliados, que perceberam o processo de perseguição política acirrar-se com apoio de setores da mídia e do baixo clero da justiça de SP e PR. 

Após a iniciativa do juiz Sérgio Moro de sequestrá-lo em sua casa, em uma ação cinematográfica, com a desculpa de colher depoimentos à Polícia Federal, no aeroporto de Congonhas, gerando tumulto e exposição midiática, o que provocou uma reação popular que impediu sua remoção para Curitiba. 

CONVITE ACEITO, VIRADA NO JOGO

A decisão de Lula está sendo aguardada com ansiedade e positivismo por diversos setores da sociedade brasileira, diante do quadro iminente que apontava até para a prisão temporária do ex-presidente e do aceleramento da tentativa dos partidos de oposição, em assediar deputados e senadores do PMDB e demais partidos da base aliado do governo, para aprovarem a toque de caixa, o famigerado impeachment de Dilma.

Lula deve aceitar o convite depois que a juíza Maria Priscilla Veiga Oliveira, da 4ª Vara Criminal da Capital, decidiu rejeitar o pedido de sua prisão, repassando a decisão para o juiz Sérgio Moro, o que levantou a suspeita de que tudo fazia de um plano articulado entre Procuradores do MP de São Paulo e do Paraná, onde a operação Lava Jato é coordenada. 

Defensores do Impeachment de Dilma e da prisão de Lula comemoram a decisão que pode ser frustrada com a ida de Lula para um dos Ministérios do governo federal.  

Com o plano em curso, Moro teria a possibilidade de tomar medidas precipitadas, tal como prender Lula e sua família, como já fez com várias pessoas, menos do PSDB e demais políticos, tal como Aécio Neves, Eduardo Cunha, Renan Calheiros e FHC, todos deletados, ao contrário de Dilma e Lula que se quer foram denunciados e investigados e não uma única prova que justifique serem responsabilizados por algum crime.

Ministro, Lula sai das garras e do bico tucano de Sérgio Moro e agora tem foro privilegiado, o que impede que ele continue sendo investigado por procuradores em São Paulo e também na Lava Jato em Curitiba e todas as investigações sobre o ex-presidente agora devem ser apuradas pela Procuradoria-Geral da República e supervisionadas pelo STF (Supremo Tribunal Federal), as instâncias máximas da justiça brasileira.