Pesquisar por palavra-chave

terça-feira, junho 17, 2014

A mídia que prega o ódio e se faz de vítima

Partidários da Direita falam o que bem entendem no controle midiático, mas quando citados reclamam de ditadura.

Após a publicação de mais um corajoso e contundente artigo de Alberto Cantalice* na página do PT, eis que vemos a VEJA publicar na noite desta segunda-feira (16), a reação de Reinaldo Azevedo, velho conhecido por pregar o sentimento de guerra na mente de seus incautos leitores, contra os que lutam pela liberdade de expressão, os quais ele acusa sem o menor escrúpulo, de tudo que lhe vem à sua mente doentia e embalada por um alto cachê, pago com anúncios oficiais de empresas estatais e da administração direta federal. É pelo medo de perder as regalias proveniente desta dita propaganda oficial, "orientada por critérios técnicos", que agora surge a ameaça de processar Alberto Cantalice pelo crime de racismo.

 É isso mesmo, caro leitor. A ousadia do jornalista da revista que tem como sócia-proprietária a Naspers, empresa que patrocinou o regime do apartheid na África do Sul e prosperou com a segregação racial naquele país, despertou de forma imediata e espontaneamente, a reação de cidadãos sem filiação partidária e de militantes do PT e partidos aliados, que não se amedrontarão e o enfrentarão, seja nos tribunais ou nas redes sociais, dia e noite, desmontando as mentiras, revelando o vitimismo golpista e covarde, assim como lutarão para que a liberdade de expressão supere a liberdade das empresas, como os oligopólios da mídia brasileira querem que continue, eterna e tão somente.


Não é de hoje que o uso de letras em caixa alta, negritadas e coloridas, revela o intuito do jornalixo praticado pelo Sr. Reinaldo Azevedo em manter a onda alarmista que abastece com gasolina, os incendiários leitores da revista em decadência, que passam a pregar o ódio e até a morte de petistas nas redes sociais, tão logo leem em seus artigos, onde o Brasil sempre está à beira de um ataque comunista e de uma ditadura, tal qual a grande mídia apoiou no Brasil. Quanta hipocrisia!

Ao reproduzir a estratégia utilizada pelos militares na década de 60 e que implementou uma ditadura perversa por duas longas e perversas décadas em nosso país, a Veja através deste senhor, que se acha o suprassumo da representação do povo, já chamou os internautas que combatem sua arrogância jornalística de insetos e robôs e hoje insinua na maior cara de pau que estes são possíveis criminosos, capazes de dar-lhe fim em sua vida e/ou agredi-lo fisicamente. O vitimismo barato e chulo é revelador: Reinaldo é mais u covarde mimado de trás de um teclado que usa o tom de voz fino quando quer ser defendido pela hordas de néscios que acreditam que alguém em sã consciência, sujaria suas mãos ao tocar-lhe a pele fina e sensível que nunca suou a camisa para obter suas moedas de ouro.

Sabemos de suas bravatas, mas se a ameaça for cumprida, o Sr. Reinaldo Azevedo pode ter certeza que estará fazendo com que haja uma verdadeira batalha nos tribunais deste país, pois onde houver um cidadão consciente e empoderado de informações, os representante dos barões da mídia terão sempre alguém para fazer-lhe o contra-ponto, a reposição dos fatos e inexoravelmente, a diversidade de opiniões lhes alcançará, mesmo que não a desejem.

Além de bons e caros advogados, o falso profeta dos seguidores da direita brasileira terá que processar todos que continuarão a lhe denunciar por servir de bucha de canhão dos escravocratas que ainda não se convenceram da emancipação de nosso povo, diante dos novos meios de comunicação eletrônica. 

Aos ignóbeis que replicam e caem na onda de pulhas do jornalismo escravocrata - que como Reinaldo Azevedo se vitimam quando são confrontados - saibam que a democracia moderna não aceita mais a indústria do medo, tão bem consolidada no império de Hitller e outros nazifascistas que utilizaram-se da mídia e da indústria cultural para chegar e se manter no poder em vários países, onde pregaram a perseguição a judeus, comunistas, negros, estrangeiros e todos os seus adversários políticos, a exemplo do que faz a Veja, Folha de São Paulo, Globo e Estadão aos partidos, jornalistas, ativistas sociais e intelectuais de esquerda e centro-esquerda, ou simplesmente aqueles que resistem em não compactuar com sua ditadura do pensamento único no Brasil.

A sociedade brasileira, além de lhes derrotar nas urnas por três vezes consecutivas, está cada dia mais atenta, observando suas manobras, cancelando assinaturas, mudando de canal e por isso não mais permitirá a imposição de suas verdades.

Esse tipo de jornalismo calhorda, que se passa de coitadinho e frágil no Brasil - coisa que nunca foi - faz justamente o contrário: Oprime as vozes que não tem vez, nem espaço nos poderosos meios de comunicação do Brasil e não tendo mais como vencer pelas vias democráticas, quer agora implantar um golpe, via os tribunais de justiça desta nação.

Como já foi dito em outros momentos históricos: ¡No pasarán!

*Alberto Cantalice é vice-presidente e coordenador de redes sociais do Partido dos Trabalhadores.