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sexta-feira, outubro 28, 2016

Pesquisa Veritate Belém: Zenaldo 54% e Edmilson 46%


Por Diógenes Brandão, com informações do Veritate

Pesquisa realizada pelo Insituto Veritate, durante os dias 26 e 27 de outubro, demostra se a eleição para a prefeitura de Belém fosse nesses dias, Zenaldo Coutinho seria eleito com uma diferença de 8 pontos de vantagem, neste segundo turno em Belém do Pará.

Realizada por conta própria, a pesquisa revela que Zenaldo Coutinho (PSDB) tem 54% dos votos válidos, enquanto Edmilson Rodrigues (PSOL) vem como 46% da preferencia do eleitorado.

A pesquisa Veritate entrevistou 600 eleitores, foi feita por conta própria e registrada no TSE sob o nº PA-03437/2016. A margem de erro é de 4% para mais ou para menos e o intervalo de confiança é de 95%.


Quando se estimula, isto é, são apresentados aos entrevistados os nomes dos candidatos, Zenaldo Coutinho permanece em primeiro lugar com 47% e Edmilson Rodrigues continua em segundo lugar com 41% Os votos flutuantes (branco, nulo e indecisos) somam 12%.


Perguntados sobre quem os entrevistados acham que vai vencer as eleições, independente de quem eles disseram que votariam, Zenaldo Coutinho pula para 56% e Edmilson cai para 30%. Os que não responderam totalizam 14%.

A posse de Obama e a mídia colonizada

A imprensa nativa parece uma sucursal rastaquera da mídia estadunidense. Ontem, as emissoras “privadas” de televisão deram um show na transmissão da posse de Barack Obama. Comentaristas embasbacados gastaram horas para endeusar a “democracia nos EUA”. Hoje, os principais jornalões deram total destaque para o ritual. O Globo utilizou quase toda a sua capa. “Obama prega igualdade para gays e imigrantes”, foi a sua manchete. Folha e Estadão repetiram a bajulação, num típico pensamento único imperial.
Bem diferente é a cobertura da mídia das posses dos presidentes latino-americanos, principalmente quando eles se opõem à política imperialista dos EUA na região e pregam a integração soberana do continente. No caso de Hugo Chávez, da Venezuela, ela nem sequer escondeu a torcida macabra pela sua morte. As posses de Cristina Kirchner (Argentina), Evo Morales (Bolívia) e Rafael Correa (Equador), entre outros, também mereceram coberturas “jornalísticas” negativas, depreciativas e até preconceituosas.
O comportamento servil da mídia nativa lembra uma frase de Chico Buarque, em outubro de 2010, durante o encontro de intelectuais e artistas em apoio a então candidata Dilma Rousseff. Na ocasião, ele ironizou os que “falam fino com Washington e falam grosso com a Bolívia e o Paraguai”. A imprensa brasileira segue exatamente este padrão de subserviência. E olha que os EUA nem estão com esta bola toda na atualidade. O império decadente afunda na crise econômica e se atola nas guerras em várias partes do mundo.
A regressão social nos EUA é algo impressionante – mas os “calunistas” preferem bajular a posse de Barack Obama. O país é hoje um dos mais desiguais e injustos do planeta. Um em cada sete estadunidenses depende de assistência do governo federal para comer. São cerca de 46,5 milhões de pessoas incluídas no programa “Food Stamps” (cupons de comida). Outros milhões não contam com qualquer tipo de assistência pública à saúde; outros foram despejados de suas casas e hoje residem em trailers.
Na bajulada “democracia ianque”, enquanto milhões vegetam na miséria e não acreditam mais na balela da “terra das oportunidades”, uma minoria residual – o 1% criticado pelo movimento Ocupe Wall Street – continua esbanjando fortunas. Em 2010, apesar da brutal crise que vitimou o país, estes ricaços voltaram a acumular riquezas. A participação na renda dos 1,6 milhão do topo da pirâmide subiu de 18% para 19,8%. Mesmo assim, a mídia colonizada faz festa para a posse de Barack Obama.
Haja servilismo!