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quarta-feira, fevereiro 28, 2018

O desconhecido mundo da Fake News e o seu uso nas campanhas eleitorais



Por Diógenes Brandão

Desde que foi exibida na noite do último domingo, a reportagem apresentada pelo Fantástico do último domingo (25), que abordou o lado B das campanhas eleitorais na internet, com o uso de robôs, bunkers de guerrilheiros digitais e a chamada Fake news, agitou os bastidores de diversos partidos e pré-candidatos, que agora buscam respostas para inúmeras dúvidas e insegurança, dada a grande falta de informações sobre o submundo da era da informação, que além de nova é extremamente desconhecida pela esmagadora maioria dos políticos e seus assessores.

Assista o vídeo aqui.

terça-feira, fevereiro 27, 2018

Úrsula Vidal: Sobre minha filiação no PSOL



Por Úrsula Vidal, em sua fanpage

Há de haver afeto, confiança, partilha e coragem na caminhada política. E como os passos dados na construção de um futuro justo e solidário precisam ser firmes e seguros, é preciso ter responsabilidade cívica no momento de escolher a casa que nos abriga.  

A trajetória de enfrentamento e construção coletiva do PSOL na política brasileira tem a solidez de uma esquerda que não foge à luta e que mantém seus princípios. E há novos ventos soprando nas janelas abertas desta casa que acolhe gentes e multiplica sonhos. Muitos integrantes de movimentos gestados no útero inquieto da sociedade organizada, que quer ocupar a política, tem feito morada no PSOL. MUITAS por BH; Plataforma VAMOS; MTST; Bancada Ativista… 

Com imenso respeito e profunda admiração pela trajetória das companheiras e companheiros que vem construindo a fundação desta casa, e todas as suas partes , do piso à cumeeira,  anuncio que me integro ao quadro de filiadas e  filiados do PSOL - Partido Socialismo e Liberdade, empreendendo todas as minhas forças, minha voz e minha fé na vida, na construção do país que queremos. Um Brasil de amor, justiça e paz.

segunda-feira, fevereiro 26, 2018

Eleições 2018: A diferença entre a pesquisa IBOPE, ACERTAR e DOXA



Por Dornélio Silva*

Três institutos de pesquisa (Ibope, Acertar e Doxa) divulgaram suas primeiras pesquisas registradas no TRE sobre a corrida eleitoral no Pará. É evidente que a divulgação de uma pesquisa causa muitas movimentações, especialmente entre militantes partidários, apoiadores, políticos que agitam os bastidores a todo instante, na busca de dados para tomada de decisões ou simplesmente criticar e colocar em descrédito quando os números aferidos não lhes são satisfatórios. 

E nas redes sociais, as torcidas, deste ou daquele candidato, ficam em polvorosa.  

É imperioso lembrar que, nesse processo, existe um ator político fundamental: o governador. 

Tanto os políticos da oposição, quanto os da situação, esperam a decisão de Simão Jatene para tomarem suas decisões e formularem as suas estratégias. Essa decisão virá até o dia 7 de abril, por força de lei, pois essa é a data limite para desincompatibilização. Até lá, o campo político gira em torno da especulação, dos boatos e disse-me-disse, comum nas vésperas de um processo eleitoral polarizado como esse.  

Lembro-me agora do que publiquei em 2014, nesse período que antecedia a eleição daquele ano. Disse, naquele momento, que a Doxa havia feito uma pesquisa em novembro de 2013. Nesse levantamento, Simão Jatene estava 10 pontos à frente de Helder Barbalho, quando ambos se enfrentaram pela disputa ao governo do Estado. De novembro de 2013 até a decisão final de que Jatene, de fato, seria candidato à reeleição, aconteceu um vácuo, dada a indecisão política no ninho tucano.

Os comentários nesse período foram os mais diversos, entre os quais destacamos: “Jatene vai renunciar ao mandato pra disputar fora do cargo por que não concorda com o instituto da reeleição”; “Jatene não será mais candidato…”  

Essa indefinição causou estragos internos tremendos ao PSDB e aliados, bem como entre apoiadores históricos do partido. Nesse quadro nervoso, Helder Barbalho e seus aliados ocuparam o vácuo deixado pela indefinição tucana. E seu potencial de intenção de voto cresceu. Helder e seus aliados começaram a jogar sozinhos, sem concorrentes à altura.  

Quando as arestas tucanas foram aparadas e Jatene definiu-se como candidato – o único que poderia enfrentar o avanço de Helder –, os aliados históricos, apoiadores e financiadores de campanha tucana se animaram, se levantaram e se prepararam para a luta eleitoral.  

Naquele momento, o Ibope publicava sua primeira pesquisa estadual, indicando empate técnico entre os dois principais concorrentes – com uma pequena vantagem percentual para o candidato Helder Barbalho.  

Olhando o que a Doxa havia detectado em novembro de 2013, dissemos que Simão Jatene estava recuperando o espaço perdido devido à sua demorada tomada de posição, àquela altura, em ser ou não ser candidato.  

Vivemos hoje algo semelhante, aguardando a definição de um dos principais players deste Estado: Simão Jatene. 

Sabendo que ele já não pode mais ser candidato à reeleição, as perguntas da hora são: “Jatene sai para ser candidato ao Senado?”, ou “Jatene fica até o final no governo?”. Seja qual for a decisão, o quadro político-eleitoral tende a se rearmar, com todos os demais aliados e adversários reprogramando e se ajustando para a campanha eleitoral.  

Enquanto isso, Ibope, Acertar e Doxa divulgam seus números. Como não existem, ainda, os candidatos oficiais, cada instituto testa nomes notórios, isto é, de possíveis candidatos. No sentido de contribuir com as análises feitas, considero as três maiores forças políticas do Estado posicionadas neste processo eleitoral, que são: o MDB, o DEM e o PT.

Primeiramente chama a atenção o crasso desvio que o Ibope fez quando divulgou os números da questão espontânea, dando 5% para Helder Barbalho. O Acertar nessa mesma questão deu 14,9% para Helder e a Doxa 15,5%. Os dois institutos paraenses se aproximaram nos números coletados do público entrevistado. Somente o Ibope destoou completamente.

Segundo o Ibope, Helder tem 5%, para o Acertar tem 14,9% e a DOXA apresenta com 15,5%.

Outro dado nessa mesma questão diz respeito aos votos flutuantes (indecisos, brancos e nulos). No Ibope, esse percentual foi para 89% de eleitores paraenses que não têm candidato ou que pretendem votar branco ou nulo. No Acertar, os votos flutuantes somaram 68%; na Doxa, 59,7%. 

É evidente que há forte desgaste dos políticos e que, em função disso, há forte tendência de eleitores votarem em branco ou anular o voto. Mas atingir índices estratosféricos como a pesquisa Ibope chegou é de se repensar a metodologia adotada pelo Instituto.  

Analisando as intenções de voto de Helder (MDB), apurados pelos três institutos de pesquisa, vejamos: Ibope, 36,0%; Acertar, 30,3%; Doxa, 33,4%. Comparando com a margem de erro estipulada por cada Instituto (para mais ou para menos dos resultados encontrados), identificamos o seguinte: no Acertar, que deu margem de erro de 3,5%, Helder pode estar com 38,7% ou 31,7%. Já no Ibope, que deu margem de erro de 3,0%, Helder pode chegar a 39,0% ou 33,0%. Na Doxa, que deu margem de erro de 2,2%, Helder pode estar com 35,6% ou 31,2%.


Verifiquemos que novamente os números do Instituto Acertar e da Doxa Pesquisas se aproximam, enquanto que o Ibope se afasta significativamente.  

Quanto ao senador Paulo Rocha (PT), vejamos: Acertar, 8,7%; Ibope, 17,0%; Doxa, 7,8%. No Acertar, Paulo Rocha pode estar com 12,2% ou 5,2%. No Ibope, o senador pode estar com 20,0% ou 14,0%; na Doxa o pré-candidato petista pode chegar a 10,0% ou 5,6%. Verifique que os números do Acertar e Doxa se aproximam novamente, enquanto do Ibope repete a distância. 

O deputado estadual Márcio Miranda (DEM) tem o seguinte desempenho nos três institutos de pesquisa: Acertar, 8,0%; Ibope, 6,0%; Doxa, 13,8%. No Acertar, Márcio Miranda pode estar com 11,5% ou 4,5%; no Ibope o deputado estadual pode estar com 9,0% ou 3,0%; na Doxa Márcio Miranda pode chegar a 16,0% ou 11,6%. Novamente os números do Ibope destoam dos dois institutos paraenses.  

Comparando as três pesquisas, realizadas praticamente no mesmo período de tempo, podemos afirmar, com a maior segurança, que houve um viés metodológico de aplicação na coleta do Ibope. Enquanto que as duas metodologias do Acertar e Doxa mostraram maior probabilidade dos resultados retratarem o atual momento eleitoral.  

Após a decisão de Jatene, evidentemente o quadro será outro. Até o momento, Márcio Miranda não declarou oficialmente que é candidato ao governo. Ao fazê-lo, certamente os ânimos também serão outros. Então, os institutos farão novas fotografias da realidade e encontrarão novas imagens, alegres ou tristes para as torcidas, mas as equipes de marketing e planejamento dos candidatos, certamente terão muito trabalho a realizar, para consolidar ou correr atrás dos votos que as nossas aferições apresentam ao conjunto da sociedade.  

*Dornélio Silva é mestre em Ciência Política e diretor do Instituto Doxa Pesquisa.

Doxa: Helder patina em torno de 30% desde julho de 2017

Com 33,4% das intenções de voto, Helder Barbalho estaciona em uma margem preocupante para sua eleição como governador do Estado do Pará.

No blog do João Carlos

A pesquisa realizada pela Doxa para medir a intenção de voto dos paraenses, no que se refere à eleição para o governo do Estado, mostra que o pré-candidato do MDB, ministro Helder Barbalho, parece ter mesmo estagnado em torno dos 30%. Desde julho do ano passado, o emedebista não consegue descolar desse número, em todas as medições realizadas pelo instituto.  

Na série de pesquisas realizadas pela Doxa do início do ano passado até agora, Helder Barbalho começou com 21,7% em maio de 2017. Em julho, saltou para 30%, subindo mais de oito pontos em apenas dois meses. Na medição de novembro passado, o pré-candidato do MDB obteve quase o mesmo índice de quatro meses antes e ficou com 30,1% das intenções de votos. Agora, no levantamento divulgado no último sábado (24), alcançou 33,4%.

Na mesma série histórica, o presidente da Assembleia Legislativa do Pará (Alepa), Márcio Miranda (DEM), começou em maio de 2017 com 2,1%. Na pesquisa de julho, obteve 4,9% das intenções de voto dos entrevistados. Em novembro, logo depois de ter seu nome anunciado como pré-candidato da situação, Miranda cresceu mais de sete pontos, ficando com 12,2%. Agora, na pesquisa de fevereiro de 2018, também aparece estável, com 13,8%.  

O senador Paulo Rocha, por sua vez, aparecia com 5,9% na primeira pesquisa. Em julho, caiu para 4,9%, dentro da margem de erro, portanto. Em novembro manteve os 4,9%. Agora, Rocha tem 7,8% das declarações de votos dos dois mil entrevistados pela Doxa neste mês de fevereiro.



Para o pré-candidato do MDB, os números podem não ser tão animadores como parecem à primeira vista. O fato de ser o único nome claramente colocado como postulante à cadeira principal do Palácio dos Despachos até novembro passado – sem falar na enorme visibilidade que tem à frente do Ministério da Integração – deveria ter lhe dado fôlego maior, na visão de alguns experientes analistas políticos. Estar patinando em torno dos 30% há sete meses, mesmo com a enorme exposição nas redes sociais e na Imprensa durante todo esse tempo, já é motivo mais do que suficiente para acender a luz de alerta entre os estrategistas do MDB.  

Pesquisa aponta outros problemas para Helder 

Para aumentar o nível de preocupação, a pesquisa Doxa traz outro dado alarmante para Helder Barbalho e sua assessoria. É que 64,2% dos eleitores afirmam que não votam de jeito nenhum em candidato citado na operação Lava Jato. Como é do conhecimento público, o ministro foi citado, há não muito tempo, por delatores da empreiteira Odebrecht. Segundo o que foi publicado à época, Helder foi acusado de receber recursos de caixa dois da empresa para sua campanha ao governo do Pará, em 2014. Ele nega ter recebido o dinheiro e diz que todas as doações foram contabilizadas na prestação de contas enviada à Justiça Eleitoral.  

Pesquisa aponta alta rejeição a citados na Operação Lava Jato (Fonte: Doxa Pesquisa)

Na semana passada, quem apareceu na delação de dois operadores de propina no esquema da Petrobrás foi o pai de Helder, o senador e ex-governador Jader Barbalho. Segundo os delatores, em depoimentos enviados para homologação do STF pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge, Jader, o também senador Renan Calheiros (AL) e o deputado federal Aníbal Gomes (CE), todos do MDB, teriam recebido dinheiro ilícito para dar sustentação política a diretores corruptos da companhia. Todos, claro, negam participação em qualquer irregularidade, mas a Procuradoria-Geral da República (PGR) pede a devolução de R$ 10 milhões aos cofres públicos.  

Dois mil eleitores foram entrevistados pela Doxa, em todas as regiões do Estado, no período de 15 a 21 de fevereiro deste ano. A margem de erro da pesquisa é de 2,2 pontos percentuais e o nível de confiança é de 95%.  

A pesquisa foi registrada no TRE-PA sob o número de protocolo PA-02222/2018. O estatístico responsável pelo levantamento é Luiz Carlos Ferreira Feitosa (CONRE 9477).

domingo, fevereiro 25, 2018

Pesquisa DOXA: Lula e Bolsonaro, Helder e Márcio lideram. Temer tem 93,1% de reprovação, Jatene 57,3%

Por Diógenes Brandão 

O Instituto DOXA apresentou sua quarta pesquisa eleitoral sobre as perspectivas dos estudos realizados com 200o entrevistas, realizadas em todas as seis (06) mesorregiões do Estado do Pará. 

Entre os pré-candidatos ao governo do Estado, Helder Barbalho (PMDB) mantém a liderança, seguido de Márcio Miranda (DEM). Para a presidência, Lula lidera, seguido por Bolsonaro.

A pesquisa apresenta também os favoritos ao senado, além de aferir a rejeição e os principais problemas que afligem a maioria dos paraenses, assim como o impacto das investigações da Operação Lava Jato sobre a formação da opinião pública.

Registrada no T.R.E sob o nº PA-02222/2018, a pesquisa DOXA reafirmou a liderança de Helder Barbalho como candidato ao governo, Lula para presidência e um empate entre Jader Barbalho e Simão Jatene para o senado. 

Realizada entre os dias 15 a 21 de fevereiro de 2018, o nível de confiança é 95%. Segundo o cientista político Dornélio Silva, isso quer dizer que há uma probabilidade de 95% dos resultados retratarem o atual momento eleitoral. A margem de erro da pesquisa é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos sobre os resultados encontrados no total da amostra.

ESTIMULADA

Na questão estimulada, em que são apresentados os nomes dos pré-candidatos ao governo do Estado, Helder Barbalho (PMDB) aparece em primeiro lugar com 33,4% das intenções de voto. Márcio Miranda (DEM) é o segundo colocado com 13,8%. Em terceiro lugar ficam tecnicamente empatados,  Paulo Rocha (PT) e Úrsula Vidal (sem partido), 7,8% e 7,6%, respectivamente. Os indecisos somam 14,1% e aqueles que pretendem anular o voto ou votar em branco são 18,1%.



COMPARATIVO 

Na série histórica das pesquisas Doxa realizadas em 2017,  Helder Barbalho tinha 21,7% das intenções de voto em Maio; em Julho subiu para 30,0%; em Novembro permaneceu com o mesmo índice, 30,1% e agora em Fevereiro/2017 está com 33,4%. Márcio Miranda, em Maio tinha 2,1%, passando para 4,9% em Julho. Chegou em Novembro de 2017 com 12,2%. Agora Márcio Miranda está com 13,8%. Paulo Rocha em Maio tinha 5,9%, atingiu 4,9% em Julho, permanecendo como mesmo índice em novembro de 2017. Agora sobe para 7,8%.


ESPONTÂNEA

Na questão espontânea em que não são apresentados os nomes dos pré-candidatos, Helder Barbalho (PMDB) aparece na frente com 15,5% das intenções de voto. Márcio Miranda (DEM) vem com 5,2%. Em seguida aparece o deputado federal Edmilson Rodrigues (PSOL) com 2,4%, tecnicamente empatado com o senador Paulo Rocha, 2,3%. Simão Jatene vem com 2,5%. Úrsula Vidal, 2,1% e Sidney Rosa, 1,8%.  Os indecisos somam 44,2% e os que pretendem anular o voto ou votar em branco são 15,3%.


REJEIÇÃO

Helder Barbalho (PMDB) é o mais rejeitado, 25,0%. O segundo com maior rejeição é o senador Paulo Rocha (PT), 17,4%. Márcio Miranda (DEM) tem 7,8% de rejeição. Depois vem Adnam, 6,7%, seguido de Úrsula Vidal, 6,0%. Sidney Rosa tem 4,8%. Há um índice de 19,6% que não opinaram e 12,6% disseram que rejeitam todos os pré-candidatos.



SEGUNDO TURNO

Foram realizadas três simulações para o segundo turno. Entre Helder Barbalho e Márcio Miranda, Helder ficaria com 47,0% e Márcio Miranda, 21,5%. Entre Helder e Úrsula, o candidato peemedebista ficaria com 49,0% e Úrsula, 15,4%. Na possibilidade de segundo turno entre Márcio Miranda e Úrsula, o candidato do DEM ficaria com 33,5% e Úrsula com 21,3%.

SENADO

Se a eleição para o senado fosse hoje, Jader Barbalho e Simão Jatene, seriam os eleitos. Na pesquisa estão tecnicamente empatados, 11,8% e 11,5%, respectivamente. O ex-senador Mário Couto ficaria com 7,8%, seguido do atual senador Flexa Ribeiro, 5,8%, Jordy com 5,5%; Marinor Brito, 5,3%, Zé Geraldo, 5,0% e Lúcio Vale com 4,8%. O vice-governador, Zequinha Marinho está com 4,4%. Helenilson Pontes, 3,1% e Jarbas Vasconcelos, 1,2%. Os indecisos são 23,3% e os que tendem a votar em branco ou nulo somam 10,5%.


PRESIDENTE

Se a eleição fosse hoje para presidente da República, o ex-presidente Lula ganharia a eleição com 34,2%. Em segundo lugar ficaria Jair Bolsonaro, 23,5%. Marina Silva tem 9,3% das intenções de voto no Pará. Geraldo Alckmin tem 5,9%; Ciro Gomes, 3,9%; Collor de Mello, 1,9%; Álvaro dias, 1,4%. Os indecisos somam 7,5% e os eleitores que pretendem votar em branco ou nulo são 11,5%.


SEM LULA

Na hipótese de Lula não sair candidato à presidência, Jair Bolsonaro ficaria com 32,7%. Em segundo lugar ficaria Marina Silva, 17,3%. Geraldo Alckmim, 8,4%; Ciro Gomes, 5,7%. Collor de Mello, teria apenas 2,4%. Álvaro Dias apresenta-se com apenas 1,9%. Os indecisos são 11,1% e os que pretendem votar em branco ou anular o voto somam 19,2%.


LAVA JATO

A pesquisa testou o impacto da Operação Lava Jato sobre os candidatos que disputarão essa eleição. O resultado mostra que 64,2% dos entrevistados não votariam em candidato que foi citado na operação Lava Jato. Outros 19,2% poderiam votar. Apenas 6,7% disseram que votariam em algum candidato envolvido com a Operação.


AVALIAÇÃO JATENE

40,0% dos eleitores paraenses aprovam o governo de Simão Jatene; enquanto que 57,3% estão reprovando. Outros 2,8% não souberam avaliar o governo de Jatene.


AVALIAÇÃO TEMER 

Apenas 4,9% dos eleitores paraenses estão aprovando o governo do Presidente Temer. A reprovação de Temer chega ao patamar de 93,1%. Outros 2,1% não souberam avaliar.


terça-feira, fevereiro 20, 2018

Úrsula Vidal deixa a Rede e pode ingressar no PSOL



Por Diógenes Brandão

Desde que disputou a campanha eleitoral para a prefeitura de Belém e ficou na terceira colocação, os olhos da jornalista Úrsula Vidal brilham de forma muito mais intensa.

Dona de um carisma singular, a candidata saiu do primeiro turno disposta a encarar o desafio de emprestar sua imagem ao apoio à campanha de Edmilson Rodrigues (PSOL), que disputou e perdeu o segundo turno para o prefeito Zenaldo Coutinho (PSDB), que conseguiu a reeleição, mas foi logo em seguida cassado por duas vezes, mas ele recorreu e continua no cargo.

Desde então, Úrsula foi mais longe em seu engajamento político-social, voltado mais à esquerda e se desgrudou paulatinamente da REDE, até anunciar seu desligamento há alguns minutos atrás.

O blog tenta uma entrevista com ela para falar abertamente sobre seus projetos futuros, mas adianta o que tem ouvido de várias fontes, tanto do PSOL, quanto da própria REDE.

Leia abaixo a mensagem publicada pela própria jornalista, em sua fanpage no Facebook:


sábado, fevereiro 17, 2018

Dornélio Silva: números do IBOPE são muito estranhos



Por Diógenes Brandão

Após a publicação do artigo A pesquisa IBOPE e a acirrada disputa pelo governo do Pará, o blog recebeu diversas mensagens nos aplicativos de mensagens e redes sociais com opiniões e comentários, entre os quais destacamos a nota enviada pelo cientista político Dornélio Silva, diretor-presidente do Instituto Doxa Pesquisas.

Leia o que ele disse:

Chama a atenção a questão Espontânea de aferição de intenção de voto da pesquisa Ibope. 

Essa pergunta, nesse momento que antecede a eleição, é fundamental, tendo em vista que ela mede a notoriedade, isto é, que nome está mais marcado, mais presente na mente do eleitor. 

No entanto, o Ibope apresenta um número que transgride qualquer aferição histórica de pesquisa de opinião. 

O Ibope apurou que 77% dos eleitores paraenses não sabem indicar um nome ou preferem não opinar. Além disso, 12% declararam que pretendem votar em branco ou anular o voto. Ao somarmos, obteremos 89% de votos flutuantes, quer dizer que apenas 11% dos eleitores paraenses indicaram algum candidato. 

Isso é muito estranho, uma vez que Helder Barbalho tem notoriedade, é candidato declarado, está fazendo campanha há muitos anos, tem todo um aparato de comunicação a seu favor para levar seu nome aos quatro cantos do Pará. Helder aparece com apenas 5%, depois Simão Jatene com 2%, Márcio Miranda e Edmilson Rodrigues com 1%. 

E o que é mais gritante é que Helder, ao estimular pula de 5% para 36%. Para essas eleições, já fizemos três pesquisas em 2017, e posso garantir que esses números da questão espontânea aferidos pelo Ibope não tem explicação lógica.

