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quinta-feira, setembro 19, 2019

Golpe da Bontempo no Pará é investigado pelo Ministério Público

Franquiada da Bontempo processa empresário por estelionato.

Por Diógenes Brandão

O Ministério Público do Estado do Pará denuncia por estelionato Rosmar Stedile, franqueador da Marca Bontempo no Brasil e Odemir Fernando Scarabelot, que era funcionário das vítimas. 

De acordo com a denúncia do Ministério Público, número 00231484420178140401, as vítimas foram Marcela Maria Colares Cardoso e Arismarcos Santos, sócios da empresa MAP- Comércio, Representação e Prestação de Serviços Ltda, que detinha com exclusividade a franquia da marca Bontempo no Pará, de 2002 até 2013.

A denúncia gira em torno da venda simulada do prédio localizado na Travessa Rui Barbosa 813 feita por Rosmar, imóvel que hoje encontra-se bloqueado pela justiça, pois a transação teria sido feita sem o conhecimento das vítimas. Este fato causou uma enorme crise financeira na empresa MAP, levand-a à falência.                                     
Linha do tempo de um ardil

Desde que a franquia Bontempo se instalou na cidade de Belém, foi bem sucedida, através do bom trabalho realizado pela franqueada, a MAP,  ganhando prêmios de destaque nacional. Entretanto, a partir de 2005, Marcela Colares passou a sofrer assédio sexual por parte do diretor presidente da Marca Bontempo, Rudimar Stedile, irmão do denunciado. O caso foi  descoberto pela família de ambos, gerando intermináveis conflitos familiares e profissionais.  Isso ocasionou uma grande crise nos negócios das vítimas, pois todo prestígio e acesso à fábrica da franquia foram cortados, colocando a gestão da MAP numa situação insustentável.

Em 16/11/2011, as vítimas se viram obrigadas a chamar os franqueadores para ajustarem a situação de crise que se alastrava na empresa MAP. Objetivando recuperar seu negócio, as vítimas procuraram Rosmar Stedile para estabelecer uma relação comercial, já que os donos da MAP haviam  feito grande investimento na Marca. 

Segundo relatos, em maio de 2012 o Rosmar Stedile, sob pretexto de salvar a empresa das vítimas, exigiu a contratação do senhor Odemir Fernando Scarabelot como Consultor Administrativo, para controlar a franquia Bontempo no Pará, para que as vítimas não tivessem mais contato com a franqueadora.  Isso foi feito, porém o acusado exigiu como garantia do investimento que iria fazer na empresa das vítimas, esse imóvel localizado na Rui Barbosa, 813. 

Ele exigiu que fossem assinadas procurações públicas, dando poderes irrevogáveis e irretratáveis,  inclusive para a venda dos imóveis da MAP.

Diante da grave crise e da promessa de recuperação da empresa MAP e, ainda, na esperança de salvar mais de 10 anos de trabalho e os empregos de inúmeros funcionários, em 06 de junho de 2013, as vítimas assinaram de boa fé a procuração.

Em 2014, alugaram o aludido imóvel para o Ministério do Trabalho, direcionando todo o valor do aluguel para a empresa do Rosmar Stedile, para quitar qualquer dívida com os franqueadores. 

Fato relevante foi que uma vez que a totalidade da dívida estava quitada, as vítimas foram conversar com o denunciado para revogarem a procuração, já que era apenas uma garantia. Foi então que descobriram o golpe: os acusados haviam simulado uma operação de compra e venda do imóvel das vítimas, não prestaram contas do negócio jurídico, já que foi simulado e também não pagaram qualquer valor às vítimas ou mesmo injetaram recursos na empresa MAP.

Em setembro de 2015, quando interpelado a prestar as contas dos valores recebidos e dos pagamentos das dívidas, o denunciado Rosmar Stedile rompeu o pacto de recuperação da empresa MAP e mandou as vítimas procurarem seus direitos. 

Desde então, completamente sem recursos financeiros, as vítimas lutam pela recuperação dos danos e prejuízos que sofreram, perante a Justiça.

