terça-feira, março 16, 2010

Falou e disse!

"O Governo também adquire áreas ou cede áreas p/ Minha Casa M Vida, como o Icuí, que abrigará 1500 resid p/ famílias mais carentes"
Governadora Ana Júlia em seu twitter confirmando que está empenhada em destinar a área que hoje é ocupada pela granja icuí para fins de moradia de interesse social, afim de reduzir o déficit habitacional do município de Ananindeua, onde o prefeito faz "populismo" em prol de um falso dilema entre designar a área para abrigar pólos universitários ou para residências populares.

As Falas das Cidades

LACRANDO AS FENDAS COM ANANIN
Por Alcir Matos.
"Fica muito difícil acreditar na pureza de propósitos democráticos do atual alcaide de Ananindeua, quando posta em seu blog veementes discursos contra a intenção do Governo do Estado em destinar a área de sua granja no município para a construção de mais 1.500 casas para famílias com renda de até 3 salários mínimos, tentando fazer uma falsa polêmica entre o que seria mais importante para a população: a educação ou a moradia, como se fossem políticas absolutamente distintas e profundamente antagônicas. Numa postura de quem, do alto da pirâmide do “poder” ainda não aprendeu a horizontalidade das necessidades de quem está na base social".
Alcir Matos Conselheiro Nacional das Cidades e coordenador da União Nacional por Moradia Popular. Leia mais no blog Ananindeua debates

domingo, março 14, 2010

Pará é destaque em Brasília durante a II CNC

Do site do Ministério da Cultura

Conferência Magna

Criatividade brasileira embeleza a abertura dos trabalhos da II CNC, em Brasília

Na manhã desta sexta-feira, 12 de março, a capacidade criativa do brasileiro coloriu o auditório do Centro de Eventos e Convenções Brasil 21, em Brasília, momentos antes da abertura da Conferência Magna: Cultura, Diversidade, Cidadania e Desenvolvimento, proferida pelo professor português Antônio Pinto Ribeiro na II Conferência Nacional de Cultura.

Tão logo o moderador João Batista Ribeiro Filho anunciou o nome do conferencista para iniciar a sua palestra, integrantes do grupo Ação Griô Nacional, sediada em Lençóis, na Bahia, entraram cantando, fazendo o que chamam de ‘cortejo griô’, com a seguinte saudação: “Ô lua nova, cadê a lua cheia? Os griôs já estão chegando para abrir a sua aldeia”. Uma mensagem de alegria, de boas-novas, com muita originalidade.

Essa riqueza da diversidade cultural brasileira - mostrada na prática, ali dentro do auditório lotado - foi mencionada por Pinto Ribeiro, que tem formação acadêmica nas áreas de Filosofia, Ciências da Comunicação e Estudos Culturais, com prática de Programação Artística e de Gestão Cultural. “Nós vivemos num tempo em que é preciso rever tudo. Um ministério cultural não pode ser só um ministério das artes, mas também da cidadania”, enfatizou o professor.

Segundo o conferencista, a Cultura é um termo abstrato, com o qual pode-se dizer muito ou nada. Destacou a questão do multiculturalismo e expôs a realidade da atual expansão cultural, por meio da multiplicação das bienais de arte, da arquitetura que se transformou em “algo sensacional” e do trabalho digital que “está por todo o lado”.

Entrevista

Numa breve entrevista, o catedrático português falou da importância de os públicos serem subsidiados, e não somente os produtores. Explicou a questão: “A atividade cultural deve ser equiparada, por exemplo, à saúde ou à educação. Em muitos países, o dinheiro gasto com essas duas áreas é deduzido dos impostos. Então, a exemplo do que acontece nesses setores, poderia haver dedução de parte das despesas com cultura, o que deixaria as pessoas mais dispostas, mais satisfeitas, já que poderiam deduzir os seus gastos, e com isso pode-se construir mais cultura”.

“Estou absolutamente maravilhado com a realização da II Conferência Nacional de Cultura”, comentou. Para Pinto Ribeiro, vão surgir durante os debates diferentes pontos de vista, alguns até vão entrar em colisão, mas o público está tendo a oportunidade de fazer o diagnóstico da virada cultural no Brasil. “E isso é fantástico”, destacou entusiasmado.

