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terça-feira, março 17, 2015

A direita tira a máscara, a Globo incentiva resto e a esquerda faz o quê?




































Por Diógenes Brandão

Este domingo sem dúvida ficará registrado.

Assim como o dia 15/03 de outros anos, outros eventos também já haviam registrado fatos marcantes da história brasileira.

A coincidência (?) é quem todos tinham alguma relação com a ditadura militar.

E ontem foi um dia intenso de percepção e interpretação das informações que a grande mídia e as pessoas manifestaram, tanto nas ruas, como nas mídias digitais, com destaque para o Facebook, o Twitter e o Whatsapp. 

Por internet, ou pela PT pudemos ver um pouco de tudo.

Do lado direito, manifestantes pedindo a intervenção militar, ofensas do pior tipo, tais como aquela que surgiu na copa, onde a televisão deveria não permitir as crianças assistirem de dia, como: "Ei Dilma, vai tomar no ** e defendendo até a morte da presidente Dilma, do ex-presidente Lula, dos filiados ao PT, além de frases contraditórias misturando a palavra "democracia", com "ditadura".

A percepção sobre a cobertura jornalística da grande mídia, com destaque à rede Globo é de que houve um investimento pesado na mobilização dos seus telespectadores.

E não foi nada discreta.

Trocaram o jornalismo por propaganda do evento. Marketing puro.

Cinegrafistas e editores trabalhando em real time, amparavam os comentaristas espalhados pelas empresas de televisão afiliadas da poderosa rede globo e não disfarçavam o incentivo para que as pessoas saíssem às ruas, pois segundo os jornalistas, estava tendo uma manifestação "pacífica", "ordeira", com segurança da PM, que garantiam até momentos de descontração de famílias, até com crianças (Sic).

O resultado não poderia ser outro: Pessoas saíram às ruas em algumas das principais capitais brasileiras, não de todas, e atenderam o chamado de criticar apenas o PT e o governo federal.

Lá, a responsabilidade da lógica capitalista, da justiça, dos governadores e prefeitos foi esquecida.

Tudo virou "culpa da Dilma e do PT".

Mas sobra pra socialistas, comunistas, anarquistas, centristas e até grevistas!

Esperar que o golpe em curso seja concretizado e aceitar ou simplesmente não se posicionar-se sobre o que aconteceu neste domingão, é deprimente. Urge a necessidade da unidade política dos setores progressistas como um todo, para organizar e estruturar as ações que deverão ser realizadas daqui em diante.

Precisamos cobrar e ajudar que isso se realize, sob pena de registrarmos nossa omissão histórica. 

Não é de hoje que intelectuais, jornalistas, blogueiros e ativistas digitais alertam a sociedade sobre o risco de transformarmos o debate político partidário em uma arena de guerra e selvageria. 

A turma que organizou essa manifestação não tem moral e nem passado limpo pra criticar desse jeito este governo, que pode não ser perfeito, mas foi o melhor que o Brasil já teve. 

Veja os números e compare qualquer índice, seja ele social ou econômico. Se quiser entender como a mídia é manipuladora e faz com que acreditem em tudo que dizem, pesquise sobre a palavra corrupção e compare o que este governo fez para combatê-la e perceberás que nunca um governo fez tanto para tentar remover esse câncer da sociedade brasileira. 

Apesar de ter casos onde petistas, (claro, o partido é enorme e temos corruptos nas igrejas, empresas e qualquer outra instituição) estão envolvidos em desvios éticos e corrupção, mas no geral é o governo que menos houve casos desta praga que chegou no Brasil em 1500 e até hoje persiste. Não surgiu agora, como tentam te fazer acreditar.

Se eu fosse dirigente de um partido de esquerda ou de uma central sindical, não deixaria de dialogar e de organizar um levante e ocupação das ruas, com trabalhadores do campo e da cidade.