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sexta-feira, abril 25, 2014

As pedras no caminho da corrida eleitoral no Pará - Parte II

Campos reúne-se com o governador Simão Jatene no Pará, mas não fecha nada com o PSDB.
A foto é da Agência Pará que sempre sede "gentilmente" os registros pras capas do jornal OLiberal.

A visita do presidenciável Eduardo Campos (PSB-PE) à Belém do Pará mexeu com a cabeça de líderes de vários partidos que ainda estudam a complexa e emaranhada conjuntura política, onde há muitas pedras no caminho da corrida eleitoral no Pará.

Candidato do PSB ao planalto e terceiro colocado na disputa nacional, segundo as últimas pesquisas realizada pelo Brasil, Campos deu entrevista coletiva à imprensa ainda no aeroporto, onde desembarcou de um voo particular, almoçou com empresários na Federação das Indústrias do Pará - FIEPA, visitou o sistema RBA de comunicação e conversou com o governador Simão Jatene, candidato à reeleição pelo PSDB, o qual ainda tem o PSB como partido de sua base no Estado. 

Já no fim da tarde, Campos participou de um encontro no Centro de Convenções da Amazônia, o Hangar onde reuniu diversas lideranças do PSB e de outros partidos, entre eles, o ex-prefeito de Belém, Duciomar Costa (PTB), que junto com o deputado Estadual Cássio Andrade (PSB) e do vereador Ademir Andrade, presidente do PSB no Estado, conversaram sobre a possibilidade de uma aliança local entre os partidos.

Eduardo Campos deixou Belém sabendo que já há uma maioria do PSB paraense defendendo que o partido não apoie o PSDB e nem o PMDB nas eleições de Outubro e assim opte pelo lançamento de uma terceira via no Estado.



PSB estuda a possibilidade de deixar a base de Jatene e apoiar Dudu ao governo do Estado.
Foto de João Ricardo Amaral, fotógrafo amador.
O tabuleiro local.

O governador Simão Jatene que tem como vice Helenilson Pontes, do PSD, concorrerá à reeleição e nacionalmente terá que apoiar o candidato do PSDB, Aécio Neves à presidência. No campo adversário, está o PMDB numa aliança com o PT, com a pré-candidatura de Helder Barbalho ao governo e de Paulo Rocha ao senado, formado assim até agora o único palanque da presidenta Dilma no Estado.

No entanto, o jornal Diário de Pernambuco em uma matéria que antecedeu a visita de Eduardo Campos ao Pará, afirmou que na avaliação dos socialistas paraenses, a disputa entre os dois candidatos ao governo, Helder pelo PMDB e Jatene pelo PSDB, é equilibrada. "Os dois têm uma rejeição muito alta", disse o presidente estadual do PSB, Ademir Andrade que acredita que o lançamento de um outro nome para a disputa estadual, poderia levar a eleição paraense para o segundo turno. 

Segundo Ademir Andrade, o nome do partido para concorrer ao cargo seria o deputado estadual Sidney Rosa. "Ele é muito bem avaliado", assegurou. Em mantendo o apoio ao governador Simão Jatene, o PSB poderia ocupar a vaga ao Senado também com Sidney, mas o PSB ainda vai definir se permanece na base de apoio do governador Simão Jatene (PSDB) ou se lança candidatura própria. A decisão deverá ser tomada até o fim de maio.

A candidatura de Duciomar Costa.

Vale lembrar que Duciomar visitou o Diretório Nacional do PTB, em Brasília, no começo de Abril e recebeu apoio dos dirigentes do partido para concorrer ao pleito estadual, entre eles, do presidente nacional de sua legenda, Benito Gama, que já declarou que o Partido estará com Dilma em sua reeleição e ao ser indagado pelo jornal Folha de São Paulo se haveria chance de recuo, foi enfático: "não, não há chance".

O presidente do PTB-PA, deputado federal Josué Bengtson, também apoiou o projeto de Duciomar, e solicitou que o pré-candidato desse início, imediatamente, às conversas com líderes no Estado a fim de consolidar sua campanha eleitoral.

Jatene mais fraco e Dilma com dois palanques.

Em conversas com cientistas políticos e lideranças bem informadas, foi unânime a percepção de caso seja confirmada a tese levantada por este blog, não sobra dúvidas de que Simão Jatene perderá ainda mais força do que já cogitava, por ter uma base repleta de disputas e por ser composta por partidos que também estão na base do governo Dilma,  o que deixa o atual governador ainda mais fragilizado com uma candidatura dentro de sua base.

Já a aliança PT/PMDB pode ter problemas ao ter que dividir Dilma em um possível segundo palanque do PTB de Duciomar Costa no Pará, já que além da forte rejeição que o nome de Helder Barbalho mantém na base petista, o mesmo não consegue reagir aos ataques oriundos do estigma que recai em seu sobrenome, o qual pesa mais do que o insucesso de sua tentativa frustrada de eleger um sucessor em Ananindeua, município que é o segundo maior colégio eleitoral do Pará, onde ele foi prefeito por duas vezes, mas deixou o cargo com uma rejeição alta e que ainda se mantém, segundo alguns pesquisadores que não divulgam pesquisas que são realizadas desde então.