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quinta-feira, fevereiro 02, 2017

Paulo Rocha zomba e ignora apelos para não votar em golpistas para mesa do senado

Paulo Rocha segue o bloco petista que não abre mão de se aliar com o PMDB para ocupar cargos no Congresso Nacional.

Por Diógenes Brandão

Em nota divulgada em suas redes sociais, o senador petista do Pará, que compõe a ala do partido que não abre mão de fechar acordos com o PMDB, volta a mostrar que ignora os apelos de seus eleitores e da militância do seu partido.

Na noite da última terça-feira (31), as principais lideranças populares do PT paraense, reuniram-se na sede do sindicato dos bancários, onde realizaram o Ato Petista não vota em golpista, onde apelaram para que o senador Paulo Rocha não cometesse o que consideram um erro e uma traição à sua militância e seus eleitores.

Mesmo assim, Paulo Rocha e outros 7 senadores entenderam que ocupar espaço na mesa diretora do senado e alguns cargos nas assessorias da casa é mais importante do que a imagem negativa e contraditória que tal medida trouxe perante a sociedade. Por isso,  a militância petista,  em resposta, desde ontem repugna e começa a "vomitar" em postagens feitas nas redes sociais do parlamentar petista, que se elegeu sob o slogan "Senador de Todos" e hoje é chamado de traidor pela maioria da militância do PT.


Clique acima em "Ver mais" e leia o post completo e os comentários dos internautas.

E hoje, mesmo depois de todos os apelos e críticas que vem recebendo, Paulo Rocha exibe em suas redes sociais, com orgulho uma nota publicada pelo jornal O Globo, da família Marinho, onde diz: "A política é a arte das ideias e do convencimento. É assim que se constrói maiorias, principalmente entre parceiros". 

A pergunta que fica no ar é se Paulo Rocha acha que o fato de ter se aliado ao golpista eleito com o seu voto e da maioria dos deputados federais para a presidência da Câmara, conta com o apoio da maioria da sociedade brasileira, ou pelo menos pelos filiados do seu partido. 










FHC visita Lula no Sírio para expressar condolências por Marisa Letícia

FHC visita Lula no hospital Sírio Libanês, em SP, para prestar condolências pela morte de Marisa Letícia. 
Via UOL

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso visitou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na tarde desta quinta-feira (2) no hospital Sírio Libanês, na região central de São Paulo, para expressar condolências pela ex-primeira dama Marisa Letícia. Ela teve a morte cerebral declarada hoje de manhã depois de quase dez dias internada na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) por conta de um AVC (acidente vascular cerebral) do tipo hemorrágico.

A agenda de Fernando Henrique não foi divulgada para a imprensa do hospital, mas foi confirmada pela assessoria do Instituto FHC e por fontes ligadas ao Partido dos Trabalhadores.



Em 2008, então em seu segundo mandato, Lula  decretou luto oficial de três dias pela morte da ex-primeira-dama Ruth Cardoso, então mulher do ex-presidente FHC.

À época, Lula modificou a agenda oficial para ir ao velório de Ruth, que morreu aos 77 anos em decorrência de problemas cardíacos. Devido ao luto oficial, o Congresso Nacional suspendeu todas as suas atividades durante a semana.

Lula confirma morte de Marisa Letícia, sua esposa


Por Diógenes Brandão

Lula confirma a doação dos órgãos de dona Marisa Letícia, sua esposa. Confirma-se assim a morte cerebral da legítima primeira dama do Brasil.

A notícia que foi trazida desde ontem, chegou a ser chamada de boato, foi confirmada há menos de uma hora atrás, através de sua fanpage

Leia:





Jornalista da Veja, Reinaldo Azevedo pede que fascistas tenham compaixão da esposa de Lula



Por Diógenes Brandão

Na publicação "Marisa piora. Mulher de Lula e fascismo da vulgaridade", o colunista da Veja, Folha e Jovem Pan que mais odeia Lula e faz campanha aberta por sua prisão, fala sobre o quadro clínico da Dona Marisa Letícia e repreende o uso político e fascista deste momento difícil em que passa a família e amigos do ex-presidente. É como se buscasse inocentar-se da onda de ódio que varre o país e que levou a companheira de Lula a sofrer um AVC. 

