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quinta-feira, outubro 13, 2016

DOXA: Eleições 2016 tiveram a maior taxa de renovação nos municípios paraenses

Por Dornélio Silva

Um estudo realizado pela DOXA Pesquisas, revela que as eleições municipais em Belém do Pará, vem com algumas peculiaridades que nos chamaram a atenção e que valem a pena serem socializadas com os leitores do blog AS FALAS DA PÓLIS.

A primeira questão destacada no cruzamento de dados das últimas cinco (05) eleições é de que a eleição de 2016, no Pará, trouxe o maior índice de alternância no poder. A taxa de renovação ultrapassou 69%. 

Desde a instituição da reeleição no Brasil (sendo primeira reeleição para prefeito foi em 2000), a alternância de grupos políticos no poder é bem maior do que o continuísmo.

Do ano 2000 até 2012, a diferença vinha sendo equilibrada. No entanto, as eleições de 2016 mostraram que a insatisfação dos eleitores para com os governantes, foi muito maior. 

Dos 109 prefeitos que tentaram defender seu mandato, isto é, disputaram a reeleição, 69,0% foram derrotados nas urnas, enquanto que apenas 31,0% conseguiram se reeleger.


Pior ainda para os 34 prefeitos que já tinham sido reeleitos e que nestas eleições (2016) indicaram seus sucessores. 

Destes, 71,0% não conseguiram fazer seus sucessores e apenas 29,0% conseguiram essa proeza. 

Esse índice só perde para o pleito de 2008, em que 80,0% dos prefeitos ocupantes do cargo não fizeram seus sucessores. 

Nas eleições de 2012, o índice de prefeitos que conseguiram fazer seus sucessores foi o maior de todos, 39,0%.


No decorrer deste segundo turno iremos fazer novas comparações com os resultados eleitorais e das pesquisas que realizamos durante as eleições.

A juventude brasileira grita #ForaTemer


Via Midia Ninja RN
"Agora imagina você, pobre, que não tem direito a estudar Filosofia e Sociologia, nem Artes, passar no Enem. Você não passa. Sabe quem passa? 
Quem tem dinheiro para pagar. 
Sabe por que eles têm medo de estudante que vai para a rua? Porque o governo quer máquinas. Máquinas programadas para obedecer a eles".
Trecho do discurso de Maria Deusdédite da Silva Neta, aluna do 3° ano do curso de eletrotécnica do IFRN - Campus João Câmara, representante do Grêmio Estudantil Francisca Alves -GEFA

Edmilson Rodrigues recebe apoio do PMDB e desmarca com PT pela 3ª vez

Com o apoio do PMDB, Edmilson Rodrigues define seu campo de atuação pragmática e descarta o apoio oficial do PT.

Por Diógenes Brandão

Após receber o apoio do ex-candidato do PMDB, Carlos Maneschy, o qual é atribuído como mais uma 'mão amiga' do senador Jader Barbalho no processo eleitoral de 2016, o blog acaba de ser informado por uma fonte do PT, que o candidato do PSOL em disputa pela prefeitura de Belém, Edmilson Rodrigues, desmarcou pela terceira vez a sua participação em uma plenária, onde receberia oficialmente o apoio do PT. 

No primeiro turno das eleições 2016, Maneschy teve 75.401 votos (9,70%), ficando em quinto lugar.

No jornal Diário do Pará, o registro da declaração de apoio de outros candidatos:

Edmilson também conta com o apoioda ex-candidata Úrsula Vidal Fortunato, que obteve no primeiro turno das eleições 79.968 votos, alcançando o quarto lugar entre os candidatos que concorriam ao cargo de Prefeito de Belém.

Rodrigues também é apoiado pelo deputado estadual e ex-candidato a prefeito de Belém Lélio Costa, do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), que teve 5.900 votos.

PT segue rejeitado e humilhado pelo PSOL

Cansados de tentar ajudar o candidato, militantes petistas confessam pelos corredores e de forma privada nas redes sociais, que já não suportam mais tanta humilhação da turma do #Ed50.

