quarta-feira, abril 01, 2020

Edmilson Rodrigues cobra Bolsonaro, mas isenta Barbalho

Edmilson Rodrigues tenta pela quinta vez se eleger prefeito de Belém, o que conseguiu por duas vezes.

Por Diógenes Brandão


O deputado federal Edmilson Rodrigues PSOL) é um dos mais ativos, entre os 17 parlamentares da bancada paraense na Câmara Federal, sobretudo em discursos no plenário e nas comissões que participa.

Grande orador, professor da rede estadual, tornou-se sindicalista, chegando a ser preso em passeatas realizadas pelas ruas de Belém, onde se destacava pelo discurso inflamado e a verve que sempre impôs em suas retóricas.

Em um protesto em frente ao Palácio do Governo, quando Hélio Gueiros era o hóspede de plantão, Edmilson Rodrigues, já considerado persona non grata pelo governador, também conhecido como Papudinho, foi retirado à força do lugar, e em um ato de fúria mordeu a mão do coronel Arruda, que comandava a tropa da PM.

 Acabou eleito deputado estadual e prefeito de Belém por duas vezes e derrotado por mais duas.

Agora Ed50, nome adotado pelo marketing eleitoral tenta convencer seu partido a impor uma unidade em torno do seu nome, mesmo sabendo que existem outros que querem a oportunidade democrática de também serem testados nas urnas. Em paralelo, Edmilson busca partidos como o PT, PCdoB, PCB, PSTU, PDT e outros no campo da esquerda paraense para o apoiarem pela quinta vez na disputa pela prefeitura de Belém.

Para tanto, Edmilson mantém o discurso afiado contra o governo Bolsonaro e agora cobra o amento do auxílio emergencial de R$ 600 reais aprovado pelo senado e que deve ser pago pelo governo federal, o mais rápido possível, ao milhões de trabalhadores informais do país.

Edmilson também não poupa o atual prefeito de Belém e para quem perdeu as duas últimas eleições. São críticas frequentes e contundentes.

Até aí tudo bem. Nada estranho.

No entanto, o pagamento do Piso Nacional da Educação, as eleições para direção das escolas da rede pública estadual e todas as bandeiras históricas dos que, além dos professores, lutam e que confiaram nas promessas e no comprimento da "Carta Compromisso", que o SINTEPP fez aos dois candidatos que concorreram o segundo turno das últimas eleições, Marico Miranda (DEM) e Helder Barbalho (MDB), que por sua vez foi eleito e segue empurrando tudo com a barriga ao longos destes 15 meses.

Os seus colegas trabalhadores da educação querem saber, deputado: Assim como você cobra do Bolsonaro, aquilo que é de direito, quando é que vais romper esse pacto de submissão e passar a cobrar do governador Helder Barbalho, as iniciativas e tomadas de decisão politica que dele dependem para que os servidores publicos do Pará também sejam representados pela tua voz?

Um comentário:

  1. HELIO GUEIROS QUE SAUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUDADE

    ResponderExcluir

O que motiva a "cutucada" do jornal OLiberal no secretário de Educação do Pará?

Nota do Repórter 70, do jornal OLiberal, 08.07.2026 Há momentos em que uma pequena nota publicada em uma tradicional coluna política diz mu...