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segunda-feira, outubro 23, 2017

Operação abafa: Polícia prende dois agentes da SEMOB acusados de extorsão. Imprensa silencia



Por Diógenes Brandão

Causa estranheza que o caso ainda não tenha sido noticiado pelos demais veículos de imprensa local, mas o blog recebeu a informação de que na manhã deste domingo (22), dois agentes de trânsito da Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana de Belém (SEMOB), foram presos em flagrante dentro das dependências do órgão. As prisões foram efetuadas por policiais da Divisão de Crimes Funcionais (DECRIF), da Polícia Civil do Pará.

Segundo as informações que estão sendo apuradas junto aos órgãos citados, Quatro (04) agentes de trânsitos estavam sendo investigados por formação de quadrilha. Dois (02) deles não foram encontrados e os dois (02) que foram presos, já se encontram no Centro de Recuperação Especial Cel. Anastácio das Neves, em Santa Izabel (PA).

A suposta acusação seria a participação dos agentes em uma máfia envolvendo empresas de guincho em Belém e a prática de extorsão de motoristas flagrados em blitz e estacionados em locais proibidos. 

Agente de trânsito responderá na Justiça por guinchar carro com crianças dentro em Belém

No início deste mês, um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) foi registrado na Seccional de São Brás contra os agentes de trânsito envolvidos no guincho de um veículo com duas crianças dentro, em Belém. 

A mãe das crianças relatou que ia pela rua Municipalidade e próximo a travessa Almirante Wandenkolk teria visualizado um pedreiro que já tinha traamente cinco minutos, quando ela voltou o carro já estava no caminhão. 

Ainda segundo o G1 Pará, os agentes da SEMOB, vão responder na Justiça por expor elas ao perigo.

BRIGA E IMPUNIDADE

Ainda no começo deste mês, um vídeo de uma briga entre um agente de trânsito da SEMOB e um guarda municipal circulou pelas redes sociais e foi parar na grande mídia. Os dois foram flagrados trocando socos no meio da avenida Augusto Montenegro, em Belém. Pelo que se viu, nenhum dos dois sofreu qualquer punição e tudo permanece abafado.




Datafolha: Lula 36%, Bolsonaro 16%, Marina 14%, Doria 8%


Por Diógenes Brandão

Pesquisa Datafolha publicada pela Folha, revela um novo cenário envolvendo os principais pré-candidatos à presidência do país. Em simulações com Lula, o ex-presidente continua liderando, inclusive entre católicos e evangélicos, mas o jornal destaca apenas o aumento de sua rejeição entre evangélicos.


Se depender do eleitorado evangélico, a zona de conforto do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na corrida presidencial vai minguar um bocado. Já a pujança eleitoral do deputado Jair Bolsonaro (PSC) e de Marina Silva (Rede) se dilata no segmento, segundo pesquisa Datafolha realizada no fim de setembro.  

No quadro geral, Lula tem pelo menos 35% das intenções de voto nos cenários nos quais seu nome é testado. Numa simulação em que só evangélicos iriam às urnas, ele continuaria o mais bem posicionado, mas com 29% de menções na sondagem estimulada –na qual são exibidos cartões com nomes dos candidatos.  

O Datafolha ouviu 2.772 pessoas em 194 municípios.  

Evangélicos representam a segunda maior camada religiosa do país (32%), segundo o Datafolha. Católicos, que até os anos 1980 eram 9 de cada 10 brasileiros, são maioria, mas sua presença vem encolhendo: hoje, são 52% da população. Entre eles, Lula é a opção de 40%, tanto no cenário com o governador Geraldo Alckmin (PSDB-SP) quanto naquele em que o tucano testado é o prefeito João Doria.

Nos dois casos, Bolsonaro e Marina disparam na preferência evangélica, com pelo menos 21% e 17% das intenções de voto, respectivamente – quando Lula está na jogada, ainda que por margem estreita, católicos preferem o deputado à ex-senadora.


E se o ex-presidente, que enfrenta problemas na Justiça que podem impedi-lo de concorrer, não se candidatar? Aí é Marina, única evangélica entre os principais pré-candidatos, quem lidera a corrida, escolhida por 27% daqueles que seguem sua fé e 21% dos guiados pelo papa Francisco.

Bolsonaro vem em segundo lugar, com 23% entre evangélicos e 16% entre católicos.