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terça-feira, março 25, 2014

A opinião do Papa sobre a Mídia



O papa Francisco fez no último sábado (22) um duro discurso voltado à mídia, a quem acusou de promover desinformação, calúnia e difamação. Em uma audiência para as rádios e televisões católicas da rede Corallo, o Pontífice pediu para a imprensa fugir desses "pecados" e dar mais importância a "temas importantes" para a vida das pessoas, da família e da sociedade.

"Hoje o clima midiático tem suas formas de envenenamento. As pessoas sabem, percebem, mas infelizmente se acostumam a respirar da rádio e da televisão um ar sujo, que não faz bem. É preciso fazer circular um ar mais limpo. Para mim, os maiores pecados são aqueles que vão na estrada da mentira, e são três: a desinformação, a calúnia e a difamação", declarou Francisco.

Para o papa, o primeiro é o mais perigoso de todos, por fazer com que os meios de comunicação não passem as informações completas para a sociedade. "A desinformação é dizer as coisas pela metade, aquilo que é mais conveniente. Assim, aquele que vê televisão ou ouve rádio não pode ter uma opinião porque não possui os elementos necessários", acrescentou.

Segundo o pontífice, é preciso tratar de temas importantes para todos, mas com uma "sincera paixão pelo bem comum e pela verdade", sem cair no sensacionalismo. "Nos grandes meios esses assuntos são frequentemente afrontados sem o devido respeito pelas pessoas e valores em questão", completou. 

Fonte ANSA.

Revolucionário ou Escravo do Sistema?




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Pesquisa Ibope: Dilma continua a grande favorita

Tanto com Eduardo Campos como com Marina Silva, Dilma é a preferida novamente.

Por Dornélio Silva e Luiz Feitosa.

Se a eleição para presidente da República fosse hoje, a Presidente Dilma Rousseff venceria com bastante folga as eleições. É o que mostra a última pesquisa do IBOPE realizada no período de 13 a 17 de março que entrevistou 2002 pessoas em 140 municípios brasileiros, abrangendo todas as regiões. A margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais.

Na hipótese da disputa acontecer com oito candidatos (Dilma, Aécio, Eduardo Campos, Eymael, Levy Fidélix, Mauro Iasi, Pastor Everaldo e Randolfe Rodrigues), a presidente obteria 40% das intenções de voto, Aécio Neves 13%, Eduardo Campos 6%. Os demais teriam intenções de voto insignificantes. Chama a atenção o número de pessoas que votariam branco ou nulo, 24% e os que não souberam indicar algum candidato, 12%. Esses votos flutuantes (na Estimulada onde são apresentados os nomes aos entrevistados) somam 36%, índice bastante significativo no tabuleiro de conquistas de votos. Lembramos que na Espontânea essa flutuação chega a 55%.

O IBOPE fez simulação com apenas Aécio Neves, Dilma, Eduardo Campos. A presidente teria 43% das intenções de voto, Aécio 15% e Eduardo Campos 7%. Os votos flutuantes somariam 36%. No que se refere ao gênero e faixa de idade, Dilma tem uniformidade nas intenções de voto. No nível de escolaridade, nos mais baixos Dilma tem índices de intenção de voto maiores, chegando a obter até a 4ª série do fundamental 48%. Quem tem nível superior, a votação da presidente cai para 29%. Em se tratando de regiões, a Região Nordeste é a que mais soma votos para a presidente, chegando ao índice
de 55%. 

Os menores índices da presidente estão nas regiões sul e sudeste. O IBOPE fez uma classificação do município entre capital, periferia e interior. Nessa classificação, Dilma se posiciona melhor na periferia e interior. Quanto ao porte dos municípios, Dilma se apresenta com melhor performance em municípios até 20 mil hab e mais de 20 a 100 mil. Quer dizer, são nos municípios pequenos e de maior dependência econômica que Dilma se sai bem melhor. Quanto a cor, Dilma é mais votada entre os pretos/pardos, chegando a obter 48% das intenções de voto. 