A pesquisa IBOPE e a acirrada disputa pelo governo do Pará



Por Diógenes Brandão 

A divulgação da pesquisa encomendada pela FAEPA ao Ibope Inteligência, que apurou a preferência dos eleitores paraenses, mexeu com o ânimo e expectativas de muitos candidatos e seus apoiadores, que através das redes sociais travam uma disputa de narrativas, uns de exaltação e outros com descrença dos números apresentados. Se por um lado estes números confirmam a permanente liderança de Helder Barbalho (MDB) para o governo do Estado, para que seja feita uma análise mais profunda e realista desta consulta é necessário também entender o significado dos altos percentuais de rejeição dos principais pré-candidatos, bem como dos 77% dos entrevistados que de forma expontânea disseram não saber em quem votar ou não quiseram opinar, além dos 12% de intenção no voto em branco ou nulo.

Além disso, os nomes em disputa ainda enfrentarão convenções partidárias e possíveis julgamentos de processos que podem criar impedimentos judiciais e eleitorais. Ou seja, nada está definido e todos sabem disso.

Mais mesmo com todas as probabilidades negativas e sua alta rejeição - presente em todas as demais pesquisas realizadas até aqui - Helder Barbalho conta com a força do seu partido, hoje com o maior número de prefeituras no Estado e com o aparato midiático das empresas de comunicação controladas por sua família, que conta com a TV RBA, o jornal Diário do Pará e diversas rádios AM e FM, que juntas atingem quase todos os municípios paraenses. 

Sem falar de que em seu 3º ministério no governo federal, onde está ininterruptamente no cargo de ministro, desde o governo Dilma, o principal herdeiro político da família barbalho goza de total apoio e respaldo do presidente Temer para representar a União, como se fosse um chanceler no Estado, onde destina verbas da União e de emendas parlamentares, realiza alocação de recursos de forma emergencial, tal como faz nos municípios paraenses afetados por enchentes e acidentes naturais, além de contar com a distribuição de alguns milhões de reais da verba de publicidade do governo federal em TVs, rádios, jornais, revistas, sites, outdoors e redes sociais, os quais reforçam a construção da imagem do Ministro da Integração como um gestor pró-ativo e cheio de realizações.

Por falar em redes sociais, um dado da pesquisa que chamou a atenção de muita gente, foi o fato do senador Paulo Rocha (PT) ter a segunda colocação em diversos cenários da disputa para o governo do Estado. Tudo bem que o PT é o partido que possui a maior e mais apaixonada militância partidária e que com os processos judiciais e presente e constante ameaça de prisão de Lula, além da ofensiva das medidas do governo Temer contra direitos trabalhistas, podem ser elementos decisivos para que o público pesquisado tenha sido levado a se manifestar favorável ao pré-candidato petista, mas isso por si só talvez não seja suficiente para que o senador Paulo Rocha esteja tão bem colocado na preferência eleitoral, a considerar sua baixa popularidade e a inércia de um mandato com pouquissímas realizações efetivas que expliquem seu desempenho pessoal e político para os números desta pesquisa.

Já os baixos números de Márcio Miranda (DEM) e Sidney Rosa, também geraram muitos questionamentos e desconfianças sobre o resultado da pesquisa IBOPE. Apesar de estarem em diálogos com entidades classistas, empresariais, ruralistas, prefeitos e lideranças políticas dos mais variados partidos, os dois deputados estaduais que se apresentam como pré-candidatos ao governo, não conseguiram alcançar dois dígitos na pesquisa IBOPE e este resultado trouxe um grande mal estar em suas bases, sobretudo naquelas que alimentaram a expectativa de que o apoio declarado do governador Simão Jatene seria positivo e elevaria automaticamente a campanha do seu sucessor, mas tal como já havia alertado, não foi isso que vimos nesta aferição.

Há quem diga que o potencial de Márcio Miranda e Sidney Rosa esbarra na indefinição macro-estratégica de ambos, observada em suas conversas pelos bastidores, onde transparece o interesse de juntarem-se com o objetivo de comporem uma chapa competitiva, assim como Zequinha Marinho (PSC) tem se movimentado nesse mesmo sentido, mas os três ainda não bateram martelo sobre quem apoia quem e nem que cargo ou se realmente disputarão o governo ou as vagas para o senado. 

Não obstante, a indefinição se o governador Simão Jatene deixará o cargo para disputar as eleições e se Zequinha Marinho, seu vice, assumirá o governo por 8 meses, neutraliza e cria uma sinuca de bico na movimentação de todos os demais players deste jogo eleitoral.

Ao mesmo tempo em que dialogam entre si e com lideranças políticas e empresarias, estes pré-candidatos esquecem de startar e aquecer suas estratégias de marketing eleitoral e de se lançarem ao corpo-a-corpo com a população, o que Helder faz praticamente todas as semanas, entregando cheques para prefeituras, ou visitando canteiros de obras federais, das mais diferentes áreas. Além disso, o PMDB faz uso de suas lideranças e dos meios de comunicação da família Barbalho para queimar seus adversários, como já iniciaram a fazer com Márcio Miranda, que não esbouçou qualquer reação, nem de ataque ou de defesa de seu nome, exposto em denúncias feitas em programas de rádio, tv e no jornal da família de Helder Barbalho.

Longe dessas cotoveladas masculinas, a única mulher que se desponta na disputa pelo governo é a jornalista Úrsula Vidal (REDE) que tem se mantido como uma promissora alternativa no cenário eleitoral, mas suas limitações esbarram na barreira metropolitana, onde ela não consegue ultrapassar para penetrar o interior do Estado, a não ser através de sua boa perfomance midiática, explorada sobretudo pelas redes sociais.

