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quinta-feira, julho 23, 2026

Racha no PL do Pará leva denúncia sobre emendas da saúde à Polícia Federal e PGR ameaça ganhar dimensão nacional


Zezinho Lima acusa Éder Mauro de comandar esquema de devolução de recursos do SUS; deputado nega irregularidades e atribui ofensiva a uma articulação contra sua candidatura ao Senado e envolve prefeituras do interior que seriam participantes do esquema de desvio de recursos de emendas parlamentares. Assista a entrevista no fim da matéria.

Uma guerra interna no Partido Liberal colocou no centro da política paraense uma acusação potencialmente explosiva envolvendo emendas parlamentares destinadas à saúde. Em entrevista ao PoderCast, da TVC Pará, o vereador de Belém Zezinho Lima (PL) acusou o deputado federal Delegado Éder Mauro (PL-PA) de comandar um suposto esquema de cobrança de propina sobre recursos federais enviados a municípios do interior do estado.

A denúncia ganha peso político por partir de um integrante do mesmo partido e do mesmo campo ideológico do deputado. Zezinho é identificado com o bolsonarismo e pretende concorrer a deputado estadual. Éder Mauro, deputado federal em seu terceiro mandato, é uma das principais lideranças da direita paraense e aparece como pré-candidato ao Senado. A trajetória parlamentar do deputado é confirmada pelo perfil oficial da Câmara dos Deputados.

Durante o programa, Zezinho afirmou ter entregado à Superintendência da Polícia Federal, em Belém, um pendrive contendo extratos bancários, comprovantes de transferências, conversas e gravações. Segundo o vereador, o material indicaria que empresas prestadoras de serviços a prefeituras beneficiadas por emendas devolviam entre 20% e 30% dos recursos a pessoas ligadas ao grupo político do deputado.

O mecanismo descrito por Zezinho teria como figura central Lucas Rego de Brito, apontado como ex-assessor do gabinete do vereador Mayky Vilaça. De acordo com a acusação, Lucas recebia salário de aproximadamente R$ 2,6 mil, mas teria movimentado mais de R$ 1 milhão. O dinheiro, ainda segundo o denunciante, seria posteriormente distribuído a assessores e integrantes do grupo político.

No trecho em que descreve o suposto funcionamento do esquema, Zezinho menciona Bujaru, São Miguel do Guamá e Tucuruí entre os municípios que deveriam ser investigados. Ele afirma que empresas contratadas pelas administrações locais transferiam recursos para a conta do intermediário após receberem pagamentos realizados com verbas das emendas.

Imagens não substituem perícia

O programa exibe reproduções de supostos extratos, saldos bancários e comprovantes de Pix. Entre os valores mencionados estão uma transferência de R$ 50 mil e um saldo de aproximadamente R$ 1.264 milhão.

Não é possível identificar, apenas pelo vídeo, a origem do dinheiro, os contratos públicos correspondentes, os CNPJs das empresas ou a relação entre cada movimentação e uma emenda parlamentar específica.

Por isso, o conteúdo divulgado constitui, neste momento, material acusatório - não prova conclusiva de corrupção. A eventual confirmação dependerá da obtenção dos documentos diretamente das instituições financeiras, do rastreamento dos recursos federais e da comparação com contratos, notas fiscais e pagamentos feitos pelas prefeituras.

Transferências de R$ 20 mil alimentam contra-ataque

Um dos pontos mais sensíveis da disputa é admitido pelo próprio Zezinho. O vereador reconhece que ele, sua irmã e o presidente da Câmara Municipal de Belém, John Wayne, fizeram transferências que, somadas, chegaram a R$ 20 mil para Lucas.

Zezinho diz que o dinheiro foi uma ajuda financeira porque o ex-assessor estaria endividado, ameaçado e enfrentando problemas com apostas. Éder Mauro apresenta outra interpretação: sustenta que os valores teriam sido usados para pagar pela produção de um depoimento falso contra ele.