Entre os brancos ela obtém 35%. Aécio Neves é melhor posicionado entre os brancos, 20%; entre os pretos/pardos ele obtém apenas 10%.A pesquisa fez uma simulação com o nome de Marina Silva, substituindo Eduardo Campos. Marina tira uns pontinhos de Dilma que cai para 41% e dos brancos/nulos e indecisos que se reduzem para 32%. Ela fica com 12%, o dobro de Eduardo Campos. Vale lembrar que Marina, em pesquisas anteriores, já alcançou patamares de 22%. O seu capital político esvai-se ao longo de sua decisão em apoiar Eduardo Campos, filiando-se ao PSB.

POTENCIAL DE VOTO E REJEIÇÃO

A pesquisa mediu o potencial de votos de todos os candidatos. Destacamos aqui os quatro principais nomes, Dilma, Aécio, Eduardo e Marina. O potencial é medido pelas seguintes variáveis: 1) Com certeza votaria; 2) Poderia votar; 3) Não votaria de jeito nenhum; 4) Não o conhece o suficiente para opinar. O potencial de voto é a somatória da variável Com Certeza e Poderia Votar, significando o potencial de elasticidade de crescimento de cada candidato. A rejeição é o fator fundamental ao confrontar-se com o potencial de voto. O senador Aécio Neves tem um potencial de 33% contra uma rejeição de 41%, além de 19% que não o conhece o suficiente para votar. A presidente Dilma tem um potencial de 55% contra uma rejeição de 38%, apenas 1% não a conhece o suficiente. 

Já Eduardo Campos tem um potencial de 26% e uma rejeição de 39%, além de 29% que não o conhece suficiente para votar. Marina Silva tem um potencial de 37% contra uma rejeição de 39% e 16% não a conhece o suficiente. Na tabela abaixo podemos identificar, comparativamente, as variáveis potencial e rejeição, observando que a diferença dos índices de rejeição dos candidatos são pequenos. Podemos observar, também, os melhores saldos eleitorais.

POTENCIAL E REJEIÇÃO DE VOTOS DE CANDIDATOS


  Potencial Rejeição/Não conhece NS/SR SALDO (+ ou -)

AÉCIO 33% 41% 19% 8% -8%

DILMA 55% 38% 1% 5% 17%

EDUARDO 26% 39% 29% 7% -13%

MARINA 37% 39% 16% 8% -2%

SENTIMENTO DE MUDANÇA

O IBOPE mensurou o sentimento de mudança dos eleitores brasileiros, inferindo aos entrevistados as seguintes variáveis: 1) Mudasse totalmente o governo do país: 2) Mantivesse só alguns programas, mas mudasse muita coisa; 3) Fizesse poucas mudanças e desse continuidade para muita coisa; 4)Desse total continuidade ao governo atual. As primeiras duas variáveis caracterizam o sentimento de mudança; as duas outras não caracterizam mudança. 27% apontaram para que mudasse totalmente o governo do país; 37% que mantivesse só alguns programas, mas mudasse muita coisa. O sentimento de mudança, portanto é de 64%. Quanto a caracterização de continuidade, 19% disseram que se fizesse poucas mudanças e desse continuidade para muita coisa; 13% desse total continuidade ao governo atual; e 3% não soube responder. A percepção da continuidade é de 32%.

A pesquisa foi mais além, quis saber qual o candidato que tem mais condições de implementar as mudanças que o país ainda necessita. Dilma Rousseff se destaca com 41%, Aécio com 14%, Eduardo com 6% e Marina com 10%. Perceba que aqui aflora a intenção do voto do eleitor, dado nas primeiras perguntas, significando que o eleitor quer que seu candidato implemente essas mudanças, independente se está ou não no comando do governo.

A seis meses das eleições, Dilma continua a grande favorita. No entanto, chama a atenção alguns pontos detectados na pesquisa: os mais de 36% de votos flutuantes (Estimulada) e 55% na Espontânea. É um índice bastante significativo a ser conquistado pelos candidatos. A presidente Dilma tem uma consolidação de seus votos em regiões mais empobrecidas do país, Norte e Nordeste; bem como em cidades com até 20 mil/hab e de 20 mil/hab a 100 mil/hab e nas periferias das cidades e no interior. São eleitores com menos escolarização e com a menor faixa de renda que estão votando em Dilma.

