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sexta-feira, abril 11, 2008

As Falas do MST

Ontem (9/4), uma audiência pública em Parauapebas, no Pará, reuniu movimentos sociais do campo, garimpeiros funcionários da Vale e das empresas que a ela prestam serviços para denunciar crimes cometidos pela Vale na região.

Eles afirmam que a mineradora, além de submeter funcionários a condições degradantes de trabalho, causar problemas sociais e ambientais, desafia também ordens judiciais. Recentemente, funcionários da empresa moveram processos trabalhistas e ganharam na Justiça direito de indenização de R$ 109 milhões por danos morais. A Vale, porém, sem qualquer repreensão das autoridades, nega-se a cumprir a decisão judicial. Outros processos trabalhistas nem se quer foram julgados.

Para a integrante da coordenação nacional do MST, Maria Raimunda, a audiência foi boa. “Houve uma adesão muito grande da sociedade de Parauapebas” observou. Coma audiência, garantiu-se a constituição de uma agenda de debate e trabalho sobre as violações cometidas pela empresa. Dentre outras denúncias apresentadas na audiência estava também a condição imposta pela Vale aos garimpeiros de Serra Pelada, que perderam o domínio do território para a mineradora. Por conta do monopólio exercido pela Vale, os garimpeiros vivem em condição de estrema miséria, habitando terrenos alagadiços, desprovidos de saneamento básico. e convivendo com infestações de ratos. Serra Pelada é hoje o local com maior índice de hanseníase do país.

Vale usa MST para abafar protestos de seus funcionários e garimpeiros

Os garimpeiros estão em disputa pelo território e organizaram um acampamento às margens da Estrada de Ferro Carajás, que conta com 2 mil pessoas. O acampamento fica nas redondezas do assentamento Palmares 2.

Ontem também, funcionários da Vale e de empresas que a ela prestam serviços fecharam a entrada da Mina de Carajás. Eles protestam pelo cumprimento das determinações impostas à Vale por meio das ações trabalhistas e por melhores condições de trabalho.

Por conta desta ação, a Vale providenciou um pedido de prisão preventiva para lideranças do MST e garimpeiros, a quem acusa pelo fechamento da entrada da Mina, num claro ato persecutório.

As Falas das FARC

Em um comunicado divulgado nesta terça-feira, as FARC descartaram permitir que a missão médica francesa que se encontra em Bogotá, atenda à franco-colombiana Ingrid Betancourt. Asseguraram que a iniciativa não é produto de um acordo e representa “uma zombaria desalmada às expectativas dos familiares dos prisioneiros”. Comunicado do Secretariado do Estado Maior Central das FARC – EP sobre a missão médica francesa. Comunicado: 1. A liberação unilateral de cinco congressistas e uma ex-candidata à vice-presidência, ocorridas entre janeiro e fevereiro, foi antes de tudo um gesto de generosidade e vontade política das FARC, não de debilidade ou resultado de uma pressão, como equivocadamente afirma o governo do senhor Uribe. Tais liberações obedeceram a uma decisão soberana da insurgência das FARC estimulada pelo persistente trabalho humanitário do Presidente Hugo Chávez e da Senadora Piedad Córdoba. 2. Desde a última liberação unilateral de 27 de fevereiro estamos à espera do decreto presidencial ordenando a desocupação militar de Pradera e Florida para concretizar ali, com a garantia da presença guerrilheira, o acordo de troca humanitária. Os guerrilheiros presos nos cárceres da Colômbia e dos Estados Unidos são nossa prioridade. Rechaçamos a qualificação arranjada de crime político que pretende impedir que os guerrilheiros saiam das prisões. Não estamos reclamando a ninguém o status de refugiado, utilizado como nome camuflado do desterro e da institucionalização do delito de opinião. 3. Lamentamos profundamente que enquanto propiciamos fatos palpáveis em direção à troca de prisioneiros, o Presidente Uribe planejava e executava o ladino assassinato do comandante Raúl Reyes, ferindo de morte a esperança de intercâmbio humanitário e de paz. Quem ordena a seus generais o resgate militar a sangue e fogo, não quer a troca. Quem oferece milhões de dólares instando à deserção com prisioneiros, não está pelo intercâmbio. Isso é Uribe: o obstáculo principal e o inimigo número um da troca. Por isso aposta irresponsavelmente, todos os dias, no desenlace final. 4. Pelas mesmas razões exportas ao CICR em 17 de Janeiro, a missão médica francesa não é conveniente e muito menos quando não é resultado de um acordo, mas da má fé de Uribe diante do governo do Elíseo, e uma chacota desalmada contra as expectativas dos familiares dos prisioneiros. Não atuamos sob chantagens nem sob o impulso de campanhas de mídia. Se no começo do ano o Presidente Uribe tivesse desmilitarizado Pradera e Florida por 45 dias, tanto Ingrid Betancourt, como os militares e os guerrilheiros presos já haveriam recuperado sua liberdade, e seria a vitória de todos. Secretariado do Estado Mayor Central das FARC-EP Montanhas da Colombia, 4 de abril de 2008.

