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sexta-feira, março 27, 2020

Pagamento da dívida das empresas dos Barbalho ajudaria muito

Cercado do pai e da mãe, ambos acionistas de empresas que acumulam dívidas milionárias junto aos cofres públicos da União, o governador do Pará ri, por talvez saber, que mesmo diante uma Pandemia, que ele diz buscar recursos para poder enfrentá-la, cobra do governo federal, um dinheiro que poderia ter nos cofres públicos, caso pagassem seus impostos.

Por Diógenes Brandão

Tanto este blog, quanto o portal Amazon Live vêm publicando matérias sobre a queda de braço que está sendo travada entre o governador Helder Barbalho e o presidente Jair Bolsonaro, na polêmica questão sobre as medidas antagônicas adotadas por seus governos.

O clima já vinha esquentando desde quando Jair Bolsonaro criticou a decisão dos governadores, em adotarem medidas drásticas, como a publicação de decretos governamentais ordenando o fechamento de aeroportos, fronteiras entre os estados, assim como a suspensão do funcionamento de escolas, shoppings, bares, restaurantes, entre outros estabelecimentos comerciais, para evitar aglomerações que facilitam o contágio do Coronavírus. 

Na terça-feira, 24, a fanpage deste blog publicou o vídeo com o depoimento do presidente Jair Bolsonaro, exibido em cadeia nacional e o portal Amazon Live divulgou a nota do governador Helder Barbalho sobre o vídeo. 

Hoje, o portal retoma o assunto por causa do novo vídeo que Helder Barbalho gravou, direcionando propostas ao presidente, com cobranças para que ele utilize 180 bilhões de reais das reservas federais do tesouro nacional, para ajudar na renda dos mais pobres.

Bolsonaro não respondeu até agora, pois prioriza o embate com outro governador mais forte e de destaque nacional, João Dória, de São Paulo. Sobre ele, comentarei em outra postagem, pois nessa tenho outra consideração a fazer.

Que tal os chefes da família Barbalho, o pai e a mãe do governador Helder, pagarem o que devem ao INSS, num total de 253,2 milhões de Reais?



Leia aqui

Para quem não lembra, a imprensa nacional divulgou o valor que políticos como Jader e Elcione devem através da sonegação de impostos, uma fortuna milionária.

Leia também: Temer perdoa dívida de Jader e Elcione Barbalho: R$ 64,4 milhões em impostos

Com essa polpuda grana já daria pra pagar pelo menos 83 mil trabalhadores, que estão sem renda no momento, num valor de 1 mil reais por mês, durante três meses, conforme  proposta do governador Helder Barbalho ao presidente Bolsonaro.  

Será que o senador Jader Barbalho e a deputada Elcione Barbalho topam pagar o que devem? 

Com certeza seria uma boa ajuda, né?

Quem sabe o governador não leva essa proposta pra dentro de casa?!

Helder e o Irmão, Jader Barbalho Filho, atual presidente do MDB paraense, são sócios minoritários das empresas e a dívida em nome dos pais, Jader e Elcione Barbalho, corresponde a tudo que o grupo familiar deve, incluindo aí o jornal Diário do Pará e as emissoras de rádio e TV, da RBA.

Ou seja, o governador do Pará é sócio das empresas que devem uma fortuna para a União, e agora vem cobrar que o presidente use as reservas do tesouro nacional, ao invés de pagar o que deve e pedir que esse dinheiro seja devolvido ao povo paraense.

Seria uma boa, não acham?



Maria do Carmo (PT) volta à cena e pode concorrer com Helder Barbalho em 2022

Maria do Carmo será a principal candidata do PT nas eleições municipais do Pará. Amiga de Lula, a ex-deputada e ex-prefeita pode se tornar a principal adversária de Helder Barbalho, nas eleições de 2022.


