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quarta-feira, março 18, 2009

O Maior de Todos

Por Francisco Rocha Jr., no Flanar
Um menino de onze anos deu entrada, anteontem, no Pronto Socorro Municipal da 14 de Março, em Belém, sob suspeita de dengue hemorrágica. 24 horas depois, a criança morreu, vítima da falta de atendimento. Hoje, após dois dias à espera de leito, já dentro do hospital, uma senhora de 72 anos também morreu, pela ausência de atenção profissional. Duciomar Costa, o prefeito desta pobre, cada mais pobre cidade, nada diz, nada faz, não é encontrado, não se pronuncia. Esconde-se na falta de vergonha, na desfaçatez, no mau-caratismo que reveste toda sua trajetória, tornando cada vez mais criminosa e sangrenta sua nefasta passagem pela prefeitura de Belém. Duciomar Costa, o irresponsável, o falsário, o pernicioso, inocula a doença e não permite a cura. O caso do menino na porta do PSM é o exato exemplo disto: a população, à mercê da dengue, também não tem o médico que poderia salvá-la. A classe média desta cidade, que procura cada vez menos precisar dos serviços públicos, assiste calada à completa ausência do Poder Público municipal, nas suas mais comezinhas responsabilidades. Duciomar Costa, de olho na verba, agora afirma que não quer ser senador: quer gerir a fábula de dinheiro público que, ele espera, virá para Belém com o PAC. Um pulha, é isto o que este prefeito é. O maior pulha que já pisou no Palácio Antonio Lemos. Com a assinatura da CPI da Saúde Pública Municipal, os membros da Câmara Municipal de Belém – todos, dos vereadores aos assessores jurídicos, dos que têm cargos na Mesa aos que não os possuem – têm a oportunidade de suas vidas, para mostrar que não são feitos da mesma matéria infecta de onde saiu Duciomar Costa. O Ministério Público, a rigor, nem precisa deste estímulo; tem é que correr da lama, que já alcança as barras de suas vestes talares, tamanha é a inamovibilidade, vulgarmente falando, de seus componentes.