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sábado, abril 16, 2016

Dúbia, Luciana Genro (PSOL) conclama eleições gerais e se posiciona contra o golpe



Por Luciana Genro, no Facebook

Derrotar o impeachment é o melhor caminho para seguir a luta contra a corrupção e por uma verdadeira democracia.

O Brasil vive uma crise profunda. Infelizmente ela vai continuar. As forças dominantes, tanto do governo quanto da oposição se recusaram sequer a convocar o povo para dar sua posição minimamente democrática: o voto direto e popular. Todos aceitaram e defenderam que a instância de decisão esteja nas mãos do Congresso Nacional. Uma instituição corrompida decidindo o futuro do país é a negação da democracia.

Neste terreno, que jamais aceitei como o lugar da decisão - e embora tenha sido voto vencido, sigo sem aceitar - tenho convicção e defendo que o voto correto é contra o impeachment. Derrotar o impeachment é o melhor caminho para seguir a luta contra a corrupção e por uma verdadeira democracia.

Aos que estão indignados com o PT, por este partido ter entrado para os mesmos esquemas que combatia quando era oposição, quero dizer que se o impeachment for aprovado a Rede Globo e seus políticos tentarão derrotar a Lava Jato; ouviremos falar bem menos das delações premiadas e eles vão tentar “normalizar” o pais em torno do Temer. A roubalheira continuará.

Aos que estão indignados com Dilma por ela ter traído seu programa e aderido ao ajuste fiscal que atribuiu ao Aécio no segundo turno, quero dizer que com Temer o povo será chamado a pagar a conta ainda mais, e sua “ponte para o futuro” é uma ponte de volta ao passado, às politicas de FHC, às tentativas de retirar direitos trabalhistas, dos aposentados, e desvincular verbas da saúde e educação para pagar juros da dívida.

Aos que se sentem traídos pelo PT e sabem disso tudo que escrevi acima, quero dizer que o impeachment é sim um “golpe palaciano”, não o golpe que o governo tentou vender para mobilizar o medo, não vai mudar o regime político do pais, nossa precária democracia não deixará de ser precária e nem vamos ter que nos exilar ou ir para a clandestinidade se Temer assumir.

A melhor forma de lutar por uma verdadeira democracia é lutar por eleições gerais já, devolver ao povo a soberania de decidir o que fazer com as castas políticas e que medidas tomar diante da crise. Uma pena que o PT tenha que ir para a oposição para defender o que é certo, visto que estão discutindo a convocação de uma grande campanha por eleições no caso do impeachment passar. Faz tempo que estava evidente que lutar por eleições era o melhor caminho para derrotar o impeachment e fortalecer a luta do povo. Com o impeachment sendo aprovado é logico que este caminho ficará muito, mas muito mais difícil.



Humorista revela de foma brilhante quem é Michel Temer, o presidente dos golpistas




Nesta polarizada crise política, Gregorio Duvivier sabe qual é a solução para unificar o Brasil – e, de quebra, sua família também: o vice-presidente Michel Temer (PMDB).

Nesta sexta-feira (15), a página Precisamos falar sobre divulgou um vídeo hilário com o ator. No Teatro de Arena, em São Paulo, preocupado com um possível impeachment da presidente Dilma Rousseff, Duvivier levanta informações e analisa os curiosos presente e o passado político de Temer – mas da melhor forma possível: com bom humor.

"Segundo o Google", brinca o humorista, "o Temer seria um mordomo maçom satanista."

Ao comentar a carta cheia de mágoas que Temer enviou para a presidente e vazou em dezembro de 2015, Duvivier diz: "Essa, carta, obviamente, foi feita para vazar. Ela não foi escrita para Dilma, foi escrita para o Brasil. Ela se 'autovazou'. Como ninguém grampeia o Temer, porque não tem interesse, ele se 'autogrampeia'".

"Desculpa, Google, [mas] ele é o pizzaiolo da Lava Jato. Ele é o homem que barrou a reforma política, ele é alguém que não representa ninguém a não ser a si mesmo e seus sócios no poder. E se o Temer já é ruim, imagina se ele se tornar presidente. O Temer do Temer é o Cunha."

O Brasil, independente de inclinações políticas, pode se unir em torno de uma causa, sugere a obra: não deixar Temer se tornar presidente.

O vídeo também tem envolvimento do jornalista e ativista Bruno Torturra, do Fluxo, e tem direção de João Wainer, da TV Folha.

Assista: