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segunda-feira, dezembro 11, 2017

Casal preso em Tucuruí fazia parte de uma milícia, revela fonte da Polícia Civil

Leonardo Oliveira e Glaucia Brasil são acusados de praticar diversos crimes na região sudeste do Pará.

Por Diógenes Brandão

A Polícia Civil do Estado do Pará, em uma ação conjunta entre a 15 Seccional Urbana de Polícia de Tucuruí, Superintendência Regional do Lago de Tucuruí e o Núcleo de Inteligência da Polícia Civil, desencadeou nesta segunda-feira (11) a "Operação Patrono", que apurou uma série de crimes praticados em diversos municípios do Sudeste do Pará, entre eles Tucuruí Novo Repartimento e Pacajá.

Durante a Operação, a Polícia Civil cumpriu o mandado de prisão preventiva de Glaucia Rodrigues Brasil Oliveira, advogada do ex-prefeito de Tucuruí, Artur Brito. Na sexta-feira passada (08), o GAECO já havia dado cumprimento ao mandado de prisão preventiva de Leonardo do Carmo Oliveira - marido de Glaucia - o mesmo é segurança do ex-prefeito de Tucuruí, Artur Brito e major da Polícia Militar.

Entre os crimes descobertos pela polícia, estão os de corrupção passiva, lavagem de dinheiro, sonegação fiscal, apropriação indébita, receptação de veículos, falsidade ideológica, constituição de milícia privada, dentre outros. As investigações se iniciaram com a descoberta de um veículo automotor “clonando” na residência de uma pessoa ligada à fazendeiros locais. Através desse veículo, a Polícia Civil localizou outros veículos “clonados” e identificou um esquema de corrupção envolvendo reintegrações ilegais de posses de fazendas na região.

Para as práticas dessas “reintegrações de posse”, a suposta milícia privada se valia da advogada e de policiais militares amigos de seu marido. Ao tomar conhecimento da invasão de uma fazenda, pessoas ligadas à milícia se aproximavam do fazendeiro e solicitavam vantagem ilícitas para realizar a expulsão dos “invasores”.

Para tanto, documentos falsos eram confeccionados, ações judiciais propostas e crimes inexistentes eram comunicados, tudo com o afã de retomar a posse de fazendas. Os fatos foram encaminhados ao Ministério Público Militar que apura as condutas envolvendo os policiais militares envolvidos. A Polícia Civil continua as investigações para localizar outros envolvidos nos crimes e novas prisões não são descartadas.