O deputado afirma ser vítima de uma ação coordenada destinada a desgastar sua pré-candidatura ao Senado. Segundo sua assessoria, comprovantes de Pix, conversas e registros de ligações demonstrariam a articulação. Sua equipe jurídica anunciou a análise de medidas judiciais. As duas versões estão detalhadas em reportagem do Estado do Pará Online.

Mayky Vilaça também negou envolvimento em corrupção e acusou Zezinho de traição política. O vereador denunciante, por sua vez, anunciou que pretende pedir a cassação de Mayky na Câmara de Belém.

Recursos da saúde somam mais de R$ 49 milhões

A dimensão financeira das emendas destinadas por Éder Mauro à saúde pode ser confirmada nos registros oficiais da Câmara dos Deputados.

Em levantamento realizado por este blog, em 2024, foram pagos aproximadamente R$ 18,78 milhões em emendas do parlamentar por meio do Fundo Nacional de Saúde. Em 2025, o valor pago chegou a cerca de R$ 18,76 milhões. Em 2026, até a atualização disponível em 23 de julho, haviam sido pagos R$ 11,66 milhões, de um total autorizado de R$ 20,31 milhões.

Somados, os pagamentos da saúde registrados entre 2024 e 2026 alcançam aproximadamente R$ 49,2 milhões. Os números podem ser consultados nas páginas oficiais referentes a 2024, 2025 e 2026.

Esses registros demonstram o volume de recursos públicos envolvido e reforçam a necessidade de apuração. Não demonstram, contudo, que tenha ocorrido desvio. Para estabelecer uma relação entre as transferências federais e as movimentações bancárias apresentadas por Zezinho, será necessário identificar os beneficiários de cada emenda, os fundos municipais de saúde, as empresas contratadas e o caminho posterior do dinheiro.

Denúncia implode discurso de unidade da direita

O impacto político decorre justamente da origem da acusação. Não se trata de um confronto entre governo e oposição, esquerda e direita ou PL e adversários históricos. A denúncia parte de um bolsonarista contra uma das figuras mais conhecidas do próprio bolsonarismo paraense.

A crise atinge o PL em pleno ano eleitoral. Éder Mauro pretende disputar o Senado, enquanto Zezinho busca espaço para concorrer à Assembleia Legislativa. O episódio pode interferir na montagem das chapas, na distribuição de apoio partidário e na relação do PL com outras forças da direita paraense.

O diretório estadual, presidido pelo deputado Joaquim Passarinho, anunciou uma apuração interna e prometeu observar o direito de defesa. A reação partidária mostra que o caso já ultrapassou a esfera de uma troca de ataques nas redes sociais. A nota divulgada pelo PL paraense informa que o resultado poderá levar à aplicação das medidas previstas no Estatuto e no Código de Ética da legenda.

Caminho pode chegar ao STF

Zezinho anunciou que levaria o material à Procuradoria-Geral da República, em Brasília, e assim o fez. Até a publicação desta matéria, não havia confirmação pública de que a Polícia Federal tivesse instaurado inquérito específico nem de que a PGR tivesse formalizado procedimento contra o deputado.

Se as autoridades encontrarem indícios relacionados à destinação de emendas durante o mandato, o caso poderá ser submetido à supervisão do Supremo Tribunal Federal, em razão da prerrogativa de foro do deputado. A própria PGR informa que atua perante o STF na abertura de inquéritos e ações penais envolvendo autoridades com foro.

Investigações sobre emendas já são acompanhadas pela Corte. Em fevereiro de 2026, por exemplo, o STF autorizou medidas da Polícia Federal em outra apuração que envolve parlamentares e suspeitas de direcionamento de verbas federais. O precedente não estabelece qualquer relação com o caso paraense, mas revela a dimensão nacional que investigações dessa natureza podem alcançar.

