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quarta-feira, outubro 19, 2016

Ex-superintende do IBAMA-PA preso por corrupção vira "jornalista sério"



Paulo Castelo Branco (ex-superintendente do IBAMA no Pará) foi preso e condenado pelo crime de concussão (exigir, em razão do exercício de uma função, vantagem indevida), por tentar extorquir R$ 1,5 milhão da empresa Eidai do Brasil Madeiras S/A. A Interpol na época chegou a ser notificada para que as polícias de outros países o prendessem, caso ele deixasse o Brasil.

Castelo Branco foi condenado em 2002 a cinco anos e quatro meses de prisão em regime semiaberto.

Hoje posando de jornalista, tem um tabloide, o “Poder”, que usa para atacar adversários políticos e puxar o saco de possíveis clientes. Escreve matérias falando de corrupção, defendendo a prisão de políticos corruptos no bojo da Operação Lava-jato. Os poucos leitores da revistinha do agora jornalista Paulo , talvez não saibam que ele foi preso e condenado por corrupção, um caso que teve repercussão nacional, melando o nome do Pará.  

Maleta

Em maio de 2000, Castelo Branco foi flagrado pela Polícia Federal recebendo uma maleta com R$ 500 mil. O pagamento teria sido feito para que ele resolvesse pendências por infrações ambientais e dívidas da madeireira com o IBAMA.

A denúncia foi feita pelo diretor da Eidai, que gravou uma conversa com o funcionário do IBAMA e entregou a gravação ao Ministério Público. A partir daí, a negociação foi acompanhada pelas autoridades até a entrega do dinheiro, que ocorreu no aeroporto de Brasília. O funcionário do IBAMA chegou a ser preso, mas conseguiu o direito de responder ao processo em liberdade.

Recursos

A primeira condenação de Castelo Branco na Justiça Federal aconteceu em 2002. Ele entrou com recurso, que foi negado em 2007 pelo Tribunal Regional Federal do Pará. Seus advogados lançaram mão de mais um recurso, rejeitado novamente no início de outubro de 2008 pelo ministro do STJ, Napoleão Nunes Maia Filho.