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domingo, março 13, 2016

VEJA infla manifestação em Belém e 'esquece' do #ForaCollor


Por Diógenes Brandão

O colunista da VEJA, Reinaldo Azevedo, disparou no site da revista duas das maiores mentiras já ditas sobre Belém do Pará. Primeiro mentiu dizendo que a manifestação na capital paraense teve 70 mil pessoas, sendo que no máximo teve 10% disso, ou seja, 7 mil manifestantes, sendo que grande partes destes são funcionários temporários e DAS´s das duas maiores prefeituras da região metropolitana do estado do Pará: Belém e Ananindeua, além do governo do Estado, todos estes ligados ao PSDB. 

A convocação foi quase que obrigatória e poucos devem ter faltado, haja vista que o prefeito de Belém, Zenaldo Coutinho (PSDB), de Ananindeua Manoel Pioneiro (PSDB) e o governador Simão Jatene (PSDB) estão entre os políticos investigados pela justiça patrocinam manifestação em Belém do Pará

Depois dos promotores do MP paulista terem cometido a gafe do século, ao citarem a relação de Marx com “Hegel”, quando na verdade queriam falar da relação de Karl Marx e Friedrich Engels, Reinaldo, que é um anti-petista radical, mente ou mostra ignora as passeatas promovidas pelo Movimento Estudantil no período da década de 80 e início da década de 90, quando as ruas de Belém ficavam pequenas para a quantidade de pessoas. Naquela época, as imagens de protestos não eram transmitidas ao vivo pela Globo, o país viva uma inflação de quase 80%, o desemprego era 20 vezes maior e a mídia chamava manifestantes de vagabundos, baderneiros e vândalos.

A grande mídia esconde que a maior revolta popular do Brasil foi aqui: A Cabanagem.

Lembro que ônibus foram queimados e confrontos violentos com a PM aconteceram na Praça do Operário, em São Brás. Adolescentes apanhavam de cacetetes, eram agredidos com bombas de efeito moral que explodiam e seus estilhaços entrevam em nossa pele, além de uma nuvem de gás lacrimogênio serem frequentemente usadas pelo aparelho repressor do governo da época. 

Tudo isso pelo simples fato de estarem lutando pelo direito à meia-passagem, direito conquistado com muita luta pelos estudantes de Belém, entre os quais, eu me incluo. Com o Fora Collor, as famosas passeatas cresceram com o apoio sindical e popular, e com o povo nas principais vias de Belém, era impossível contar quantos estavam ali, mas sem dúvida éramos mais em quantidade e qualidade ideológica, do que os que hoje saem para defender o impeachment de Dilma.

Ainda bem que quem passou a informação para o jornalista da VEJA, fez o favor de mandar uma foto que mostra claramente que os 70 mil não passam de mais uma tentativa frustrada dos grandes veículos de comunicação em manipular os fatos e enganar a sociedade, mas os blogs e redes sociais existem para contrapor a mentira com o simples ato de raciocínio.


Políticos investigados pela justiça patrocinam manifestação em Belém do Pará

Duciomar Costa, Simão Jatene, Wladimir Costa, Eder Mauro e Zenaldo Coutinho são acusados de serem patrocinadores da manifestação deste domingo. Detalhe: todos já foram ou estão sendo processados por algum crime na justiça estadual ou federal.

Um ex-prefeito de Belém como incontáveis denúncias e condenações na justiça estadual e federal, um governador, que além de nepotismo declarado é acusado de ser beneficiado com dinheiro sonegado por uma cervejaria, um deputado federal acusado de desvio de dinheiro público e de possuir ilegalmente rádios comunitárias, um deputado federal que era delegado e se elegeu para se livrar de um processo que hoje tramita no STF e o atual prefeito de Belém, famoso por sua incompetência e de coordenar um indústria da multa na cidade, são alguns dos principais patrocinadores da manifestação contra o PT, Lula e Dilma em Belém, capital do estado do Pará.

A informação foi trazida ao conhecimento deste blog por um empresário que para ter direito a ganhar licitações de obras em prefeituras e secretarias controladas por certos partidos é frequentemente visitado por assessores que vão lhe pedir dinheiro para diversas atividades partidárias. Ele, por saber que se não pagar propina, perde o direito de trabalhar, acaba repassando recursos para os que lhe visitam cobrando dinheiro por obras realizadas no estado.



"Não foi a primeira manifestação que tive que desembolsar dinheiro para assessores políticos destes partidos, que em troca me permitem trabalhar, mas dessa vez o valor cobrado foi muito alto", revelou o empresário que pediu sigilo absoluto do seu nome.

Após dizer o motivo de me procurar para fazer sua grave denúncia e de firmamos o compromisso de que o sigilo jornalístico da fonte seria preservado, o empresário revelou a existência de um consórcio idealizado por dirigentes de partidos da oposição brasileira e que este grupo reunido em Brasília, havia escalado dirigentes locais para arrecadarem recursos financeiros para patrocinar a infraestrutura (trios elétricos, material de divulgação, carros-som e pessoas para entregar e colar cartazes) e para no dia distribuírem água mineral e carregarem cartazes e faixas, durante a caminhada prevista para iniciar na escadinha da CDP e terminar na Av. Doca de Souza Franco, neste domingo (13).

A informação do empresário bate com outra trazida por um amigo deste blogueiro, que me contou e em uma conversa privada, em uma mídia social, de que seu pai trabalha em uma gráfica e teria lhe dito que viu que um assessor da prefeitura de Belém havia ido buscar uma grande quantidade de panfletos e adesivos que convocavam para a manifestação deste domingo. A impressão deste material teria sido feita durante as noites e madrugadas do último final de semana deste mês, quando foi pago hora extra apenas para cinco funcionários de extrema confiança dos proprietários da gráfica contratada. 



De fato, na primeira semana de Março, o material começou a ser distribuído nas ruas e feiras da cidade. Pessoas bem vestidas, entregavam e faziam colagem de adesivos e cartazes, em diversos pontos de Belém e Ananindeua, onde o PSDB tem como prefeito Zenaldo Coutinho e Manoel Pioneiro, respectivamente, revelando que a logística e a infraestrutura desta mobilização contou com um forte aparato político e profissional, envolvendo segundo o relato do empresário, uma agência de publicidade, jornalistas, trolls e haters que agem na internet e diversas empresas, como gráficas, produtoras de vídeo e até uma companhia de dança, com coreógrafo e dançarinos que estarão fazendo uma performance, durante toda a caminhada pelas ruas do centro de Belém.


Material apócrifo inundaram a cidade com frases insuflando a população com factoides e discursos de ódio contra o PT e Dilma.

Com a tentativa de ludibriar a população, o tema da campanha "Esse Impeachment é meu" visa passar a ideia de que o movimento golpista não é uma construção de partidos da oposição e grupos empresariais e sim do povo. 

Provavelmente a maioria dos políticos envolvidos nesta trama não estará presente no ato, pois suas presenças constrangeriam o público, mas está claro que arregimentaram pessoas e investiram bastante dinheiro de origem não declarada e que provavelmente desviado de governos comandados pelos partidos envolvidos no plano que objetiva a queda de Dilma e o fim do PT.