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domingo, abril 15, 2012

Quem quer censurar e patrulhar quem no Brasil?

Por Elio Gaspari, em O Globo e replicado pelo Blog do Noblat que vive reclamando que o PT quer censurar a imprensa no Brasil.


Um dia a “Revista de História da Biblioteca Nacional” poderá publicar uma reportagem intitulada “Censura e poder no império das letras”, contando o que lá aconteceu nos primeiros meses de 2012.

No dia 24 de janeiro, o jornalista Celso de Castro Barbosa publicou no site da “Revista de História” uma resenha do livro “A privataria tucana”. Durante nove dias o texto esteve no ar, até que foi condenado publicamente pelo presidente do PSDB, deputado Sérgio Guerra.

Daí em diante deu-se uma sucessão de desastres. A resenha foi expurgada, quando a boa norma recomendava que fosse contraditada por outros textos. A Sociedade dos Amigos da Biblioteca Nacional (Sabin) informou que o texto não passara pelos procedimentos burocráticos da redação.

Falso. Em seguida, a colaboração regular de Barbosa foi dispensada pelo editor da revista, professor Luciano Figueiredo.

No dia 29 de fevereiro o jornalista enviou uma carta a oito membros do Conselho Editorial da revista contando seu caso: “Gostar de um livro, senhoras e senhores conselheiros, não é crime.”

Nenhum deles respondeu e até hoje o Conselho nada disse sobre o expurgo do texto. Nem a Sabin.

Enquanto essa panela fervia, a Sabin demitiu o professor Figueiredo.

Um caso nada tinha a ver com o outro, pois as razões da dispensa eram administrativas. Diversos conselheiros, insatisfeitos com a demissão, ameaçaram renunciar. A briga tinha cacique demais e índios de menos, até que a redação, que faz a revista, resolveu falar.

Ela enviou uma carta aos conselheiros informando que “um incômodo tem nos acompanhado: o discurso público dos senhores em solidariedade ao ex-editor, na tentativa de fazê-lo retornar à revista”. 

Queixaram-se de sua gestão e mais: “A RHBN precisa de um editor que não ordene à equipe trabalhos extra-RHBN, sem remuneração.”

No dia 1, Celso de Castro Barbosa enviou nova carta aos mesmos oito conselheiros da revista, com a mais justa das queixas: “Procurei mantê-los informados, mas o que se seguiu foi seu silêncio estridente.
(...) Francamente, com amigos como vocês, a Biblioteca Nacional não precisa de inimigos.”

A capa da Veja na semana da CPI do Cachoeira: paúra, desespero, tentativa de chantagem... Segura, PT!!!

No Blog da "antenada" Vera Paoloni



Com a CPI do Cachoeira instalada, começou a operação-abafa denunciada pelo PT.

Aí a Veja saiu com esta capa, ela que ultimamente, num total ar de paisagem, dava capas de moda em Paris, enquanto o braseiro ardia sob o senador Demóstenes, o bicheiro Cachoeira, o governador tucano Marconi Perillo, circulava o senador tucano do Pará, Mário Couto e ameaçava avançar mais e mais, até se tornar uma tsnumani no mundo da política corrupta e muitos figurões da República.

Atentíssimo, o blogueiro Altamiro Borges matou a charada e adiantou o título no sábado: a Veja tá no desespero.

E o blog Conversa Afiada explica bem as razões dessa singelíssima capa. É que Demóstenes continua a editar a Veja: 

 Nos últimos dias, o grande alimentador das matérias jornalísticas é o senador Demóstenes Torres. Ele, na condição de réu, passou a ter acesso às peças do inquérito Monte Carlo e, agora, vem vazando as informações que interessam a ele e a Cachoeira serem veiculadas pela imprensa amiga, do jeito que é conveniente a esta veicular.

Todo circo montado pela Globo em torno dos telefonemas de Protógenes e em torno da Delta visam unicamente a tirar Cachoeira, Demóstenes e Perillo do centro das discussões e chantagear os integrantes da CPI. Como na Itália, antes da operação Mãos Limpas, a imprensa brasileira tornou-se hoje um monstrengo em que o partidarismo político casou-se com a criminalidade.

Ajudou a sepultar a Operação Satiagraha e a operação Castelo de Areia; fez de conta que não viu o livro Privataria tucana e, agora, quer sepultar a Operação Monte Carlo. Assim, protege os seus aliados políticos e seus aliados criminosos, que, são ao mesmo tempo suas fontes e seus patrocinadores.