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quarta-feira, março 09, 2016

Mesmo apresentando provas, Lula é denunciado por falsidade e lavagem de dinheiro pelo promotor da VEJA

Investigado por vazar informações de justiça, o promotor Cássio Roberto Conserino deu continuidade ao que havia dito à revista VEJA e denunciou o ex-presidente Lula, criando outro factoide para mante-lo negativado na mídia.



Ministério Público de São Paulo sustenta que o petista cometeu crimes ao supostamente ocultar a propriedade de imóvel no Guarujá, reformado pela OAS

O Ministério Público de São Paulo denunciou criminalmente o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no caso do tríplex 164-A, no Condomínio Solaris, no Guarujá. A denúncia foi protocolada na Justiça, em São Paulo, nesta quarta-feira, 9. São acusados também a ex-primeira-dama Marisa Letícia, o filho mais velho do casal Fábio Luiz Lula da Silva, o Lulinha, e mais 13 investigados. Na lista estão o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, o empresário Léo Pinheiro, da empreiteira OAS, amigo de Lula, e ex-dirigentes da Cooperativa Habitacional dos Bancários (Bancoop).

A Promotoria sustenta que o petista cometeu os crime de lavagem de dinheiro e falsidade ideológica ao supostamente ocultar a propriedade do imóvel – oficialmente registrado em nome da OAS.

A acusação tem base em longa investigação realizada pelos promotores Cássio Conserino e José Carlos Blat. O promotor afirma ter indícios de que houve tentativa de esconder a identidade do verdadeiro dono do tríplex, o que, segundo ele, caracteriza lavagem de dinheiro.

A investigação mostrou que a empreiteira OAS bancou uma reforma sofisticada do apartamento., ao custo de R$ 777 mil. Segundo o engenheiro Armando Dagre, sócio-administrador da Talento Construtora, contratada pela OAS, os trabalhos foram realizados entre abril e setembro de 2014.

Em 2006, quando se reelegeu presidente, Lula declarou à Justiça eleitoral possuir uma participação em cooperativa habitacional no valor de R$ 47 mil. A cooperativa é a Bancoop que, com graves problemas de caixa, repassou o empreendimento para a OAS.

Lula apresentou sua defesa por escrito no inquérito da Promotoria. O petista afirma que não é o dono do tríplex.

O ex-presidente se se recusou a comparecer pessoalmente ao Ministério Público de São Paulo, na quinta-feira, 3. A audiência havia sido marcada pela segunda vez. O promotor Conserino, inicialmente, pretendia ouvir Lula no dia 17 de fevereiro, mas, na ocasião, uma liminar do Conselho Nacional do Ministério Público barrou a audiência.

Mesmo com a interrupção da investigação da Promotoria paulista e do adiamento da audiência de Lula, manifestantes pró e contra PT se confrontaram na frente do Fórum Criminal da Barra Funda, em São Paulo.

A liminar fora concedida a pedido do deputado Paulo Teixeira (PT-SP), que alegou perante o Conselho que o promotor Conserino já havia antecipado ‘juízo de valor’. Segundo o parlamentar, Conserino não é promotor natural do caso.

Uma semana depois, o Conselho Nacional do Ministério Público destravou a investigação. Por unanimidade, o colegiado derrubou a liminar e permitiu que Cássio Conserino prosseguisse a investigação. O promotor intimou novamente o ex-presidente, mas um detalhe técnico provocou novo tumulto na apuração. A notificação trazia advertência de uma possível condução coercitiva de Lula, medida que não cabe para investigados, caso do ex-presidente.

Lula também é alvo da força-tarefa da Operação Lava Jato, do Ministério Público Federal, que o investiga pela suposta propriedade do sítio Santa Bárbara, localizado em Atibaia (SP).

As duas frentes de investigação levaram a defesa de Lula a ingressar com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF), em que afirma haver duplicidade de procedimentos com o mesmo objetivo. Os defensores do ex-presidente pediram a suspensão das duas apurações. A ministra Rosa Weber negou liminar e manteve de pé tanto o inquérito da Promotoria de São Paulo quando o inquérito da Procuradoria.

A força-tarefa apura se Lula recebeu supostas ‘vantagens indevidas’ de construtoras investigadas na Operação Lava Jato, materializadas, dentre outros, em imóveis em Atibaia/SP e em Guarujá/SP.

