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terça-feira, março 12, 2019

18 anos depois de ser processado, Iran Lima é cassado e fica inelegível

Após 18 anos recorrendo contra condenação pela "Operação Sanguessuga", Iran Lima teve registro cassado e fica inelegível por 8 anos. 

Por Diógenes Brandão

O deputado estadual Iran Lima (MDB) acaba de receber uma péssima notícia. 

Por 6 votos contra 1, o parlamentar paraense teve o registro de sua candidatura cassado pelo TSE. Com isso, além de perder o mandato, a coligação "Esperança Renovada", formada pelo MDB, PSD e DC pode perder mais uma vaga na ALEPA, caso haja algum deputado eleito com a soma dos votos que Iran Lima obteve e que agora tornara-se nulos. 


Em Outubro de 2018, Iran Lima foi reeleito deputado estadual pelo MDB com quase 40 mil votos.  Hoje é o atual titular da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia, do governo de Helder Barbalho. Sua esposa é prefeita de Moju, cidade onde ele também já foi prefeito e de onde foi acusado de cometer crimes de improbidade administrativa, há 18 anos atrás.


Veja o print da decisão judicial:



Em Agosto e em Dezembro do ano passado, o blog Gazeta Miriense, explicava o que hoje acabou se consolidando, depois de 18 anos do deputado recorrendo e utilizando-se de diversos recursos na justiça:

Em longo voto o Ministro Edson Fachin pediu a cassação do registro de candidatura do ex-prefeito do Moju e hoje deputado, elencando gravidades e ilícitos que teriam sido detectados pelo TCU ao analisar a compra de 2 ambulâncias, alvos da Operação Sanguessuga.  

O caso nem chegou a ir a debate, pois o Ministro Admar Gonzaga pediu vista para preparar seu voto.  E assim, provavelmente não haverá impedimento para que Iran Lima possa ser diplomado como Deputado Estadual no próximo dia 18 de dezembro, conforme programação do TRE do Pará. E no dia 20 de dezembro inicia o recesso da Justiça Eleitoral.  

Já se aposta que o caso fique para 2019.  O primeiro suplente do MDB é Ozório Juvenil, mas se Iran Lima for cassado os votos não serão contabilizados ao partido e um novo cálculo pode alterar o resultado do pleito.  

Há quem diga que Alfredo Costa (PT), que disputou as eleições pela coligação e obteve 25.004 votos pode acabar tornando-se o detentor da vaga deixada por Iran Lima na ALEPA e não Ozório Juvenil  - primeiro suplente na coligação de Iran- como muitos imaginam. 

Quem assume a cadeira na ALEPA, ainda é uma incógnita. Tudo depende da recontagem dos votos que foram anulados pela derrota de Iran Lima nos tribunais.