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quinta-feira, março 14, 2019

Waldoli (DEM) conta com apoio do PT para aprovar aumento salarial. Secretários podem ganhar o dobro

Waldoli quer aumento para ele e toda sua equipe e já tem maioria na Câmara Municipal.

Por Diógenes Brandão


O prefeito de Cametá, José Waldoli Filgueira enviou à Câmara Municipal de Vereadores, um projeto de lei que trata do aumento salarial dele, do seu vice e dos secretários municipais, para o biêno 2019-2020.

O projeto estipula o aumento de salário do prefeito de R$ 14.576,00 para R$ 22.000,00, do vice-prefeito de R$ 9.100,00 para R$ 16.500,00 e dos secretários municipais de R$ 4.250,00 para  R$ 8.500,00 (100% de reajuste).

A soma total revela que o projeto de Waldoli custará para os cofres do município, a bagatela de R$1.969.000,00 apenas nesse período de dois anos.

Diante a crise financeira que os municípios atravessam, sobretudo os paraenses, que vivem atrasando o pagamento de fornecedores, servidores públicos e até deixando de terminar obras importantes, projeto de aumento salarial como esse acabam sendo escandalos e totalmente injustos, pois nenhuma outra categoria tem reajustes nestas proporções. 


Segundo informações obtidas em Cametá, o prefeito já tem maioria entre os vereadores do município para aprovar o seu proppró aumento salarial e de sua equipe, pois assinaram o projeto os seguintes vereadores: Duca Alvim (PSD), João Batista (PDT), Álvaro Leão (PV), Deca Camarinha (DEM), Odimar Valente (PSD), Oca (PT), Rosy (PT) e Zé Flávio (PT).

Os vereadores que se posicionam contra, são: Ênio Carvalho (PMN), Célio Viana (PSDB), Ivan Tavares (PRB), Cleidinho Teles (PT) e o Pastor Merivan (PTB), que retirou sua assinatura do projeto, após críticas que começam a circular nas redes sociais.

Um pedido de vista feito pelo vereador tucano Célio Viana, adiou a decisão para acproxia  semana e a população ainda tem chances de evitar mais esse abuso contra a economia do município de Cametá.

Deputados usam cachorros para atrapalhar ato por Marielle na Câmara

Os deputados federais Celso Sabino (PSDB) e Vavá Martins (PRB), além dos deputados estaduais Igor Normando (PHS) e Luth Rebelo (PSDB), estiveram ao lado dos que sempre protestam contra as homenagens à Marielle Franco.

Por Diógenes Brandão

No dia em que o assassinato brutal da vereadora Marielle Franco completa um ano, o jornal Folha de São Paulo acusa um grupo de deputados federais e estaduais, inclusive do Pará, de atrapalharem o ato realizado no Congresso Nacional, na manhã desta quinta-feira,  14, que cobrou respostas e pediu justiça contra os assassinos e os mandantes do crime que abalou o país e o mundo. Ontem, foram apresentados os criminosos que executaram a vítima, sendo um deles vizinho do presidente Jair Bolsonaro.

O deputado federal Vavá Martins (PRB), pastor da Igreja Universal, usou suas redes sociais e assim justificou sua presença no local, junto ao grupo de parlamentares que segundo a Folha, zombavam  de Marielle: 

"Vavá Martins também soma-se à luta da Frente Parlamentar Mista em Defesa dos Direitos dos Animais, que pede reclusão para quem cometer o crime de maus-tratos aos bichinhos".

Igor Normando (PHS), eleito deputado estadual em outubro de 2018 - mas já foi vereador de Belém e há tempos defende a causa animal - usou sua fanpage para aliviar sua presença em meio aos que rasgaram a placa da rua com o nome de Marielle.

"Há um ano a vereadora Marielle Franco, do Rio de Janeiro, foi executada a tiros junto de Anderson Gomes, seu motorista, ao voltar de um evento com jovens negras. O crime ainda se encontra sem resposta até hoje. A parlamentar era defensora dos direitos humanos que combatia a violência da milícia e buscava diminuir a desigualdade. Que Marielle seja sempre uma semente que nos encoraje com seus ideais!", disse Igor em sua mensagem e sem mostrar fotos ou dizer que estava em Brasília, participando do mesmo ato, ao lado do deputado que ficou conhecido pela foto em que rasgam a placa de rua com o nome de Marielle, em meio aos protestos contra o seu assassinato, no ano passado.


Em um comentário na matéria sobre o acontecido, Marta Carvalhal dispara: "Quanto mais esses caras demostram sua brutalidade , mais o brilho e a dignidade de Marielle se destacam. É assim que Marielle vive e se torna um exemplo cada vez mais forte de humanidade. Ninguém cala a voz de Marielle". 

Já a leitora Neli Faria lamentou: "Dignos de pena! Tenho dó desses senhores. Eles não sabem que o mundo dá voltas? Dignos de pena. Repiso-me: Pelé, no início dos anos 1970 disse que o povo não sabia votar. Como todo gênio falou no presente mirando o futuro: esses eleitos em 2018".