COM A PALAVRA, O INSTITUTO LULA

Promotor cumpre promessa à Veja

Não há nenhuma novidade na denúncia do Ministério Público de São Paulo, que já havia sido anunciada na revista Veja, em 22 de janeiro de 2016, pelo promotor Cássio Conserino. Cássio Conserino não é o promotor natural do caso e pré-julgou antes de ouvir o ex-presidente, mostrando que é parcial. O ex-presidente Lula não é proprietário nem de triplex no Guarujá nem de sítio em Atibaia, e não cometeu nenhuma ilegalidade. Ele apresentou sua defesa e documentos que provam isso ao promotor Cássio Conserino. Essa denúncia só reforça necessidade do Supremo Tribunal Federal de avaliar ação dos advogados do ex-presidente sobre a competência da investigação feita em duplicidade pelo Ministério Público Federal e pelo Ministério Público de São Paulo.

COM A PALAVRA, A DEFESA DO EX-PRESIDENTE LULA

Nota

A denúncia do Ministério Público de São Paulo contra o ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi antecipada no dia 22 de janeiro à revista Veja pelo promotor de Justiça Cássio Roberto Conserino, antes, portanto, da conclusão do procedimento investigatório. Hoje, Conserino apenas formalizou o resultado, deixando claro que a apuração não foi isenta, decorrendo tão somente da parcialidade e da intenção deliberada de macular a imagem de Lula, imputando crime a pessoa que o promotor sabe ser inocente.

Conserino transformou duas visitas a um apartamento no Guarujá em ocultação de patrimônio. A família do ex-Presidente Lula nunca escondeu que detinha uma cota-parte de um empreendimento da Bancoop, tendo solicitado o resgate desta cota no final de 2015.

O promotor responde a sindicância disciplinar no MP-SP, que é acompanhada pelo CNMP, justamente por ter antecipado o resultado antes de ter chegado ao fim das investigações.

A conduta de promotor apenas confirma que o MP-SP e o MPF estão investigando os mesmos fatos, apontando a necessidade de o STF decidir sobre qual órgão do MP tem competência para tratar do assunto.

Cristiano Zanin Martins.

Pesquisa Doxa revela o quadro político em Belém

Na pesquisa realizada pelo Instituto Doxa, entre os dias 28/02 à 03/03, o prefeito de Belém, Zenaldo Coutinho (PSDB), aparece com um índice de rejeição altíssimo. Para 74,2%  dos entrevistados, a imagem do prefeito é negativa.

Pelo menos 49,4% dos entrevistados estão “insatisfeitos” ou “muito insatisfeitos” e a violência/insegurança são apontados como um dos maiores problemas da capital paraense. Em segundo e terceiro lugar vem o descaso com a saúde e trânsito/mobilidade.

O deputado federal Edmilson Rodrigues (PSOL) lidera na preferência do eleitoral, quando as perguntas são espontâneas, mas o deputado federal Eder Mauro (PSD), assume a liderança, quando as perguntas são estimuladas com a apresentação dos nomes em disputa.

Entre os pré-candidatos à prefeitura de Belém, o ex-prefeito Duciomar Costa lidera a rejeição em Belém.

44,3% das pessoas dizem não votar em um candidato apoiado por Helder Barbalho (PMDB) e 65,4% dos entrevistados não votariam em alguém indicado pelo senador Paulo Rocha (PT).

Marinor Brito (PSOL) é a vereadora mais indicada entre os candidatos indicados para serem eleitos ou reeleitos vereadores no mês de Outubro e o ex-vereador Marquinho do PT é o único petista que aparece nas indicações espontâneas entre os candidatos a vereador.

Entre os nomes de Eder Mauro, Edmilson Rodrigues, Helder Barbalho, Flexa Ribeiro, Marcio Miranda e Paulo Rocha, o petista é o menos citado na possibilidade de ser eleito governador em 2018.

O Blog AS FALAS DA PÓLIS recebeu em primeira mão a pesquisa realizada pela DOXA e traz alguns gráficos e análises feita pelo diretor geral do instituto e cientista político Dornélio Silva.

Quando você ouve falar em Zenaldo Coutinho, qual a primeira palavra/imagem que vem à sua mente? 
Na pergunta "Quando você ouve falar em Zenaldo Coutinho, qual a primeira palavra/imagem que vem à sua mente? A resposta "Péssimo administrador" e "Mal prefeito" aparecem em primeiro lugar, seguidas de "Mentiroso" e "Ladrão".


Qual a avaliação que você faz da administração do prefeito Zenaldo Coutinho?
O Governo de Zenaldo Coutinho está com índice de Reprovação alto. Verifica-se que os conceitos Ruim e Péssimo estão no patamar de 57,7%, mas ao agregarmos o Regular Negativo, esse índice sobe para 78,9%. A aprovação é de apenas 5,1%, agregando com o Regular Positivo, esse índice sobe para 18,4%.
Qual a avaliação que você faz da administração do Governador Simão Jatene? 

A aprovação do Governo Jatene em Belém é de 35,6% (Exc/bom/reg positivo). Já a reprovação alcança 62,0% (ruim/péssimo/reg negativo).


