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segunda-feira, junho 20, 2011

Bye, bye Ver-o-peso



Por José Varella*

Nossa sociedade belenense é bem esquizofrênica, não? O tal "cartão postal" quem é que vai lá e curte de verdade? Além de nunca ter grana para conservar de verdade, quando alguém fala em revitalizar com funções contemporâneas levanta-se uma onda de "defensores" das sagradas tradições do Ver O Peso
que incluem a fedendina da pedra e da doca, o pitiú de peixe "fresco" e os indefectíveis urubus que vão, inclusive, fazer suas "necessidades" sobre os transuentes da praça Pedro II...
 
Ora, ninguém em sã consciência é contra urubus: contanto que eles vivam na natureza, mas urubu no espaço urbano é indicador de que há algo de pobre no reino da prefeitura.
 
Vamos para mais uma rodada de eleições para a prefeitura e a câmara de vereadores e o Ver O Peso é tabu com a máfia do urubu.

Será que não aparece um candidato com projeto de aposentadoria de urubu do cargo de gari do Ver O Peso?

Simples. Tirando a causa de atração dos urubus eles, mais inteligentes dos que certos eleitores e seus eleitos; irão cantar noutra frequesia.
 
Agora que o mercado Bolonha está prestes a ser reinaugurado, precisa que o mercado de ferro passe por reforma em regra para NÃO VOLTAR MAIS A VENDER PEIXE em espécie...

A exemplo do mercado de "ciudad vieja" de Montevideu (Uruguai), o nosso mercado de ferro poderá se tornar um centro comercial de gastronomia popular, notadamente o peixe frito em azeite de patuá tradicional.

Claro que a função de turismo se reforçará. Visto que, na atualidade, a rede de suspermercados e feiras de bairros tirou do Ver O Peso sua antiga função de abastecimento da cidade. Com a reforma do mercado de peixe para venda de pratos a base de peixe e mariscos, o mercado Bolonha mereceria também substituir a venda de "carne verde" por churrasco de búfalo, principalmente.

Cuidando o órgão oficial de turismo de Belém de fechar parceria com a PARATUR e EMBRATUR para promover o turismo gastronômico.

Haja economista da nova economia para demonstrar, na "ponta do lápis", os números possíveis da REVITALIZAÇÃO em comparação ao feijão com arroz na paisagem com urubu.

* José Varella escreve nos:

http://resistenciamarajoara.blogspot.com/