Candidatos a vereador que obtiveram mais de 200 votos, dizem que estão sendo convocados pelo atual presidente do PT, Apolônio Brasileiro, para negociar o apoio dos petistas para Edmilson, neste segundo turno, mas um deles disse ao blog que ninguém quer um 'santo' intermediando a conversa com o rei sol - apelido de Edmilson junto à uma parcela significativa da militância de esquerda paraense, que o considera autoritário, arrogante e egocêntrico. Apolônio nega que esteja negociando qualquer coisa e diz que a acusação é mentira. 

Por conta da recusa do PSOL, dirigentes das maiores tendências internas do PT decretam toque de recolher e não participarão nem da Plenária da Frente Brasil Popular, convocada para esta quinta-feira (13), na sede do sindicato dos Bancários, onde tentaria-se uma forma de acoplar, disfarçadamente, o apoio do PT dentro daquela que foi uma tentativa de reunir partidos, movimentos sociais e populares, na defesa do mandato de Dilma e agora seria usada para defender a unidade da esquerda, em torno do nome de Edmilson, mas por capricho e acordos mal feitos, nem isso será possível.

De qualquer forma, até hoje, a candidata do PT que disputou as eleições deste ano, tendo ficado com 1,171% dos votos válidos, Regina Barata, nunca confirmou se participaria do evento convocado pela direção partidária e nem da Frente Brasil Popular, que tem feito reuniões esvaziadas, apenas com a burocracia do PCdoB e do PT e de suas respectivas centrais sindicais (CTB e CUT). Mesmo assim sem consenso entre os mesmos.

Carta aberta aos eleitores de Éder Mauro e de Zenaldo


Por Ana Célia Pinheiro, no blog A Perereca da Vizinha

Eu queria conversar com você, que odeia as esquerdas, apoiou esse golpe que afastou a presidenta 

Dilma e até votou no Éder Mauro ou no Zenaldo, pra prefeito de Belém, no primeiro turno.

Sei que não temos nada em comum, em termos políticos.

Mas penso que isso não pode impedir a gente de conversar, principalmente quando o que está em jogo é essa cidade que tanto amamos.

O que você vai escolher, nestas eleições, é apenas um administrador para Belém, pelos próximos quatro anos.

E é isto que tem que pesar, principalmente, na sua decisão: a competência administrativa do candidato.

Portanto, esse negócio de ficar dizendo pra você não votar no Edmilson só porque ele apoiou a Dilma, não passa de papo furado: é uma tentativa de lhe enganar, arquitetada pelo Orly Bezerra, que é o marqueteiro do Zenaldo.

O mesmo Orly, que foi o marqueteiro do Duciomar e enganou toda a Belém, nas eleições de 2008 – ou você já se esqueceu daquela propaganda enganosa e do resultado dela?

Não vou lhe dizer que o Zenaldo é um sujeito ruim.

Muito pelo contrário: o Zenaldo é um sujeito que sempre se preocupou com as pessoas mais pobres.

Além disso, é um político raro, porque, mesmo depois de décadas de política, nunca se ouviu falar que andasse envolvido em maracutaias.

Mas o problema é que nada disso importa, neste momento: a simpatia do Zenaldo, aquele sorriso maravilhoso que ele sempre tem no rosto, a honestidade dele, a preocupação sincera com os mais pobres.

O que realmente importa é que o Zenaldo já demonstrou, nestes quatro anos, que não tem competência para administrar Belém.

E você, caro leitor, sabe disso tão bem quanto eu.

Porque, cada vez que sai de casa, você dá de cara com ruas imundas, esburacadas e até alagadas.

Dá de cara com seres humanos tratados pior do que bicho, nas unidades de saúde.

Dá de cara com praças abandonadas e prédios históricos destruídos.

Dá de cara com um trânsito caótico, que é capaz de tirar do sério até a mais paciente das criaturas.

E, sobretudo, dá de cara com essa violência aterradora, que nos leva a viver trancados, atrás de grades e cadeados.

É essa a Belém de verdade na qual você vive – e não essa Belém toda “bonitinha”, da propaganda da TV.
E a grande pergunta é: você aguenta mais quatro anos de uma Belém assim?