Os demais nomes do PSDB, leia-se Adnan Demachki, Manoel Pioneiro e Zenaldo Coutinho continuam de molho na gaveta do palácio dos despachos, onde os altos índices de rejeição os tornam pesados demais para reverterem o desgaste da gestão tucana junto à população, mas embora não assumam publicamente, ainda não descartaram apresentar seus nomes na convenção partidária e assim terem a possibilidade de exercitarem a pseudo-democracia interna do partido, onde teriam que travar uma queda de braço com o governador Simão Jatene, que fez questão de adiantar seu candidato favorito à sua sucessão, antes do mesmo se declarar para tal pleito. 

Ou seja, Márcio Miranda pode estar colhendo a alta rejeição de Simão Jatene e o fogo-amigo do PSDB, além de não poder contar com a passividade do seu principal adversário, que segundo as últimas pesquisas, está acima dos 30% e se aproxima dos 40% e não deixa de fazer campanha um só dia, embora haja especulações de que ele ainda pode ser candidato a outro cargo, que não o de governador. Mesmo assim, Helder lidera as intenções de voto para o cargo de governado, tanto para o primeiro, quanto para o segundo turno.

Ah, quase esqueço de falar sobre as expectativas que muitos ainda nutrem de que a operação Lava Jato seja reanimada e venha atingir nomes de paraenses e realmente assim o sonho de que haverão mudanças significativas no processo de moralização política, tão em voga nos discursos da classe política, finalmente realize-se.

Como dizia o samba de enredo da Mocidade Independente de Padre Miguel (RJ), no memorável carnaval carioca de 1992: Sonhar Não Custa Nada!

sexta-feira, fevereiro 16, 2018

Pesquisa IBOPE aponta Helder isolado na liderança e Márcio Miranda rebaixado



Por Diógenes Brandão

No último sábado, a leitura de uma postagem do blog Ver-o-Fato, assinado pelo jornalista Carlos Mendes, me fez acionar uma fonte ligada à Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Pará para checar se era verdadeira a informação de que a entidade seria a contratante de uma pesquisa IBOPE que indica a liderança isolada de Helder Barbalho (MDB), que aparece como favorito absoluto ao cargo de governador do Estado para as eleições de Outubro e rebaixa seu principal rival, o deputado estadual e presidente da ALEPA, Márcio Miranda (DEM), ao percentual de apenas 2 pontos.

Eis a publicação do blog Ver-o-fato:


Embora sob a insatisfação de pecuaristas e associados do agronegócio no Estado, que cobram no Ministério Público a prestação de contas da entidade e também do Fundepec, a Federação da Agricultura e Pecuaria do Estado do Pará (Faepa) parece estar nadando em dinheiro.   

Sem antes nunca ter entrado na seara de pesquisas eleitorais, o presidente da entidade, Carlos Xavier, ligado umbelicalmente ao PMDB de Jader Barbalho, decidiu contratar o Ibope, pagando R$ 77 mil por uma pesquisa registrada ontem no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e cujo resultado está previsto para ser divulgado no próximo dia 15.  

A pesquisa é para o governo do Estado e Senado, mas o que alguns associados questionam é: qual o interesse de Carlos Xavier em gastar recursos da entidade se ele sempre alega nas reuniões ter dificuldades para pagar clientes e fornecedores?    

"A Faepa não possui um corpo técnico e jurídico à altura das demandas do setor, porque enfia todo o dinheiro que arrecada não se sabe onde. Mas tem dinheiro poara financiar uma pesquisa no início do ano para uma eleição que só acontecerá em outubro", comenta um pecuarista.  Outro associado, acrescenta: "o que isso pode trazer de benefícios para o setor produtivo? Gastam ao bel prazer, nosso dinheiro está indo para o ralo. A politicagem corre solta no palácio da agricultura. O Funrural não interessa, mas pagar pesquisa para dar uma de poderoso, que inerfere na política paraense, isso o Xavier faz".  É esse o resultado do ibope?  

Uma voz da Faepa canta o resultado da pesquisa que, para variar, traz Helder Barbalho (PMDB ) na frente. Vamos ver se o Ibope Inteligência confirma os números:  Para o governo, Helder (PMDB), 38%; Paulo Rocha (PT), 16%; Úrsula Vidal (REDE), com 8%; e Márcio Miranda (DEM), 2%.  

A Faepa incluiu entre os candidatos, além de Helder, Paulo Rocha, Úrsula e Márcio Miranda, os nomes de Charles Alcântara, Manoel Pioneiro e Zenaldo Coutinho. Também fez várias simulações de disputa entre os candidatos, para o primeiro e segundo turno. 

Segundo a fonte consultada pelo blog AS FALAS DA PÓLIS, a publicação de Carlos Mendes, estava em parte correta, mas a pesquisa será anunciada apenas neste próximo domingo (18) e não na quinta-feira (15), tal como a postagem afirmou e realmente não foi. 

O motivo é conhecido por todos que acompanham a política paraense: A divulgação do resultado final da pesquisa IBOPE/FAEPA será feita pelo jornal Diário do Pará, no dia em que há a maior procura pelo impresso pertencente à família do pré-candidato, que coincidentemente é o principal beneficiado com os números que serão apresentados.

A fonte deste blog também alertou que os números serão anunciados podem variar dos que "vazaram" antes do prazo estabelecido pelo TSE para a divulgação de pesquisas registradas, mas Helder continuará encabeçando com ampla vantagem sobre os demais pré-candidatos ao governo e Márcio Miranda, deve continuar entre os menos citados pelos entrevistados.

Pesquisadores de outros institutos, cientistas políticos e demais pessoas ouvidas por este blog, dizem que esperam com ansiedade o resultado final da pesquisa IBOPE/FAEPA para realizarem suas análises, as quais deverão se opor ao que será publicado pelo jornal Diário do Pará.

Vem aí um novo aumento da tarifa do transporte e o serviço continua a mesma porcaria

O último aumento da tarifa do transporte coletivo em Belém foi em Janeiro de 2017 e levou a passagem de R$ 2,70 para os R$ 3,10 atuais. 