(Texto: Gláucia Ribeiro Lira) (Fotos: Pedro França) (Comunicação Social/MinC)

terça-feira, março 09, 2010

Heranças à Esquerda 26

O marxismo ocidental 8: Michel Foucault

Do Blog Hupomnemata

A herança que Michel Foucault lega à esquerda é um instrumental corrosivo com o qual se pode desmontar as segundas e terceiras intenções dos homens, grupos, classes e, mais que isso, talvez: também as intenções inconscientes de todos esses agentes. Tudo no mundo, segundo Foucault, é uma relação intrincada de poder. Sobretudo o saber, ou seja, o conjunto de falas, enunciadas ou não - não importa - evidentes ou não, mais fechadas ou mais abertas, que atravessam as relações sociais.
Em Foucault, o poder é a relação que controla e domina. Uma relação nem sempre funcional, clara ou consciente. Mas, em todo caso, o poder de impor a verdade. E também a realidade. Conquistar a subjetividade do sujeito, é esse o verdadeiro jogo do poder. O poder é a capacidade de comunicar a sua verdade, pois, como disse Nietszche, não há acontecimentos, há apenas interpretações.
E por que isso é uma herança à esquerda? Porque a esquerda é denúncia, é desvelamento, é desconstrução. Esse é o espírito da esquerda, a essência da esquerda. E aí reside a herança de Foucault. Na primeira parte da sua obra, durante os anos 1960, ele produz uma arqueologia de algumas das grandes formações discursivas do ocidente, como a loucura, a clínica e o significado das palavras que, metodologicamente falando, acabam por constituir esse instrumental corrosivo. Lá onde tudo eram pontos pacíficos, coisas tidas como certas, para lá Foucault volta-se e, como se o seu olhar fossem faróis e como se as coisas fossem sombras, lá o mundo começa a se desfazer. Arqueologia é escavar as sucessivas camadas de significados e ver como eles somam-se, simplesmente, para dissimular um embate de poder.
Numa segunda parte, ao longo dos anos 70, esse procedimento arqueológico foi substituído, ou melhor, acrescido, de uma prática que ele próprio chamou de genealógica. Tratava-se de relacionar os significados entre si, indagando sobre as relações de poder que se formam com as suas assimetrias. E, indo além, perceber como essas relações de poder abrem fissuras, microespaços, bioespaços, que se vão transformando em micropolíticas, em biopoderes... noções refinadas, que permitem o aparecimento de novas estratégias críticas, que permitem toda a reflexão pós-moderna, que permitem que muitos dos mitos da esquerda também sejam questionados, derrotados, superados...
A herança de Foucault renova a esquerda não apenas porque consiste num instrumental de denúncia da eterna dissimulação do poder mas, também, porque permite um instrumental novo para a autocrítica do poder que a própria esquerda deseja, simula e, ela também, nós também, dissimula, dissimulamos.

domingo, março 07, 2010

Diálogo sobre os empréstimos ao povo Pará

A história tem contribuído para esclarecer e informar aos homens a configuração da sociedade e seu movimento. Assim, antes de uma análise precipitada da realidade sobre o empréstimo a ser colocado em pauta de votação na ALEPA é prudente que se recorra aos fatos antecedentes que marcam a história do povo do Pará resultante da irresponsabilidade política de governantes e parlamentares que ocuparam a o Poder Executivo e Legislativo resultando na produção de um quadro de restrição e ausência do exercício da cidadania. Após três anos de intensos estudos da realidade paraense, o governo petista posiciona-se em favor da busca de recursos financeiros para resgatar a cidadania das classes populares, que por décadas foi usada como massa de manobra por parlamentares e governantes inescrupulosos defensores dos interesses de grupos minoritários que controlam os meios de produção neste imenso Estado. Construir um Estado decente, com direitos assegurados a todos os cidadãos é o mote do governo petista, e a prova incontestável dessa lógica, pode ser observada durante os três anos de governo que vem resgatando a cidadania e adotando como estratégia a valorização do social e secundariamente o econômico. Os governos que passaram no Estado do Pará ocorreram no equivoco de que priorizar o econômico apontando para o social como conseqüência do desenvolvimento do primeiro, não conseguiu mudar a cara de Estado, mas apenas elevou a miséria, a dependência, e a perda da dignidade e da auto-estima das classes populares. É hora do povo do Pará dizer sim a proposta de mudança no modelo de desenvolvimento que vem sendo protagonizado pelo governo popular, e que o empréstimo para continuidade do avanço do Estado do Pará seja o elemento aglutinador de novos horizontes para a sociedade paraense como um todo. Newton Pereira é professor, advogado, aluno do mestrado em Teoria Geral do Direito e do Estado.

Milícia digital de Ananindeua ataca 3º portal de notícias mais lido no Pará

  Criado em setembro de 2023, o portal de notícias Estado do Pará Online já foi alvo de alguns ataques cibernéticos como o de hoje, uma hora...