Esse blog utilizou como fonte para esses relatos a denúncia do Ministério Público, disponíveis a qualquer cidadão, pois o processo não corre em segredo de justiça.

Tucuruí clama por justiça e o fim do mandato do prefeito Artur Brito

Governo de Artur Brito é acusado de manter o caos e de atacar adversários para se manter no poder, mesmo respondendo a diversos processos e pedidos de afastamento.


Diógenes Brandão

A poucos dias de completar dois anos e dois meses do assassinato de Jones Willian, na época prefeito de Tucuruí, que foi morto a tiros no dia 25 de julho de 2017, enquanto fiscalizava uma obra de tapa-buracos na estrada do aeroporto, ainda paira sobre a cidade, o clima de insegurança, injustiça e descaso.

Isso porque, depois do assassinato de Jones Willian, várias pessoas, com algum tipo de  ligação com o caso, foram assassinadas, inclusive o pistoleiro Bruno Venâncio, que morreu no dia 11 de abril de 2018, em uma rebelião no Centro de Recuperação Penitenciária do Pará III, no Complexo de Santa Izabel, onde estava preso.

Como se não bastasse, Artur de Jesus Brito, que era vice prefeito e assumiu o cargo, após a morte do titular da vaga, o vereador Lucas Michel Silva Brito, que é  irmão do atual prefeito e a mãe deles, Josenilde Silva Brito, que durante as investigações chegou a ser presa, além do chefe de gabinete Wilson Wischansky,  foram todos denunciados como  suspeitos de terem  planejado o crime e hoje são réus no processo de assassinato de Jones Willian, juntamente outras pessoas indiciadas, com a conclusão do inquérito.      
                                                                                Os familiares e amigos do prefeito morto, reclamam da morosidade na conclusão do caso. O  vereador Weber Galvão, irmão do prefeito assassinado, afirma que Artur Brito tem usado de  todos os artifícios,  para protelar o resultado do processo e se manter no cargo. ”Já foram aplicadas a eles medidas cautelares e, gastando muito dinheiro, ele  conseguiu derrubar a decisão do juiz. Agora ele tenta em todas as instâncias anular as provas que existem contra eles no processo, e deixar de ser réu, alegando foro privilegiado”, afirma o vereador.    

                                                                                Com tantos fatos obscuros, não é pra menos que a cidade viva hoje uma situação de instabilidade política e econômica. O comércio está enfraquecido, com as lojas fechando as portas, o funcionalismo  público com os salários atrasados, servidores municipais sendo demitidos, direitos sendo retirados de várias categorias. Recentemente aconteceram grandes manifestações na cidade, em protesto aos atos do prefeito que prejudicava os funcionários.

Como se não bastasse, falta merenda nas escolas, falta  transporte para os alunos, os médicos estão pedindo desligamento dos cargos por não receberem os salários atrasados e nas unidades de saúde, não tem remédios, ou quando tem, estão vencidos.

Como foi amplamente divulgado recentemente nas redes sociais e veículos de comunicação de todo o estado, um caso grave de distribuição de remédios vencidos, ocorrido na saúde pública de Tucuruí.                                                                                  Mesmo com uma administração em colapso total, tudo indica que o atual prefeito tenha pretensões políticas para as próximas eleições,  e já declarou guerra aos dois pré candidatos que lideram as pesquisas no município: Alexandre Siqueira e Jairo Holanda.

Uma espécie de  jogada ensaiada é articulada através de um grupo que produz e espalha fake news, que segundo alguns moradores da cidade, que preferem não se identificarem, pois temem represálias, recebem dinheiro ilegalmente da prefeitura  o empara atacar o empresário Alexandre Siqueira, e quem mais se apresentar como oposição a atual gestão, enquanto um outro grupo persegue Jairo Holanda, que é servidor público concursado, tentando inclusive invalidar seu concurso.  
                                                                              Ao consultarmos quem mora em Tucuruí, percebemos um desejo coletivo, para que os responsáveis pela morte do prefeito Jones Willian paguem pelo crime, e que já sonham com o fim desse mandato, que pra eles representa retrocesso, abandono e insegurança.