Pesquise

Carregando...

domingo, março 12, 2017

O Liberal especula e erra feio sobre futuro do PT no Pará


Sem nenhuma checagem junto aos citados, notícia plantada em O Liberal é desmentida pela personagem citada.

Por Diógenes Brandão

De forma atabalhoada e sem nenhum critério jornalístico, o jornalista Ronaldo Brasiliense, colunista do jornal O Liberal, usou trechos de uma publicação deste blog, para afirmar sem nenhuma confirmação da mesma, que a secretária geral do PT-PA, Karol Cavalcante "está sendo indicada por várias correntes para disputar a presidência regional do PT".

Em uma afirmação do jornalista, que atua no jornal da família Maiorana, mantenedora do Jornal O Liberal, Karol Cavalcante tem seu nome trocado pelo de "Kátia". Como diz o filósofo Luiz Eduardo Anaice: Tem que haver seleção!

A dirigente petista usou suas redes sociais para esclarecer a falsa notícia:


O erro grosseiro faz parte do manual de jornalismo marrom praticado por Brasiliense, também conhecido por Totó do Orly, descoberto com um dos mensaleiros do PSDB no Pará e recentemente condenado pela justiça por atacar Helder, o principal adversário dos tucanos no Pará e herdeiro da RBA - império midiático que concorre com as ORMs, império que disputa de forma visceral as verbas públicas do Estado e prefeituras paraenses.

A verdade é que Karol vinha sendo indicada por seu grupo interno, a DS - Democracia Socialista, mas Cláudio Puty, tutor da DS, abriu mão de travar a disputa com o antigo campo majoritário do PT, hoje denominado CNB - Construindo um Novo Brasil, que no Pará reúne as tendências de Paulo Rocha (Unidade na Luta); de Beto Faro e Carlos Bordalo (Articulação Socialista) e a de Zé Geraldo e Airton Faleiro (CNP - Construindo um Novo Pará), que indicam João Batista como presidente do PT no Pará. 

Como parte do acordo político, a DS (que nacionalmente faz parte da Mensagem ao Partido, bloco de oposição ao grupo que dirige há quase 4 décadas o PT), abandona a tese do MUDA PT, em troca vai permanecer com suas duas (02) vagas no Diretório Estadual, omitindo-se junto a MS - Militância Socialista, o MPT - Movimento PT e demais tendências minoritárias, de travar o debate sobre os erros, problemas e rumos do partido no Pará, satisfazendo assim o senador Paulo Rocha e o deputado federal Beto Faro, que mantém seus indicados na SUDAM de Temer, e tentam a todo custo evitar análises e autocríticas sobre o fundo do poço em que o PT se encontra.

A única tendência que tem se mostrado coerente com os apelos da militância petista no Pará é a AE - Articulação de Esquerda, que nacionalmente tem como dirigente expoente, Valter Pomar, que se posiciona contrário a manutenção dos atuais dirigentes ligado a outros que estão ou foram presos no decorrer dos últimos anos.

"A nossa prioridade não é debater a presidência nacional do PT, mas sim debater o programa, estratégia, a tática e o modelo de organização do Partido", diz Pomar na última postagem feita em seu blog.

A AE hoje está com chapas inscritas e/ou articuladas em cerca de 80 municípios paraenses e segundo dirigentes contactados pelo blog, vai apresentar uma alternativa para o PT nestas cidades, assim como promover diversos debates com a militância petista da capital e do estado.

SEM COMBINAR COM OS RUSSOS

Acontece que setores que sempre foram ligados aos movimentos sociais e contra as medidas adotadas pela cúpula burocrata do partido, decidiram discutir com a imensa base social do partido, com o objetivo de fazer um debate profundo sobre a conjuntura política do país, do Pará e seus municípios, onde muitas vezes o partido foi praticamente obrigado a fazer alianças insanas para satisfazer a vontade dos parlamentares, que hoje se comportam como verdadeiros donos do partido e insistem em manter acordos e submissão a Jader e partidos fisiológicos, com o interesse único de se manterem no poder, através de seus mandatos e do comando do partido.

Atendendo um anseio de milhares de militantes, a esquerda do PT prepara-se para lançar uma alternativa ao bloco da direita petista, hoje responsável por inúmeras derrotas do partido, como em 2014, quando para eleger o Senador Paulo Rocha, o partido sacrificou metade da bancada federal e ficou com apenas 3 dos 9 deputados estaduais que tinha. Isso sem falar que em 2016, o PT foi o partido que mais perdeu prefeituras no Pará. Ou seja, 18 prefeituras das 23 que tinha e com 05 administra apenas 3% do universo representativo do eleitorado paraense.

PED E CONGRESSO DO PT

Em 9 de abril, será realizado um Processo de Eleições Diretas (PED) municipal que renovará as direções municipais e escolherá os delegados e delegadas estaduais, que serão eleitos através de chapas.

Depois do PED Municipal, haverá o processo de congressos, no qual os delegados e delegadas eleitos escolherão as direções estaduais, a delegação para o Congresso Nacional e a Direção Nacional. De 05 a 07 de Maio acontece simultaneamente os Congresso Estaduais do PT e nos dias 1, 2 e 3 de junho, o 6º Congresso Nacional do PT.