PÓLIS UNIVERSAL

As Falas da Pólis à partir de hoje, agregará no roll de sua abrangência, notícias, temas, artigos e fatos de todo e qualquer lugar do mundo e fora dele. A conclusão que chegou este postador foi motivada pelo silêncio imposto pelos meios de comunicação de massa, sobre problemas sérios que aflingem os povos pelo mundo à fora e a idéia de que Pólis é o lugar que existe em todos os lugares. Para iniciar, trouxe da fala de Eduardo Galeano, jornalista e escritor uruguaio, autor do clássico: As veias abertas da América Latina. Boa Leitura! Uma mentira Até há pouco os grandes media brindavam-nos, a cada dia, números alegres acerca da luta internacional contra a pobreza. A pobreza estava a bater em retirada, ainda que os pobres, mal informados, não soubessem da boa notícia. Os burocratas mais bem pagos do planeta estão a confessar, agora, que os mal informados eram eles. O Banco Mundial divulgou a actualização do seu International Comparison Program . Neste trabalho participaram, juntamente com o Banco Mundial, o Fundo Monetário Internacional, as Nações Unidas, a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económico e outras instituições filantrópicas. Ali os peritos corrigem alguns errozinhos dos relatórios anteriores. Entre outras coisas, ficamos a saber agora que os pobres mais pobres do mundo, os chamados "indigentes", somam 500 milhões mais do que os que apareciam nas estatísticas. Além disso, ficamos a saber que os países pobres são bastante mais pobres do que aquilo que diziam os numerozinhos e que a sua desgraça piorou enquanto o Banco Mundial lhes vendia a pílula da felicidade do mercado livre. E como se isso fosse pouco, verifica-se que a desigualdade universal entre pobres e ricos havia sido mal medida e à escala planetária o abismo é ainda mais fundo que o do Brasil. Outra mentira Ao mesmo tempo, um ex vice-presidente do Banco Mundial, Joseph Stiglitz, num trabalho conjunto com Linda Bilmes, investigou os custos da guerra do Iraque. O presidente George W. Bush havia anunciado que a guerra poderia custar, quando muito, 50 mil milhões de dólares, o que a primeira vista não parecia demasiado caro tratando-se da conquista de um país tão rico em petróleo. Eram números redondos, ou melhor, quadrados. A carnificina do Iraque dura há mais de cinco anos e, neste período, os Estados Unidos gastaram um milhão de milhões de dólares matando civis inocentes. A partir das nuvens, as bombas matam sem saber quem. Sob a mortalha de fumo, os mortos morrem sem saber porque. Aquele número de Bush chega para financiar apenas um trimestre de crimes e discursos. O número mentia, ao serviço desta guerra, nascida de uma mentira, que continua a mentir. E mais outra mentira Quando todo o mundo já sabia que no Iraque não havia mais armas de destruição maciça do que as que utilizavam os seus invasores, a guerra continuou, ainda que houvesses esquecido os seus pretextos. Então, a 14 de Dezembro do ano 2005, os jornalistas perguntar quantos iraquianos haviam morrido nos dois primeiros anos de guerra. E o presidente Bush falou do assunto pela primeira vez. Respondeu: — Uns 30 mil, mais ou menos. E a seguir fez uma piada, confirmando o seu sempre oportuno sentido do humor, e os jornalistas riram-se. No ano seguinte, reiterou o número. Não esclareceu que os 30 mil referiam-se aos civis iraquianos cuja morte havia aparecido nos diários. O número real era muito maior, como ele bem sabia, porque a maioria das mortes não se publica, e bem sabia também que entre as vítimas havia muitos velhos e crianças. Essa foi a única informação proporcionada pelo governo dos Estados Unidos sobre a prática do tiro ao alvo contra os civis iraquianos. O país invasor só faz contas, detalhadas, dos seus soldados caídos. Os demais são inimigos, ou danos colaterais que não merecem ser contados. E, em todo caso, contá-los poderia ser perigoso: essa montanha de cadáveres poderia causar má impressão. E uma verdade Bush vivia seus primeiros tempos na presidência quando, a 27 de Julho do ano 2001, perguntou aos seus compatriotas: — Podem vocês imaginar um país que não fosse capaz de cultivar alimentos suficientes para alimentar a sua população? Seria uma nação exposta a pressões internacionais. Seria uma nação vulnerável. E por isso, quando falamos da agricultura americana, na realidade falamos de uma questão de segurança nacional. Essa vez, o presidente não mentiu. Ele estava a defender os fabulosos subsídios que protegem o campo do seu país. "Agricultura americana" significava e significa "Agricultura dos Estados Unidos". Contudo, é o México, outro país americano, o que melhor ilustra os seus acertados conceitos. Desde que firmou o tratado de livre comércio com os Estados Unidos, o México já não cultiva alimentos suficientes para as necessidades da sua população, é uma nação exposta a pressões internacionais e é uma nação vulnerável, cuja segurança nacional corre grave perigo: - actualmente o México compra aos Estados Unidos 10 mil milhões de dólares de alimentos que poderia produzir; - os subsídios proteccionistas tornam impossível a competição; - por esse andar, daqui a pouco a tortillas mexicanas continuarão a ser mexicanas pelas bocas que as comem, mas não pelo milho que as faz, importado, subsidiado e transgénico; - o tratado havia prometido prosperidade comercial, mas a carne humana, camponeses arruinados que emigram, é o principal produto mexicano de exportação. Há países que sabem defender-se. São poucos. Por isso são ricos. Há outros países treinados para trabalhar para a sua própria perdição. São quase todos os demais. O original encontra-se em http://www.pagina12.com.ar/diario/contratapa/13-101340-2008-03-27.html Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ .

Hoje na História

"De pé ao meu lado encontram-se seis milhões de promotores" Faz 47 anos que teve início em Jerusalém, Israel, o julgamento do criminoso nazista Adolf Eichman, que fora o arquiteto da Solução Final, onde seis milhões de judeus foram exterminados. O promotor abriu o processo com a frase acima.

Quer Fazer Graça é?


"Há uma sequência de invasões à ferrovia. A Vale não tem nada a ver com o MST, com garimpeiros, com Eldorado dos Carajás ou com a reforma agrária. Eles têm que bater na Caixa Econômica Federal, no governo federal, no governo do Estado"

Roger Agnelli - diretor-presidente da Vale, ironicamente dizendo que a mineradora que foi roubada do povo brasileiro na gestão tucana de FHC nada tem haver com a exploração, a degradação ambiental e o modelo econômico perverso que mantém poucos muito ricos e muitos, muito pobres.

Ensaboa Mulata, Ensaboa..

Do Blog A Perereca da Visinha A Saída de Charles (3) Em função das cagadas da DS – e eu peço desculpas, data vênia, aos leitores, pelo palavreado... – amiga me pergunta qual o peso efetivo dessa tendência, no estado. Respondo: quase nenhum. Cerca de 80% do PT “pertencem” às tendências “PT pra Valer” e “Unidade na Luta”. Quer dizer: são, majoritariamente, sociais-democratas ou democratas-cristãos. Justos integrantes, nacionalmente, do chamado “Campo Majoritário”. Os restantes 20% estão pulverizados em umas dez tendências, socialistas/comunistas. A maior é a Ação Socialista, se não estou enganada, várias vezes maior que a DS. Quer dizer, a DS representa, na verdade, algo como 00000,1% do universo petista no estado e, possivelmente, no Brasil. Mas, no Pará – e só podia, mermo, ser neste Pará da Cabanagem... – a DS detém a governadora. Porque Ana é militante da DS e não é de agora. E o que é que isso significa? Bom, tenho tentado explicar aos companheiros tucanos, peemedebistas e a todos os que não estão habituados a essa “coletivização” do pensamento, que isso significa muito. Isso quer dizer, antes de mais nada, que Ana não pensa e nem “decide” per si, numa “coisa” isolada. A decisão é coletiva; o pensamento que emerge, majoritariamente, do grupo. Nada, enfim, tão diferente, do “coletivo” do PT. Sei que na política tradicional, eminentemente personalista, esse tipo de entendimento e de comportamento é difícil de digerir. Afinal, estamos habituamos a falar, bem ou mal, do prefeito, governador ou presidente fulano de tal, que faz o que bem lhe apetece, atirando “migalhas de decisão” ao grupo ao qual pertence. Mas, essa não é prática do PT. É certo que tem caciques. No PT pra Valer, em se tratando de Pará, o Zé Geraldo e o Ganzer; no Unidade na Luta, o Paulo Rocha e o Mário Cardoso. Mas, o caciquismo deles não foi obtido, simplesmente, na base do “fisiologístico” toma-la-dá-cá. No PT, é - ou era!... – preciso muito cuspe e militância para chegar a cacique... Era preciso