Por Diógenes Brandão

Composto por 18 ilustres desconhecidos 'representantes' da sociedade civil, o Conselho Municipal de Transporte de Belém tem diversas funções, mas só reconhecemos uma, e ela foi novamente exercida nesta quinta-feira pós-carnaval: Aprovar o aumento das passagens de ônibus para R$3,30. A decisão ainda precisa cumprir o rito da homologação pelo prefeito Zenaldo Coutinho (PSDB), mas a decisão do mesmo, se não for de concordância, não deve ficar muito distante da proposta aprovada pelo referido Conselho. 

Detalhe: É ele, o prefeito, que decide em quanto fica o valor cobrado nas catracas dos ônibus, podendo ser para mais ou para menos do que o Conselho aprova. No entanto, decidir-se por um valor menor que o aprovado por este órgão, foi algo que nunca aconteceu com nenhum prefeito nesta cidade das mangueiras.

CHORO DE CROCODILO

Os empresários como sempre, pediram mais que aquilo que foi aprovado, para poderem fazer o mise en scene de que estão contrariados com a planilha aprovada, pois alegam que o combustível e a folha de pagamento dos rodoviários aumentou, assim como diminuiu o número de passageiros, que segundo Paulo Gomes - presidente do sindicatos dos empresários (SETRANSBEL) - encolheu em cerca de um milhão de usuários, nos dois últimos anos. Para ele, os transportes alternativos e o uso de usuários de aplicativos de mobilidade urbana, como o UBER, contribuíram para a diminuição em sua clientela.

Cobrar os empresários para que haja ar-condicionados, veículos novos e higiênicos, motoristas qualificados? Nada disso. O tal Conselho Municipal de Transporte de Belém só sabe aprovar os aumentos solicitados pelos donos das empresas, disso que chamam de transporte coletivo em nossa cidade. 

Enquanto isso, empresas de aplicativos como o UBER enriquecem e não param de crescer, transportando boa parte destes um milhão de usuários, que assim como eu, nunca mais subiram em um ônibus de Belém. 

Em Maio deste ano, acontece a negociação da data-base dos trabalhadores rodoviários com os empresários e não se espantem se vier outro aumento, pois é quase que certo. 

E O TAL BRT?

Exibido no dia 31 de Maio de 2016, o veículo que há quase um década é prometido para fazer a interligação de terminais rodoviários de Belém, foi apresentado para a população: O famoso BRT. Como era ano eleitoral, o modelo apresentado pela Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana (Semob), foi anunciado com tendo ar refrigerado e acesso a Wi-Fi. 

Novamente, o povão foi lá na urna e cravou o número do partido do prefeito Zenaldo Coutinho, que em 2016 pediu mais uma vez o voto de confiança para sua reeleição e para tal, prometeu que entregaria o serviço em poucos meses. Resultado: Até agora, o busão do belenense continua quente, lotado, demorado, sucateado, sujo e caro.

quarta-feira, fevereiro 14, 2018

Começa o ano eleitoral. O que é legal e o que é imoral?



Por Diógenes Brandão 

Um dos ditados populares mais conhecidos pelo povo brasileiro é o que diz que o ano novo só começa de fato depois do carnaval. Como 2018 é um ano de eleições gerais no Brasil, nesta quarta-feira de cinzas podemos dizer que tirando o alto índice de votos nulos que as pesquisas projetam para Outubro, estamos novamente diante das expectativas de renovação e a esperança que as urnas nos trazem. 

No entanto, não se pode dizer que a classe política será ainda este ano tomada por um processo moralizante, como muito esperam por conta do apelo midiático, resultante das expectativas do desfecho das investigações da Operação Lava Jato, hoje estancadas, tal como Romero Jucá previu em conversa com o ex-diretor da Transpetro, onde planejaram um acordo nacional, com supremo e tudo para tirar Dilma da presidência, colocar Michel Temer em seu lugar e delimitar as investigações da Lava Jato onde estavam. Como podemos ver, o plano deu certo: o chefe da polícia federal foi trocado, Temer indicou uma nova Procuradora-geral da República e a Lava Jato estancou. 

Digo isso por considerar que os critérios utilizados para investigar, julgar e condenar alguns políticos e executivos de empresas envolvidas em esquemas de corrupção, investigados e revelados nos últimos anos, trouxe a falsa impressão de que tudo que está aí não presta e que por isso, tudo e todos precisam ser destruídos, aniquilados, para que algo de bom surja mais à frente, como se num passo de mágica, uma nova geração de políticos bem-intencionados fosse surgir e tornasse tudo diferente, com a honestidade tornando-se predominante na política e na gestão pública.   

Apesar de ser belo e utópico, tal pensamento se assemelha a um delírio infanto-juvenil, daqueles em que a pessoa se imagina capaz de mudar o mundo, apenas com uma frase de efeito ou um desejo pré-concebido pela falta de uma vivência com a realpolitik e sem a devida perspectiva histórica, que moldou o sistema político do nosso país, até outro dia, escravocrata e colonial. 

Com milhares de pessoas interconectadas através das redes sociais, muita gente hoje reproduz conteúdos com a narrativa de que só um salvador da pátria poderá executar a tão esperada reforma do sistema político, onde agentes corruptos serão extintos e uma nova sociedade emergirá com a eleição deste herói nacional. 

terça-feira, fevereiro 13, 2018

TSE libera geral a campanha dos ricaços

TSE abre as portas para que o Congresso Nacional seja dominado pelos marajás, tornando o país um paraíso dos ricos.

Por Altamiro Borges, em seu blog  

O Judiciário parece que está decidido a adulterar de vez a frágil democracia nativa. Além de ser cúmplice do golpe que depôs Dilma Rousseff e alçou ao poder a quadrilha de Michel Temer e de participar do conluio que visa impedir a candidatura do ex-presidente Lula, este poder hermético, elitista e cheio de mazelas quer transformar o Brasil em uma “democracia dos ricos”, quase censitária. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) acaba de publicar a íntegra da resolução que permite que os candidatos financiem 100% de suas próprias campanhas. Com isso, a cloaca empresarial e os bilionários levarão enorme vantagem sobre os demais concorrentes nas eleições de outubro próximo.  