Qual a avaliação que você faz da administração da Presidente Dilma?
Quando se trata de avaliação do Governo Dilma, o índice de reprovação (ruim e péssimo/reg. negativo) chega ao patamar de 90,9%. A aprovação do governo Dilma em Belém é de apenas 7,0%.


Qual é o maior problema em Belém, que mais dificulta sua vida?

Os cinco maiores problemas que mais afligem a população de Belém são: “violência/insegurança”, “descaso com saúde”, “trânsito/mobilidade”, “desemprego”, “transporte público”. Depois, mas com índices bem menores aparecem ´questões relacionadas à saneamento, alagamento, educação, pavimentação.


Qual o partido político de sua preferência, aquele que você se idêntica mais?
Mais de 72,0% dos belenenses não tem nenhuma preferência partidária ou não quiseram se posicionar em relação ao tema. Os partidos que aparecem com maiores índices são PMDB, PSOL, PT, PSDB, PC do B, PSD.


Você votaria em um candidato a prefeito de Belém dos seguintes partidos políticos?

Medimos o potencial de cinco partidos políticos, isto é, perguntamos se o entrevistado votaria em algum candidato ligado a cada partido apresentado. Observa-se que o maior potencial é do PMDB, seguido pelo PSOL e PSDB. O partido com menos possibilidade de agregar é o PT, único que obteve saldo negativo, quando subtraímos o potencial da rejeição.


Se a eleição fosse hoje, em quem você votaria para prefeito de Belém? (Espontânea).
Na questão espontânea, onde não são apresentados os nomes dos pré-candidatos, Edmilson Rodrigues aparece na frente com 13,2%, seguido por Eder Mauro, 10,2%. Em terceiro lugar vem o atual prefeito Zenaldo Coutinho com 5,4% das intenções de voto. Em quarto Jordy; em quinto Duciomar; em sexto Priante.


E se estivessem disputando os seguintes candidatos, em quem você votaria? (Estimulada).
Na questão espontânea, onde não são apresentados os nomes dos pré-candidatos, Edmilson Rodrigues aparece na frente com 13,2%, seguido por Eder Mauro, 10,2%. Em terceiro lugar vem o atual prefeito Zenaldo Coutinho com 5,4% das intenções de voto. Em quarto Jordy; em quinto Duciomar; em sexto Priante.


E se estivessem disputando os seguintes candidatos, em quem você votaria? (Estimulada)
Numa segunda simulação com apenas quatro pré-candidatos, Eder vai para 32,4% e Edmilson para 31,1%, ficando os dois empatados tecnicamente. Zenaldo sobe para 8,2%. O prof. Carlos Maneschy aparece com apenas 1,2%.


Qual destes candidatos você não votaria de jeito nenhum? (Estimulada)
Quanto ao índice de rejeição geral dos pré-candidatos, Zenaldo Coutinho e Duciomar aparecem como os mais rejeitados. Depois Edmilson e Eder Mauro, ambos com índices parecidos.


E qual desses candidatos representa o novo, que vai mudar a administração municipal de Belém?
A pesquisa identifica como sendo Eder Mauro o candidato que representa o novo, que vai mudar a administração municipal. Em segundo lugar aparece Edmilson Rodrigues. Zenaldo aparece com índice de 3,3%.


Você votaria em algum candidato a prefeito de Belém apoiado pelo Governador Jatene?
O potencial de apoio de Jatene a algum candidato a prefeito de Belém é de 45,9%. Os que não votariam no candidato apoiado por ele soma 41,6%. 12,5% não opinaram.


Você votaria em algum candidato a prefeito de Belém apoiado por Helder Barbalho?
O potencial de apoio de Helder a algum candidato a prefeito de Belém é de 41,1%. Os que não votariam no candidato apoiado por ele soma 44,3%. 14,6% não opinaram.


Você votaria em algum candidato a prefeito de Belém apoiado por Lula?
76,6% dos eleitores de Belém não votariam num candidato apoiado pelo ex-presidente Lula. 19,7% votaria ou poderia votar no candidato apoiado por ele. Outros 13,7% não opinaram.


Você votaria em algum candidato a prefeito de Belém apoiado pelo senador Paulo Rocha?
65,4% dos eleitores de Belém não votariam num candidato apoiado pelo senador Paulo Rocha. 19,9% votaria ou poderia votar no candidato apoiado por ele. Outros 14,7% não opinaram.


Se a eleição fosse hoje, em quem você votaria para Governador do Pará? (ESTIMULADA)
Testamos seis nomes numa possível disputa para o governo do Estado. Eder Mauro aparece em primeiro lugar, com 24,2%, seguido por Edmilson Rodrigues, 21,2%. Helder Barbalho vem em terceiro lugar com percentual de 15,5% das intenções de voto. O senador Paulo Rocha é o último candidato da lista de seis (06) políticos do estado que receberiam votos nas eleições para o governo do Pará em 2018.
Veja abaixo a apresentação da pesquisa Doxa e caso queira uma avaliação completa de todos os formulários, entre em contato com os telefones deixado no fim desta postagem.


