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sábado, junho 21, 2014

Protestos bloqueiam balsas no Marajó

Manifestantes interditam o acesso às balsas no porto do Arari.
Começou com um grupo de 40 pessoas e agora mobiliza centenas de populares que interditaram e impediram o embarque e desembarque de balsas no porto da Henvil na foz do Rio Camará. Nenhum carro ou caminhão chega ou sai dos municípios de Soure, Salvaterra e Cachoeira do Arari. 

As informações são do Movimento Acorda Marajó que tem feito protestos contra os aumentos abusivo no preço das passagens, mesmo diante de vários acordos da empresa de navegação que detém o monopólio do serviço de transporte de cargas, veículos e passageiros através de balsas sucateadas e sem o mínimo conforto aos usuários.

Populares interditam o porto do Camará e exigem redução da tarifa nas balsas e a renovação da frota.

Mesmo já tendo havido diversas reuniões com a intermediação do Ministério Público, ALEPA e ARCON, nada tem feito a empresa recuar em seus reajustes da tarifa e nem tão pouco melhorar o péssimo atendimento dispensado à população daquela região do Marajó.

O clima é esse: Ninguém entra e ninguém sai pelas balsas.

Hoje, o contingente da Polícia Militar não foi suficiente para dissipar os manifestantes que prometem radicalizar, caso sejam agredidos pela corporação. Os donos da empresa, percebendo a gravidade da questão, ameaçam recolher as balsas e enviá-las para embarque e desembarque do município de Soure, mas o Movimento já avisou que caso isso seja feito, tem a população ao seu lado para dividirem-se entre o porto do Camará e a cidade de Soure, mantendo assim a interrupção do acesso às balsas.

A única forma de entrar e sair daquela parte do Marajó é via barcos de passageiros que continuam com suas viagens normalizadas. Lideranças do movimento alegam que isso se dá pelo fato de não haver o interesse de impedir o direito de ir e vir da população, já tão sofrida.

Enquanto isso, o governo do Estado que é o responsável pelo ordenamento e fiscalização desta concessão pública que é o transporte fluvial, finge não ter nada a ver com o caso e omite-se novamente de apresentar uma solução à população que tanto necessita deixar essa situação humilhante que é ser transportada por latarias enferrujadas e tendo que pagar valores absurdos por isso.