segunda-feira, maio 22, 2017

Domingo na praça: Fora Temer e outras coisas

Reunida entre o Bar do Parque e o teatro da Paz, a turma do #ForaTemer em Belém do Pará.

Por Diógenes Brandão

EFEITO MORAL

Após o ato #ForaTemer que acabou em quebra-quebra e pessoas feridas por balas de borracha e estilhaços de bombas de efeito moral, na última quinta-feira (18), a PM paraense parece ter sido orientada a não importunar os manifestantes presentes na praça da República, neste domingo (21). Um major esteve em frente ao bar do parque e de lá avisou alguém via rádio: “Está tudo dentro da normalidade”.

BLACK BLOC 

Para quem esteve no dia do confronto, há quem diga que a PM agiu de forma irresponsável, violenta e desproporcional. “Irresponsável por atirar bombas e balas de borracha contra pessoas sem critério algum. Se tinha pessoas que promovendo quebra-quebra, a polícia deveria agir apenas contra elas e não atirar a esmo contra mulheres e adolescentes que estavam protestando de forma pacífica”, disse uma manifestante a este blogueiro.

Perguntada sobre quem poderia ter se aproveitado das pedras que estão descoladas da calçada da praça da República e atirado contra agências bancárias e um hotel, a manifestante disse que acha que foram “Black Blocs”.

GATO ESCALDADO

A ausência do senador Paulo Rocha (PT-PA), no ato de ontem, realizado na praça da República não causou tanta surpresa entre os petistas presentes. Assim como no Dia do Trabalhador, o “senador de todos”, reservou-se a poucos, talvez com receio de ser novamente vaiado e impedido de discursar, tal como aconteceu em ato semelhante realizado há cerca de um mês atrás. Pessoas ligadas à sua tendência interna do PT, dizem que uma crise de dores na coluna do parlamentar tem o retirado de eventos onde ele precisa ficar por algum tempo em pé.

DISTANTES DO POVO

Ademir Andrade (PSB), Zé Carlos (PV), Arnaldo Jordy (PPS) e tantas outras lideranças políticas, oriundas da esquerda paraense, também resolveram dedicarem aos seus poucos, em momentos de turbulência política. Raramente vistos em público, seus eleitores contentam-se em vê-los apenas durante o horário eleitoral gratuito e em aeroportos, quando viajam geralmente para Brasília ou para o litoral brasileiro com as suas famílias.

BUROCRATIZAÇÃO

Diante dos ataques que o governo Temer impõe à classe trabalhadora, torna-se cada vez mais visível a desmobilização dos sindicatos e demais entidades representativas, como federações e conselhos de classe. Observador, um ex-petista alegou a este blogueiro, que “a base cansou de ser massa de manobra e seguir os dirigentes sindicais que apenas agem sob forte influência dos encaminhamentos vindos de São Paulo, onde CUT e demais centrais sindicais orientam as decisões e pautas nacionais”, disse em tom de decepção. 

Segundo o mesmo observador, que prefere não ser identificado, as demandas dos servidores públicos estaduais e municipais, como da educação e saúde, nunca encontram eco e apoio das entidades que os representam, deixando com que gestões, como de Duciomar Costa, Simão Jatene, Manoel Pioneiro e Zenaldo Coutinho façam o que bem entendem com os trabalhadores e muito do que poderia ser feito para enfrentá-los, acaba sendo negligenciado pelas direções sindicais e dos movimentos sociais que caíram em estado permanente de burocratização. “Hoje só pensam em eleições”, conclui.

QUEM SABE FAZ AO VIVO

Com uma forte presença na internet, sobretudo nas redes sociais, o deputado estadual Carlos Bordalo (PT), um dos parlamentares que mais investe e utliza-se de recursos tecnológicos e de comunicação em seu mandato, apresentou ao blogueiro, sua nova assessora de imprensa: Márcia Carvalho. 

Um “live” do Facebook foi feito por ela, durante o discurso de Bordalo para os manifestantes presentes na praça da República e foi assistido por dezenas de pessoas.

TAPUME TUCANO

Clientes do Bar do Parque terão que esperar por mais alguns meses para poderem usufruir dos acentos do local sem o tapume que o deixa por diversos meses em obra. Como forma de ganhar um troco, o locatário do bar colocou uma barraquinha onde vende o chamado engasga gato (sucos e salgados) para poder sobreviver, enquanto o prefeito Zenaldo Coutinho faz compras no eixo Rio-São Paulo, onde tenta esquecer que está cassado pelo TRE-PA.