Pela resolução, que ainda pode ser revista até 5 de março – prazo final para a publicação das regras que regerão o pleito deste ano –, um ricaço que queira disputar uma vaga na Câmara Federal poderá bancar do bolso todo o limite de gasto previsto pela lei (que é de R$ 2,5 milhões). Postulantes oriundos dos movimentos sociais, por exemplo, só contarão na sua campanha com os parcos recursos do fundo partidário e com doações de pessoas físicas limitadas a 10% do rendimento. A concorrência será desleal, favorecendo a eleição de empresários, ruralistas e de outros bilionários. A composição da Câmara Federal, que já dá ampla vantagem às bancadas patronais, ficará ainda pior. O trabalhador terá ainda mais reduzido seu espaço do parlamento.   

A resolução do TSE afronta à democracia e deve agitar o cenário político nos próximos dias. O chamado autofinanciamento já havia causado polêmica no Congresso Nacional no ano passado, durante a votação da reforma política. O relator da matéria, deputado Vicente Cândido (PT-SP), num primeiro momento apresentou um texto proibindo por completo a sacanagem. Diante da pressão da bancada patronal, ele recuou e impôs limites. Na votação final, acabou sendo aprovada a regra que proibia os candidatos de injetarem mais do que 10% dos seus rendimentos na campanha. Mas o usurpador Michel Temer, capacho dos empresários, vetou a decisão. Diante do impasse, agora o TSE toma as dores dos ricaços e libera geral o uso da grana!   

Diante de mais este golpe contra a democracia, os partidos prometem reagir. O PT já anunciou que questionará a decisão. “O Brasil é uma democracia ou uma plutocracia? Quem tem dinheiro pode tudo? Acabamos com o financiamento empresarial e agora quem for milionário poderá financiar 100% da sua campanha?”, indagou no Twitter o líder petista na Câmara Federal, deputado Paulo Pimenta (RS). No mesmo rumo, a senadora Gleisi Hoffmann (PR), presidente nacional da legenda, foi incisiva: "Derrubamos ano passado o veto que liberou o auto financiamento! Porque o TSE traz isso de novo? Por mais que tentemos, as eleições ainda serão dominadas por quem tem dinheiro? É um atentado contra a democracia popular". O PSB também vai reagir, conforme anunciou o advogado da sigla, Rafael Carneiro. Para ele, a decisão do TSE “coloca em risco a paridade de armas no processo eleitoral e a própria democracia”.

Bloco Chulé de Pato encerra o carnaval de Belém nesta quarta-feira de cinzas

Com o famoso caldo de mocotó com jerimum e em sua 17ª edição, o bloco Chulé de Pato se prepara para encerrar em grande estilo mais um carnaval das antigas, em Belém do Pará.

Por Diógenes Brandão

"Quem já conhece, com certeza não perde e quem ainda não participou, não sabe o que está perdendo". Foi com essa frase estimulante que fui convidado para brincar pela primeira vez do arrastão do bloco Chulé de Pato, que esse ano completa 17 anos levando alegria, na despedida do carnaval pelas ruas de Belém, mais precisamente pelo bairro do Guamá.

A ideia de iniciar a brincadeira de momo, se deu no carnaval de 2001, quando o atual presidente do bloco assistia a transmissão do carnaval pelas ruas da capital Pernambucana, onde blocos como o Bacalhau do Batata e o Galo da Madrugada arrastando uma multidão de foliões na quarta-feira de cinzas, pelas ladeiras de Olinda e recife, respectivamente. 

A concentração inicia ao meio dia desta quarta-feira de cinzas e a saída do bloco está programada para as 15:30h, com direito ao tradicional caldo de mocotó com jerimum, que será servido aos primeiros 1.500 brincantes que chegarem à concentração. 

"Temos convidados até de outros países que estão visitando o nosso Estado e que participarão da festa conosco", revela o compositor, músico e presidente do bloco, Paulinho Mururé, que solicitou a isenção das taxas cobradas pela prefeitura de Belém e o governo do Estado, mas infelizmente teve seu pedido negado. 

A diretoria do bloco Chulé de Pato estima a participação de 5 mil brincantes no arrastão pelas ruas do bairro do Guamá

Diante disso, foi preciso que a diretoria e amigos do bloco metessem a mão no bolso para pagar quase R$1.500 reais de taxas cobradas pelos órgãos públicos municipais e estaduais, que nem se quer aparecem no dia do evento, a exemplo da SEMOB, SEMA, Polícia Militar e o Departamento de Polícia Administrativa da Polícia Civil do ParáMesmo assim, Paulinho Mururé não se amofina e diz que espera que esse ano o bloco bata recorde de público, no carnaval de rua à moda antiga, onde uma banda de fanfarra toca os grandes sucessos dos antigos carnavais, com marchinhas, muitas fantasias e as batalhas de confete e serpentina. Tudo sem fins lucrativos ou venda de abadás.

Para o carnaval de 2019, a diretoria do bloco já planeja realizar eventos que ajudem a arrecadar recursos financeiros ainda esse ano, como o "Chulé de Pato na Roça" em junho e o "1º Grito de Pré-réveillon do Chulé de Pato", em novembro. "Depois disso vamos correr atrás do nosso CNPJ e com ele elaborar projetos que viabilizem patrocínios e incentivos de entidades públicas e empresas interessadas em nos ajudar a manter a festa e até projetos sociais junto à comunidade guamaense, finaliza a entrevista de Paulinho Mururé ao blog AS FALAS DA PÓLIS.

SERVIÇO:

Arrastão do Bloco Carnalesco Chulé de Pato.
Dia: 14.02.2018 (Quarta-feira de Cinzas).
Concentração: A partir do meio dia.
Saída: 15:30h.
Local: Av. Castelo Branco entre, Caripunas e Paes de Sousa.