Por Diógenes Brandão

O procurador-geral de Justiça do Pará, Gilberto Martins, publicou no DOE (Diário Oficial do Estado), a aposentadoria voluntária de Maria do Carmo, promotora de Justiça, ex-deputada estadual e ex-prefeita de Santarém por dois mandatos. 

Maria atualmente lídera todas as últimas pesquisas realizadas no seu  município e deve se refiliar ao PT e neste partido disputar a prefeitura de Santarém pela quinta vez. 



Maria do Carmo é muito amiga do ex-presidente Lula, tendo iniciado sua carreira política disputando a prefeitura de Santarém em 1996, mas não foi eleita. Em 1998 conseguiu ser eleita deputada estadual. Em 2000 disputou pela segunda vez a prefeitura de Santarém, mas não se elegeu.

Em 2002 concorreu ao governo do Pará com os candidatos: Ademir Andrade (PSB), Rubens Brito (PMDB), Hildegardo Nunes (PTB), Cleiton Coffy (PSTU) e Simão Jatene (PSDB).

No primeiro turno começou a disputa atrás dos principais adversários, mas cresceu de forma surpreendente e chegou ao segundo turno com 863.780 votos (34,49%) contra Simão Jatene (PSDB) que obteve 725.473 votos (28,97%).

No segundo turno, o tucano Simão Jatene acabou eleito com 51,72% dos votos válidos, contra 48,28% de Maria, que chegou a liderar todas as pesquisas de intenção de voto, mas a máquina do Estado conseguiu levar Simão Jatene à vitória, com grande ajuda do então Governador Almir Gabriel (PSDB).

Já em 2004 foi eleita prefeita de Santarém com 45,16% dos votos sobre os candidatos Alexandre Von (PL) que ficou com 37,15% dos votos e Antônio Rocha (PMDB) com 17,68%, tornando-se a primeira mulher a governar a cidade. Foi reeleita em 2008 com 52,81% dos votos válidos, derrotando o ex-prefeito e então Deputado Federal Lira Maia. 

O segundo mandato foi questionado pelo candidato derrotado, que alegou Maria do Carmo, por ser promotora pública, estava impedida pela Emenda Constitucional 45/2004 de disputar cargos eletivos. O caso foi julgado pelo Supremo Tribunal Federal, que, por maioria de votos (6 a 4), decidiu que a promotora de justiça licenciada poderia exercer o cargo de prefeita de Santarém, mesmo diante de determinação constitucional que veda o exercício de atividade político-partidária por integrante do Ministério Público.

Votaram assim os ministros Eros Grau, Marco Aurélio Mello, Carlos Ayres Britto, Cármen Lúcia, Ricardo Lewandowski e Gilmar Mendes.

Maria é formada em direito pela UFPA e foi eleita deputada estadual em 1998 e em 2004 foi eleita prefeita de Santarém, quando obteve 45,16% dos votos sobre os candidatos Alexandre Von (PL) que ficou com 37,15% dos votos e Antônio Rocha (PMDB) com 17,68%, tornando-se a primeira mulher a governar a cidade. Foi reeleita em 2008 com 52,81% dos votos válidos, derrotando o ex-prefeito e então Deputado Federal Lira Maia.

Maria deve reunir o PT e aliados e tornar-se a principal candidata do partido nas eleições no estado do Pará, não importando os planos de Helder Barbalho em Santarém, um dos principais municípios em que o governador e seu partido querem eleger os seus prefeitos para ampliar a hegemonia política da família que já governa o Estado e tem o MDB como o maior e mais poderoso partido.

Eleita prefeita nas próximas eleições, Maria do Carmo torna-se uma forte candidata à sucessão de Helder em 2022 e isso deve incomodar bastante as articulações da aliança entre o PT e o MDB no Pará.

"Ela entrou no MPPA (Ministério Público do Pará) em agosto de 1990. Atuou nesses 30 anos de serviço nas comarcas de Oriximiná, Faro, Terra Santa, Santarém e, por último, em Belém, onde reside atualmente", informou em primeira mão, o blog do Jeso.