Há cinco anos, mudei-me de Belém, onde nasci e vivi por quase 50 anos.

Vim morar em Ananindeua, que, por incrível que pareça, ainda está menos pior do que Belém.

No entanto, a minha filha casou e voltou pra Belém. E eu vivo numa angústia danada, por causa da segurança dela.

A sensação que tenho, cada vez que vou a Belém, pra visitar a minha filha ou pra trabalhar, é que a nossa cidade bateu no fundo do poço, depois de oito anos de Duciomar, e quatro de Zenaldo.

Simplesmente não dá mais pra Belém continuar assim.

Simplesmente, não dá.

Quem me conhece sabe que não morro de amores pelo Edmilson.

Já até votei no Duciomar, pra não votar no Ed.

Aliás, fui até pra rua, toda vestida de amarelo, pra fazer campanha pro Dudu.

Essa não é uma coisa de que me orgulhe, não. Pelo contrário: é uma soda cáustica na minha biografia, digamos assim.

Mas estou lhe contando isso só pra você saber o quanto já fui cega, fanática, com essa história de partido (na época, era alucinada pelo PSDB).

E é por isso, também, que resolvi fazer esta postagem, pra que você perceba que nenhum partido vale a entrega da nossa cidade, nas mãos de alguém que não tem competência para administrá-la.

O Edmilson é o “candidato dos meus sonhos”? Nem perto disso.

É verdade que, da mesma forma que o Zenaldo, o Edmilson é um sujeito honesto, trabalhador e preocupado com os mais pobres.

No entanto, o Edmilson também é um sujeito autoritário, antipático, demasiado partidário; um sujeito que não consegue nem rir, de tanto que vive encruado com essa história de luta de classes... Além disso, ele tem um “quê” de birutice, andando por aí num fusca velho, apesar do salário que recebe como deputado.

Mas é inegável que o Edmilson é um administrador muito melhor do que o Zenaldo.

E se você tem mais ou menos a minha idade (vou fazer 56), deve se lembrar de como Belém era muito mais bacana, na época do Edmilson.

Com muito menos dinheiro do que a prefeitura tem hoje, o Edmilson saneou e asfaltou áreas paupérrimas, no Jurunas e Cremação, por exemplo, nas quais nenhum prefeito colocara nem mesmo uma carrada de aterro. 

Fez o pronto socorro do Guamá (sem precisar de incêndio) e melhorou a atenção básica na periferia, que é o grande nó da saúde pública. Revitalizou o Ver o Peso e deu uma guaribada geral nas nossas praças, que até ganharam serestas. Fez ciclovias e deixou Belém muito mais humana, arborizada, limpa e iluminada.

As duas administrações dele foram só flores? 

É claro que não! Também teve muita doidice, como aquela tal de “escola-circo” e esse viaduto famoso, que vai do nada pra lugar nenhum.

Mas você há de convir que perto do BRT e do inferno em que se transformou Belém, com a dupla “Dudu e Zezé”, as despirocadas do Edmilson não passam de café pequeno.

Além disso, como o Edmilson era do PT e o governador era do PSDB, os dois ficavam disputando, pra ver quem fazia mais por Belém, que viveu, digamos assim, uma “época de ouro”.

E essa foi, aliás, outra enganação na qual Belém caiu, em 2012: achar que esse negócio de governador e prefeito do mesmo partido seria bom pra cidade.

Pelo contrário: o que a gente viu, nesses quatro anos, é que o Jatene deitou e rolou, pelo fato de ter um prefeito do PSDB, na capital.

Porque aí não houve quem o peitasse, para frear essa violência que tomou conta de Belém.

E não houve quem o peitasse, também, para obrigá-lo a melhorar a saúde, no interior, e evitar essa leva de pacientes, que entopem os prontos socorros da capital.

A verdade, caro leitor, é que nenhum prefeito do mesmo partido de um governador preguiçoso, incompetente e desonesto, como é o Jatene, conseguirá fazer alguma coisa por Belém.

E o fato de o Edmilson ter votado a favor da Dilma, mesmo quando a maioria esmagadora estava contra ela, só demonstra o quanto ele é firme e corajoso, na defesa daquilo em que acredita. É o sujeito certo, na hora certa, pra confrontar o Jatene e obrigá-lo a sair dessa inércia.

