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quinta-feira, dezembro 12, 2019

O dia que a PF deu uma batida na sede do governo do Pará



 Por Diógenes Brandão

O blog AS FALAS DA PÓLIS aguardou para obter uma posição do governador em exercício, mas até o fechamento deste artigo, ele evitou comentar o caso. Nas redes sociais e whatsapp, o escândalo viralizou e tornou-se o assunto do dia nas mídias sociais, onde se pôde ver muita mais gente indignada, do que defendendo o governador Helder Barbalho (MDB) e seu vice, Lúcio Vale (PR).

Depois de envergonhar os paraenses em diversos veículos da imprensa nacional, como os telejornais da rede Globo, Bandeirantes, Record, Cultura, Gazeta, entre outros e pressionados pelas críticas e a força de blogs, sites e páginas independentes, os proprietários da RBA TV se viram obrigados a pincelar sobre a operação da polícia federal, que realizou diversas prisões e mandados de busca e apreensão, na manhã desta quinta-feira, 12.

No entanto, a matéria do telejornal Brasil Urgente Pará, que foi ao ar às 16h, só destinou pouco mais de um minuto e escondeu as informações sobre a batida que os agentes federais deram na sede do governo do estado e na casa do vice-governador, Lúcio Vale (PR), que ainda hoje está como governador em exercício, já que o governador Helder Barbalho se licenciou para realizar uma viagem à Europa e ainda não está no Pará.

O blog tentou contato com o suspeito, mas  não obteve êxito, assim como nenhum outro veículo de comunicação conseguiu uma posição do vice-governador, que se recusou a comentar sobre as grave acusações que lhe foram imputadas.

A MANIPULAÇÃO PARA ESCONDER A VERDADE




Empregados do governador do Pará, Helder Barbalho, o apresentador Ronaldo Porto e o repórter Marcos Aleixa limitaram-se a ler uma curta  nota oficial do Governo do Estado, a qual também não disse muita coisa, mostrando o perigo da alienação e da manipulação política de governantes, que são donos de grandes veículos de comunicação.

Nenhum outro telejornal do grupo de empresas de comunicação da família Barbalho tocou no assunto e muito menos tiveram a postura profissional de entrevistar os acusados, entre eles, o vice-governador, que até agora não explicou seu envolvimento no esquema de desvio de R$39 milhões de reais, surrupiados covardemente de 10 pobres prefeituras paraenses, pra piorar, da merenda e do material escolar de milhares de crianças, sem falar dos professores, que trabalham sem reajustes salarias e locais de trabalho dignos.