O potencial de voto e rejeição é uma das principais questões apresentadas na pesquisa. Aqui se mede o potencial de crescimento de cada candidato, confrontando-se com sua rejeição. Dilma é que tem o maior potencial, no entanto, a pesquisa mostra que os índices de rejeição de todos os principais candidatos estão próximos, com diferenças mínimas de um para outro, mas o que consolida, neste momento, a candidata Dilma que é a única que obtém saldo positivo: potencial de voto menos rejeição. Os demais têm saldos negativos, isto é, rejeição maior que potencial de voto.

*Dornélio Silva e Luiz Feitosa são Mestres em Ciência Política/UFPA e colaboradores do blog quando o assunto é análise de pesquisas.

Pesquisas reafirmam que o futuro do Brasil está nas mãos do povo


Por Alberto Cantalice*

A última pesquisa do Ibope, na qual a liderança incontestável da Presidente Dilma se consolida, demonstra de forma cabal que ao inverter as velhas prioridades da administração pública no Brasil, o governo da Presidenta Dilma, dando prosseguimento ao governo do ex Presidente Lula, acerta.
Promovendo a mais ampla política de inclusão social da nossa história, os governos populares romperam com a tradição conservadora de "deixar o bolo crescer, para depois distribuir". Política essa que produziu uma brutal e vergonhosa concentração de renda e deixou à margem do consumo imensas parcelas da população.

O legado das forças democráticas já é imenso. A política de cotas nas universidades públicas; o Prouni e o Pronatec mudarão, em curto espaço de tempo, a face da chamada classe média, com a emergência das camadas populares, principalmente, os negros, ao seu seio.

Os programas de transferência de renda, taxado de "bolsa esmola" por alguns, virou referência internacional. O seu valor foi reconhecido inclusive pela ONU. Com isso o panorama de um país campeão mundial na produção de alimentos, mas onde largas parcelas as população, passavam fome vai ficando para trás.

A geração de aproximadamente 25 milhões de postos de trabalho, cumprindo uma promessa do então candidato Lula em 2002 de dar um basta no desemprego crônico foi cumprida com sobras.
A construção de milhões de moradias pelo Minha Casa, Minha Vida; O Programa Luz Para Todos e o financiamento da agricultura familiar.

O Mais Médicos levando saúde aos rincões e médicos para as cidades que sofrem com a ausência desses profissionais e a criação do Piso nacional dos professores,buscando a valorização e aprimoramento da categoria estão na raiz do crescimento das políticas populares.

A folgada e persistente liderança em todas as pesquisas, portanto, não vem à toa. O povo brasileiro, principalmente os de menores rendas, sabe que chegou a sua vez. E é essa volumosa inserção no mercado de consumo que faz com que a população reivindique cada vez com mais intensidade.
Fato que merece também destaque nesta última pesquisa, é o de que, apesar de todo o bombardeio midiático, da perseguição atroz e desmedida, por parte da mídia monopolizada, desponta o Partido dos Trabalhadores como o partido preferido dos brasileiros e das brasileiras. Vejamos: a pesquisa registrou que 22% dos eleitores consagram o PT como o partido preferido, o segundo colocado tem 6%. Tudo isso em um país aonde o exercício da atuação política vem sofrendo um crescente processo de demonização.

Fato é que, há por parte da população um reconhecimento à luta e à dedicação do PT nesses 34 anos de história, isso é inegável.

Constata ainda a pesquisa o desejo de mudar, mas fica claro, que a maioria esmagadora da população, mesmo aquela que quer mudanças a deseja com a presidente Dilma a frente do comando do executivo.

Essa clarividência popular tem levado os adversários a se comportarem como autênticos "birutas de aeroporto". Não conseguem entender como pode existir tal favoritismo.

Já vai longe o tempo em que os "coronéis" da política mandavam no voto. E mais distante tem ficado a falsa ilusão dos meios de comunicação e dos chamados formadores da opinião publicada que se intitulavam intérpretes da vontade popular.

Tudo farão para que a vontade popular não prevaleça. Todo tipo de ardil será usado para tentar diminuir a dianteira da presidenta nas pesquisas. Esse artifício não é novo. Dele foram vítimas todos os brasileiros que ousaram fazer diferente dos ditames da Casa Grande: Getúlio, Juscelino e Jango e mais recentemente Brizola e Lula.

A hora das mudanças está chegando. Vamos às mudanças com a presidente Dilma!

Alberto Cantalice é Vice Presidente do PT.