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quarta-feira, novembro 21, 2007

Pierre Verger no Ver-o-Peso


Muito Desigual


Terminou ontem a eleição para reitoria da UEPA. Provavelmente com a vitória certa do candidato apoiado pelo governo. Com Fernando Palácios na era tucana foi assim mesmo.

Particularmente, acho que este tipo de disputa assemelha-se com eleições para deputado e isso acaba ferindo a autonomia de nossas universidades, pois candidatos sem estrutura financeira ficam impossibilitados de apresentar sua plataforma política e a universidade acada reproduzindo os vícios herdados da política eleitoral, tanto da UEPA quanto da UFPA é assim.

Entre os candidatos deste pleito um detalhe: Só um tinha estrutura e que estrutura !

Quem quiser comprovar é só dá uma olhada nos Outdoors espalhados por aí e sentir o quanto a reforma política faz falta, inclusive para dentro de outros espaços institucionais e não só o parlamento e o executivo brasileiro.

sábado, novembro 17, 2007

Pierre Verger no Rio


Falta de Tinta

Deve faltar tinta na caneta de nomeações do Governo do Estado, pois até agora não nomeou a professora Socorro Brasil que assumiu desde julho a Diretoria Geral da Escola de Governo no lugar da também professora Edilza Fontes, considerada braço direito de Ana Júlia.
A secura no tinteiro é de causar estranheza pois a atual titular da Escola é ligada ao grupo do Dep. Federal Paulo Rocha e este e seu grupo sofrem grande assédio e ao mesmo tempo isolamento por parte da DS, o grupo da governadora. Uma busca pela hegemônia partidária, que faz o PT ser o que é.
Muitos servidores públicos de dentro e de fora da EGPA e lideranças de movimentos sociais que participam das ações de formação e requalificação, promovidas pela instituição, reconhecem a competência de Socorro Brasil à frente da instituição.

quarta-feira, novembro 07, 2007

Vivo, nem morto!

Um projeto de lei apresentado pelo deputado Carlos Martins, que dispõe sobre a denominação de logradouros, obras, serviços e monumentos públicos, foi aprovado em primeiro turno nesta terça-feira (06/11). De acordo com o projeto, esses espaços públicos não podem receber o nome de pessoas que tenham ocupado cargos públicos até dois anos após o desligamento delas. Exemplos ridículos dessa prática estão por todo o Estado do Pará. Em Jardelândia, bairro de Ananideua que foi ocupado e seus moradores depois receberam seus títulos pelo mesmo governador que o auto-nomeou, tem uma escola com o nome de sua ex-esposa Elcione Barbalho, recentemente outra ocupação nasceu como o nome do "Filho do Homi": Helderlândia. A ex-Che Guevara do dia pra noite recebe o nome de Almir Grabriel. Algum em comum? Seguindo o exemplo, Jatene como uma de suas últimas ações como governador, assina seu título de professor-doutor em plena Almirante Barroso, causando naúseas em quem por alí passava, durou dois meses. Durou muito!

Natal dos temporários

Se você tiver a oportunidade de conhecer algum temporário que fora demitido este mês, perceberá o quanto é doloroso perder seu emprego depois de 15, 20 anos de serviço público contratado. Avaliando o impasse que a justiça causou com a obrigatoriedade aos governos estaduais, resta uma pergunta: não seria mais humano e politicamente correto demitir depois do fim-de-ano ??

Operação Mecenas

Nota Oficial
O Ministério da Cultura e a 'Operação Mecenas'
Na manhã desta terça-feira (6 de novembro), a Polícia Federal cumpriu cinco mandados de prisão e sete mandados de busca e apreensão, como parte do inquérito que apura irregularidades na tramitação de projetos postulantes aos recursos da Lei Rouanet, na chamada "Operação Mecenas". As investigações, pedidas pelo Ministério da Cultura a partir de uma denúncia, levaram à prisão uma servidora do MinC e mais quatro acusados, ligados a duas empresas de consultoria a projetos culturais. Ao longo dos últimos seis meses, a articulação e cooperação entre o MinC, a Controladoria Geral da União e a Polícia Federal foram essenciais para assegurar uma investigação minuciosa. O inquérito policial está sob segredo de Justiça. Porém, já podemos informar que o esquema irregular consistia no travamento da tramitação de projetos com maior potencial de captação de patrocínios e com valores mais elevados. A partir daí, integrantes das empresas G4 e Mecenas ofereciam seus "serviços" aos proponentes desses projetos, para assegurar a tramitação dos mesmos. Para isso, ainda segundo as investigações, contariam com a participação da servidora acusada. O Ministério da Cultura informa que as irregularidades atingiram 20 projetos, de um total de oito mil que tramitam anualmente no ministério. Isso, entretanto, não diminui a gravidade do fato. Caberá ao MinC instaurar o processo administrativo disciplinar para apurar as responsabilidades da servidora envolvida no caso, que terá assegurado o amplo direito de defesa. As providências, no âmbito criminal, estão a cargo da Polícia Federal. O Ministério da Cultura continua empenhado e atento para que todas as nossas atividades sejam pautadas pelos princípios constitucionais que regem a administração pública e pela ética que tem caracterizado nossa gestão. Esta postura republicana implica assegurar que todos os projetos postulantes aos recursos públicos oriundos do Fundo Nacional de Cultura ou de renúncia fiscal tramitem em condições de igualdade e em processos transparentes. O MinC reafirma sua determinação de investigar todos os indícios de atos ou fatos que possam comprometer o interesse público.
Brasília, 6 de novembro de 2007.
Ministério da Cultura