Em um trecho, o blogueiro tenta se livrar dos alunos zumbis que ajudou a formar e hoje semeiam ódio e violência nas redes sociais: "É evidente que eu não tenho nada a ver com essa escória. Não há nada de errado com a “compaixão” — ao contrário. É ela que nos distingue da besta", diz o jornalista em tom de humanismo e isentando-se dos que hoje espalham tantas sandices na internet.

Leia abaixo, a disfarces de Reinaldo Azevedo:

Há vagabundos lucrando com esse clima. Quanto mais o país viver tempos de terra arrasada, melhor. Mobilizam os incautos, que acreditam em qualquer porcaria.

Entre as muitas indignidades que marcam estes tempos de pistolagem moral, há a que pôs, ou põe em dúvida, a gravidade do estado de saúde de Marisa Letícia, mulher do ex-presidente Lula.

É uma das coisas mais asquerosas que já se publicaram nas redes. E pouco me importa agora saber como alguns petistas e petralhas se comportam habitualmente em casos assim. Aliás, eu sei bem. Em 2006, quando extraí dois tumores da cabeça, desejaram abertamente a minha morte. Voltaram a fazê-lo neste ano por causa do aneurisma que tive.

A qualidade dos ataques desferidos por meus adversários não determina a minha reação, a minha resposta. Uma das lições mais importantes da minha vida — e, felizmente, eu a recebi muito cedo — foi tomar o cuidado para não me deixar sequestrar por quem detesto ou por quem me detesta.

Como os leitores sabem, simplesmente ignoro os marginais do pensamento.

Se e quando os petistas explorarem a situação de Marisa, se eu achar conveniente, tratarei do assunto. Mas deixei claro desde o início que a minha primeira abordagem é a humana.

Não há nada de errado com a “compaixão” — ao contrário. É ela que nos distingue da besta. É a capacidade de sentir empatia, de pertencer a uma comunidade que partilha das mesmas fragilidades, das mesmas dores. No caso, a comunidade humana.

Consta que o estado de saúde de Marisa piorou bastante nas últimas horas. Desde o começo, ficou claro que a ocorrência era muito grave — e nem há hipótese de o rompimento de um aneurisma cerebral não o ser.

A suspeita que o lixão da Internet lança sobre a real condição da mulher do ex-presidente tem uma motivação puramente política, ideológica. ORA, EM QUE COISA ESTES QUE ASSIM PROCEDEM HOJE SE DISTINGUEM DAQUELES QUE DESEJAVAM A MINHA MORTE? Os dois grupos acham que adversário bom é adversário morto.

É evidente que eu não tenho nada a ver com essa escória. E espero que a distância seja cada vez maior.

Mais ainda: querem transformar a desconfiança política no critério mais relevante da análise, a despeito dos fatos? Mas que, então, tenham ao menos um mínimo de respeito pelos médicos que estão tratando de Marisa. Será que eles também entraram numa conspiração política para, então, Lula se apresentar como vítima etc e tal?

Mais de uma vez, já lamentei aqui a emergência do ‘fascismo da vulgaridade” (by George Steiner) que está em curso. Não tem exclusivismo ideológico, não. Há o de esquerda e o de direita. Em qualquer dos casos, os fatos pouco importam.

Sim, há vagabundos lucrando muito com esse clima. Quanto mais o país viver em clima de terra arrasada, melhor. Mobilizam os incautos, para os quais, parece, a vida real é sonho ou pesadelo. A verdade “de verdade” sempre estaria acontecendo em outro local. Em logradouros secretos, grupos de conspiradores, a esta hora, tramam contra o nosso futuro.

Bem, vou dizer o quê?

Que antipetistas e petistas tenham cuidado ao tratar do caso Marisa Letícia. E que a compaixão seja a apreensão principal.

Sim, o estado de saúde da mulher de Lula é muito grave. Sempre foi.

Há várias escolhas em momentos assim. Só uma é sensata: a solidariedade humana.

Fiquem longe dos que fazem do ódio um meio de vida, uma profissão, um negócio.

“Ah, está falando de nós?” Não! Nem sei quem são “vocês”.

Estou falando dos que fazem do ódio um negócio.