FICHA TÉCNICA DA PESQUISA

Nível de Confiança: O nível de confiança utilizado é de 95%. Isso quer dizer que há uma probabilidade de 95% dos resultados retratarem o atual momento eleitoral.

Registro Eleitoral: registrada no Tribunal Regional Eleitoral do Pará sob o protocolo Nº PA-02067/2016.

Estatístico responsável: Luiz Carlos Ferreira Feitosa – CONRE 9477

DADOS DA PESQUISA

Nome da pesquisa: Contexto eleitoral em Belém-Pa

Margem de erro: A margem de erro estimada é de 3,5 pontos percentuais para mais ou para menos sobre os resultados encontrados no total da amostra. 

Tema: Administração Pública/Eleições/Opinião Pública.

Contratante: Pará Print

Período: 29/02/2016 A 03/03/2016

Local: Belém - PA.

Amostra: Foram entrevistados 800 eleitores.

SERVIÇO

Empresas, Partidos e candidatos interessados em realizar pesquisas confiáveis e com resultados comprovados, entre em contato pelos números: 

(91) 3038.4808 (FIXO)
(91) 98174-5995 (TIM/WHATSAPP) 
(91) 98480.4191 (CLAROWHATSAPP) 
(91) 99363.6636 (VIVO) 
(91) 98829.4109 (OI)

Péssimas condições de trabalho no Pará são alvo de denúncia à SRTE

A categoria bancária sente na pele diariamente o que são as péssimas condições de trabalho nas agências bancárias. O descaso dos bancos é ainda maior no interior do Pará e como a ‘boa vontade’ das instituições financeiras demora a acontecer o Sindicato tem buscado outros aliados para aumentar a cobrança por tais melhorias aguardadas há anos por muitos bancários estado afora.
Na última sexta-feira (4) o Sindicato foi até à Superintendência Regional do Trabalho e Emprego no Pará e apresentou várias denúncias ao novo superintendente, Miriquinho Batista.
“Focamos principalmente as agências bancárias no interior do Pará, em que há um descompasso ainda maior entre a demanda de atendimento e o número de empregados, além de algumas agências com estrutura físicas totalmente deterioradas. Realidade essa que vimos na maioria das unidades que visitamos durante nossas Caravanas Bancárias”, destaca a presidenta do Sindicato, Rosalina Amorim.
Outro problema apresentado durante a reunião foi sobre a extrapolação da jornada de trabalho, consequência da escassez de bancário x demanda, e as constantes fraudes nos registros da jornada.
“Esses dois graves fatores influenciam e prejudicam e muito a saúde do trabalhador, não é a toa que esses são a segunda maior causa de afastamento de bancários para tratamento de doenças relacionadas ao trabalho que atendemos no Sindicato”, afirma a dirigente sindical, Tatiana Oliveira.
O Sindicato também protocolou quatro denúncias sobre condições de trabalho nas agências bancárias e ainda irá encaminhar à SRTE vários outros ofícios relatando outros graves problemas que a categoria enfrenta no estado.
O órgão se comprometeu em mediar as reuniões com os bancos denunciados pelo Sindicato para que as instituições firmem compromissos com prazos a serem cumpridos até a solução dos problemas relatados. Segundo a Secretaria Regional caso não se chegue a um acordo nessas reuniões ou os prazos não sejam realizados, a SRTE irá realizar fiscalizações in loco sob pena de multas e outras punições.
Seguro-defeso – O período de pagamento do seguro-defeso aos pescados também foi pautado no encontro. O Sindicato pediu à Superintendência que convoque a entidade e a Caixa, com participação da SRTE, para uma reunião que possa discutir o planejamento nas liberações do benefício.
“Não queremos mais que cenas que presenciamos em Cametá se repitam lá e em outras agências da Caixa, por questões de segurança dos bancários e beneficiários e principalmente em respeito à jornada da categoria que deve ser de no máximo seis horas por dia. As horas extras são exceção e quando ocorrem devem ser devidamente registradas e pagas”, ressalta o diretor do Sindicato, Heider Alberto.
Mais combate à precarização – Outro compromisso firmado durante a reunião em uma sugestão apresentada pela Superintendência foi a criação de um Conselho Estadual que reúna além da SRTE, representantes de sindicatos, centrais sindicais e empresariado para que juntos possam discutir e propor medidas de combate à precarização do trabalho. A intenção é criar o Conselho até o final do mês e depois de constituído seja estabelecido um espaço de diálogo permanente entre os membros.