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segunda-feira, julho 24, 2017

Lula dá uma entrevista histórica, de mais de 2h e a única coisa comentada é o que disse sobre a frescura do PSOL

Repleta de boas histórias, a entrevista foi usada como um "racha" na esquerda e atiçou orgulhos e mágoas entre militantes. Nela, Lula diz que quem não gosta do PT é o PSOL.

Por Diógenes Brandão

A mais nova polêmica que circula nos meios habitados por filiados aos partidos da esquerda brasileira é por causa do que Lula disse sobre o PSOL, durante uma entrevista que gerou indignação, críticas e apoio ao ex-presidente. A declaração foi dada no programa NA SALA DO ZÉ, comandado pelo jornalista José Trajano, que perguntou sobre o racha existente entre o PT e o PSOL, quando Lula diz que o PSOL é que não gosta do PT.

Para quem não assistiu a entrevista, trago o trecho do vídeo que gerou toda essa polêmica:


Para o jornalista e blogueiro Renato Rovai, Lula deveria pedir desculpas ao PSOL e aos deputados que segundo ele "têm sido aliados de primeira hora", além de terem votado contra o impeachment de Dilma e terem emitido nota condenando o julgamento político do juiz Sérgio Moro contra Lula.

Compartilhando a publicação do Renato Rovai, o deputado federal Edmilson Rodrigues (PSOL-PA) desabafou em sua página no Facebook:

"Nossas posições sobre o Golpe travestido de Impeachment da Dilma ou sobre a condenação sem provas do Lula pelo Moro independem da grandeza do PT ou do Lula em desculpar-se da agressão que este fez gratuitamente e desonestamente contra o PSOL. Entristece perceber que os vocacionados para puxa-saquismo resolvem aplaudir essa violência vinda de quem deveria abandonar o hegemonismo e arrogância política se tivesse responsabilidade com sua própria defesa e com a unidade na luta contra o governo golpista do Temer e sua agenda destrutiva de direitos. O PT é um grande partido, responsável por mudar a política brasileira como nenhum outro partido fez. Entre seus maiores feitos, elegeu o presidente Lula, tornando um ex-operário que saiu do sertão nordestino para São Paulo, onde foi moldado com uma das maiores lideranças políticas do mundo." 

Mantendo petistas no governo que chama de golpista, PT agora pode salvar Temer

Acordo entre o governo e o PT pode evitar a autorização de investigação contra Temer. 
Por Diógenes Brandão
Recentemente, o líder do PT na Câmara dos Deputados, Carlos Zarattini (SP), disse que o partido pode fechar acordo com o governo para dar quórum à votação da admissibilidade da denúncia contra o presidente da República. “É preciso acertar apenas 1 rito que permita a discussão, queremos 1 amplo debate em plenário”, disse o deputado. 
O recado foi interpretado como um sinal de desistência por parte do partido de tirar Temer do poder ainda esse ano. Sabendo que Temer tem apoio suficiente para barrar as investigações pelo STF, o PT prefere que ele sangre até as eleições de 2018, onde Lula pode ser eleito fazendo oposição frontal ao governo que se apropriou do poder via um golpe.
A inusitada ajuda que Michel Temer pode receber do PT para sobreviver na presidência é divulgada pela imprensa e se isso for verdade, o pedido de eleições diretas não passa de uma mentira mantida pelo PT para desgastar Temer.  
A estratégia pode ser inteligente e tomada como uma alternativa viável para um futuro próximo, já que o presente é trágico para o partido, que encolheu em sua representatividade em todo o país, mas continua forte e resistente, pois tem algo que nenhum outro tem: Uma militância disposta a ir pra guerra se for preciso.
Mas nem todos os petistas valem o que o partido prega. No Pará, por exemplo, o PT mantém filiados em cargos de confiança de órgãos federais comandados por indicados de Temer, tornando o discurso pelo #ForaTemer em mais uma grande mentira.
Quem ousa denunciar a fraude acaba sendo ameaçado de expulsão e até de processo criminal, mas isso a gente fala em outra oportunidade.