sábado, dezembro 31, 2011

Na virada, quem paga o pato é o contribuinte

No Facebook do Zé Carlos do PV.

Acabo de ler o jornal O Liberal do 31.12, o último de 2011, aquele que chega e encontra as pessoas com o espírito de paz, típico da virada do ano. Percebo que o Governo fez um bom investimento publicitário e de quebra, ainda determinou ao presidente da Assembléia Legislativa, a publicação de uma nota de meia página. O Jornal, em retribuição, presenteou o Governador com notas favoráveis nas colunas mais lidas e uma página de entrevista, onde ele responde o que quer responder e ainda tem o direito de interromper a pergunta da repórter, que, usando seu profissionalismo, anotou a grosseria.


A entrevista de Simão Jatene pode ser resumida assim: o Pará tem dois problemas, pobreza e desigualdade, Ana Júlia não os combateu porque não tinha gestão e ele, Jatene, não os combate porque falta dinheiro. Propõe mais justiça fiscal, que sabe não acontecerá; propõe um pacto federativo de difícil concretização. Acusa a classe política do Tapajós de ser a única responsável pelo clima de discórdia no Pará. Volta com a balela de que devemos nos unir, apesar da diferença, coisa que só vale quando ele está no comando.

Quanto à taxa de minério, Jatene disse que passou quatro anos pensando sobre o assunto enquanto estava fora do Governo, menosprezando a inteligência dos pobres mortais que sabem da contribuição intelectual decisiva do vice-governador sobre o assunto, mas que nem foi citado por Jatene.


Bom, para quem conhece política e o Pará, Jatene nada disse, enrolou, ensebou e levou todos no bico, mas com um ar de intelectual e com o beneplácito da grana de publicidade.

Feliz Ano Novo!

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