O que precisa ser esclarecido

Os próximos desdobramentos dependerão de respostas objetivas:

  1. A Polícia Federal instaurou procedimento a partir do material entregue por Zezinho?

  2. A denúncia foi efetivamente protocolada na PGR?

  3. Os extratos exibidos são autênticos e integrais?

  4. Quais municípios, emendas, fundos de saúde, contratos e empresas estão relacionados às transferências?

  5. Os valores movimentados por Lucas vieram de prestadores pagos com recursos do SUS?

  6. Qual foi o destino final das transferências?

  7. O Conselho de Ética da Câmara de Belém abrirá processo contra Mayky Vilaça?

  8. Quais providências serão tomadas pelo PL após a apuração interna?

A crise já provocou um abalo na direita paraense. Transformar esse abalo em investigação criminal, processo político ou arquivamento dependerá da qualidade das provas - e não do volume das acusações. Entre a “bomba” apresentada no estúdio e uma eventual responsabilização existe um caminho que passa por perícia bancária, rastreamento do dinheiro, contraditório e decisão das autoridades competentes.

A sociedade paraense e brasileira aguarda por respostas das instituições públicas de fiscalização e controle.

Assista aqui a entrevista de Zezinho Lima ao jornalista Diógenes Brandão, no PODERCAST.

domingo, janeiro 24, 2021

Prefeitura de Tucuruí afasta temporária que exibiu estar vacinada

 

Por Diógenes Brandão

Mais um caso de pessoa que ostenta nas redes sociais pelo fato de ter sido vacinada, chega ao blog AS FALAS DA PÓLISque imediatamente entrou em contato com a prefeitura de Tucuruí, que por sua vez emitiu nota dizendo o seguinte:

Olá pessoal, sobre o vídeo postado de uma servidora contratada comemorando que foi vacinada, a PMT esclarece que a mesma...

Publicado por Alexandre Siqueira em Domingo, 24 de janeiro de 2021


Assista o vídeo daquele que segundo fomos informados é servidora temporária e filha da Chefa da Vigilância Sanitária de Tucuruí:



 

quinta-feira, setembro 19, 2019

Tucuruí clama por justiça e o fim do mandato do prefeito Artur Brito

Governo de Artur Brito é acusado de manter o caos e de atacar adversários para se manter no poder, mesmo respondendo a diversos processos e pedidos de afastamento.


Diógenes Brandão

A poucos dias de completar dois anos e dois meses do assassinato de Jones Willian, na época prefeito de Tucuruí, que foi morto a tiros no dia 25 de julho de 2017, enquanto fiscalizava uma obra de tapa-buracos na estrada do aeroporto, ainda paira sobre a cidade, o clima de insegurança, injustiça e descaso.

Isso porque, depois do assassinato de Jones Willian, várias pessoas, com algum tipo de  ligação com o caso, foram assassinadas, inclusive o pistoleiro Bruno Venâncio, que morreu no dia 11 de abril de 2018, em uma rebelião no Centro de Recuperação Penitenciária do Pará III, no Complexo de Santa Izabel, onde estava preso.

Como se não bastasse, Artur de Jesus Brito, que era vice prefeito e assumiu o cargo, após a morte do titular da vaga, o vereador Lucas Michel Silva Brito, que é  irmão do atual prefeito e a mãe deles, Josenilde Silva Brito, que durante as investigações chegou a ser presa, além do chefe de gabinete Wilson Wischansky,  foram todos denunciados como  suspeitos de terem  planejado o crime e hoje são réus no processo de assassinato de Jones Willian, juntamente outras pessoas indiciadas, com a conclusão do inquérito.      
                                                                                Os familiares e amigos do prefeito morto, reclamam da morosidade na conclusão do caso. O  vereador Weber Galvão, irmão do prefeito assassinado, afirma que Artur Brito tem usado de  todos os artifícios,  para protelar o resultado do processo e se manter no cargo. ”Já foram aplicadas a eles medidas cautelares e, gastando muito dinheiro, ele  conseguiu derrubar a decisão do juiz. Agora ele tenta em todas as instâncias anular as provas que existem contra eles no processo, e deixar de ser réu, alegando foro privilegiado”, afirma o vereador.    