discutir com o “companheiro” motorista... E ir pra rua, paramentado com chinelão, boné, camiseta e calça jeans, a defender a dona Maria e o seu José... Porque petista que é petista tem de exibir, no currículo, gastação de cuspe e muita, muita manifestação... E é esse pensamento democrático, coletivo, que precisamos entender. A minha xará não decidirá rigorosamente nada por ela mesma. Pode até gostar de alguém. Considerá-lo bacana, honesto, amigo, sincero... Mas, na hora do pega pra capar, tem de prevalecer o pensamento do grupo; o pensamento coletivo... Ana jamais “decidirá” nada; quem decidirá é a DS. E, depois da DS, a baixar o “centralismo democrático”, o PT. Tá certo? Tá errado? É bom? É mau? Não sei... Tenho minhas críticas ao “democratismo” do PT. Profundas, como se percebe. Mas, tenho de reconhecer que isso é, de fato, um avanço. Não vou discutir quem vota; com quem tenho de gastar meu suado cuspezinho, que isso é para umas trocentas grades... Mas, tenho de admitir que esse tipo de comportamento torna, ao menos, as decisões mais abrangentes (eh, eh, eh)... Puty foi inteligente. Não procurou ganhar as massas, os aliados. Talvez que até tenha disseminado, aqui e ali, algum veneno. Mas, ciente desse pensar petista, investiu no grupo. Que irá referendá-lo, afinal, como liderança, perante o partido e a coligação que sustenta o governo. Lamento que o faça, simplesmente, com base em mera cultura livresca. Puty é o típico representante dos quadros intelectuais das esquerdas – aqueles que leram toneladas de livros. Mas, que não têm nem noção de onde fica a Vila da Barca... Nunca distribuíram um mero panfleto. Naquele sol escaldante, que nos faz perguntar o que é que estamos a fazer da própria vida, afinal... Nunca viram a miséria; nunca tiveram um miserável a chorar no próprio ombro... Para ele, a vida é mera “experiência”, coisa kafkiana – nada tem a ver com a concretude da falta que faz um bocado de pão... Vejamos no que dará essa coisa do “todo poder” aos “santos”... Essa coisa do todo poder ao Puty... Mas, eu intuo que eles logo aprenderão que a política é feita, não por anjos. Mas, simplesmente, por seres humanos... FUUUIIIIII!!!!!!

He-Man fora do Castelo de Grayscow




No Quinta Emenda, uma análise prá lá de especuladora, mas gostosa de ler e reler. Uma forma aguda de avialiar, refletir sobre a saída de Mr. Johnson como o blog gostava de se referir ao chefe da casa civil.




Hábil, soube neste momento ser complacente e ao mesmo tempo viceral com o clã do governo e suas novas problemáticas, originadas com a chegada ao poder da outrora minúscula DS.


A Perereca da Visinha não perdoa e sua visão sobre o partido que governa (em coalizão) o Estado nos faz crêr que aqui se faz aqui se registra, e vai fundo também.


Blog pra que te quero?!





Em cima, um Palácio postado no Blog do Noblat para ilustrar o poder e seus delírios.