Por isso, acho que você tem que ser muito frio, pragmático, neste segundo turno.

Porque a escolha é a seguinte: ou um sujeito antipático, quase insuportável, como é o Edmilson, mas que consegue colocar ordem nesse caos que é Belém; ou um sujeito simpático, bacana, como é o Zenaldo, mas que, infelizmente, não tem vocação nenhuma pro Executivo.

O Zenaldo é bom no parlamento, fazendo projetos, negociando com os deputados, ajudando entidades. Mas quando se trata de comandar uma prefeitura, Deus nos livre e guarde.

Portanto, esqueça esse negócio de Dilma, Lula, PT, PSDB, impeachment, golpe: o que você vai escolher é simplesmente um administrador pra Belém.

É o sujeito que vai mandar recolher o lixo, limpar os bueiros, organizar o trânsito e os postos de saúde, guaribar praças e escolas, tirar animalzinho abandonado das ruas, melhorar a iluminação pública, fazer saneamento e melhorar a nossa qualidade de vida.

É só isso que faz um prefeito: administra a cidade.

Mas esse “só isso”, se for bem feito, terá um impacto enorme pra diminuir essa angústia em que você vive hoje.

Esquerda, direita ou partido político algum vão lhe safar, se um bandido lhe apontar um “três-oitão”.

E a Belém que você escolher nas urnas, é ela que você terá.

FUUUUIIIIIII!!!!!!

  

Baiano que venceu em Marabá reforçará marketing de Edmilson (PSOL)


Por Diógenes Brandão

A resposta do 'salário razoável', a casa humilde, o fusca antigo, a gaita tocada e toda uma série de programas e inserções enfadonhas, apresentadas na propaganda de rádio, TV e redes sociais, resultaram em diversas críticas, inclusive oriundas da base de apoio do candidato do PSOL à prefeitura de Belém. Por isso, o deputado federal Edmilson Rodrigues, orientou sua coordenação de campanha a buscar um reforço pro marketing eleitoral do #Ed50.

O nome escolhido foi de Alessandro Viana, um baiano - conterrâneo deste blogueiro - que estava em Marabá, onde trabalhava na assessoria de comunicação do atual prefeito João Salame (PMDB).

Com a derrocada de Salame, que nem candidato foi, o publicitário trabalhou na campanha de Tião Miranda (PTB) e este foi eleito com 51,64% dos votos, deixando seu opositor com 41,41%. Uma diferença de mais de 10%, que o PSOL busca se espelhar para sair da traseira das pesquisas, tal como se encontra hoje.


Considerando o tom que a campanha do atual prefeito Zenaldo Coutinho (PSDB) passou a utilizar no segundo turno, depois de ter vencido o primeiro, com uma diferença de apenas 1,52%, a disputa deverá se acirrar com a adesão do PT, PMDB e da REDE, todos partidos que lançaram candidatos e agora somaram-se a Edmilson Rodrigues para evitar a manutenção do governo tucano, na disputada capital do estado do Pará.

Um dos desafios do novo marqueteiro contratado pelo PSOL, será de atrair uma base que já foi defensora de Edmilson, desde quando este era deputado estadual do PT, partido pela qual tornou-se prefeito de Belém em 1996 e reelegeu-se em 2000. Muitos que naquela época carregavam Edmilson Rodrigues nos ombros, pelas periferias de Belém, hoje proclamam voto nulo ou de protesto no candidato.

Há quem diga que o estrago causado por estes formadores de opinião foi sentido de forma tão aguda, que a campanha #Ed50 resolveu dedicar espaços em seus programas e inserções direcionadas a estes eleitores. Na opinião do blog AS FALAS DA PÓLIS, os sinais midiáticos da equipe de Edmilson, ainda não foram suficientes para devolver aos seus velhos companheiros de lutas e sonhos, a vontade de participar de sua campanha ou simplesmente de votar e conquistar votos para que ele seja eleito no próximo dia 30 de outubro. Ou seja, daqui há exatos 17 dias.