                                                                                Com tantos fatos obscuros, não é pra menos que a cidade viva hoje uma situação de instabilidade política e econômica. O comércio está enfraquecido, com as lojas fechando as portas, o funcionalismo  público com os salários atrasados, servidores municipais sendo demitidos, direitos sendo retirados de várias categorias. Recentemente aconteceram grandes manifestações na cidade, em protesto aos atos do prefeito que prejudicava os funcionários.

Como se não bastasse, falta merenda nas escolas, falta  transporte para os alunos, os médicos estão pedindo desligamento dos cargos por não receberem os salários atrasados e nas unidades de saúde, não tem remédios, ou quando tem, estão vencidos.

Como foi amplamente divulgado recentemente nas redes sociais e veículos de comunicação de todo o estado, um caso grave de distribuição de remédios vencidos, ocorrido na saúde pública de Tucuruí.                                                                                  Mesmo com uma administração em colapso total, tudo indica que o atual prefeito tenha pretensões políticas para as próximas eleições,  e já declarou guerra aos dois pré candidatos que lideram as pesquisas no município: Alexandre Siqueira e Jairo Holanda.

Uma espécie de  jogada ensaiada é articulada através de um grupo que produz e espalha fake news, que segundo alguns moradores da cidade, que preferem não se identificarem, pois temem represálias, recebem dinheiro ilegalmente da prefeitura  o empara atacar o empresário Alexandre Siqueira, e quem mais se apresentar como oposição a atual gestão, enquanto um outro grupo persegue Jairo Holanda, que é servidor público concursado, tentando inclusive invalidar seu concurso.  
                                                                              Ao consultarmos quem mora em Tucuruí, percebemos um desejo coletivo, para que os responsáveis pela morte do prefeito Jones Willian paguem pelo crime, e que já sonham com o fim desse mandato, que pra eles representa retrocesso, abandono e insegurança.

domingo, julho 01, 2018

TUCURUÍ: MPPA denuncia ex-prefeito por crime contra a administração pública




Uma série de irregularidades informadas ao Ministério Púbico do Pará (MPPA) em Tucuruí, principalmente pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará (Sintepp), e pelo Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sinsmut) resultaram numa denúncia contra o ex-prefeito da cidade, Sancler Antônio Wanderley Ferreira, ajuizada pela 2º Promotora de Justiça do município, Amanda Luciana Sales Lobato.  

A denúncia feita com pedido liminar de indisponibilidade de bens foi ajuizada após as denúncias do Sintepp, que informou o MPPA, através do ofício nº 061/2016, o atraso dos repasses por parte do município de Tucuruí à entidade, apesar do desconto mensal estar sendo feito na remuneração dos professores. Segundo o Sintepp, a soma da falta do repasse alcançou a cifra de vinte e seis mil, seiscentos e quarenta e um reais e vinte e oito centavos.

O  Sindicato dos Servidores Públicos Municipais, também denunciou a existência de um débito decorrente da falta de repasse à Caixa Econômica Federal (CEF), banco credenciado para receber os valores referentes aos empréstimos consignados dos servidores municipais. A defraudação segundo a ação do MPPA, supera a quantia de dez milhões de reais, apesar de o desconto também estar sendo regularmente realizado da remuneração dos servidores. 

Outra denúncia de apropriação por parte do ex-prefeito refere-se a falta de pagamento dos servidores públicos municipais desde o mês de outubro até o mês de dezembro de 2016, bem como da falta do décimo terceiro salário e das férias proporcionais dos servidores, gerando um débito em torno de R$ 40 milhões aos cofres públicos. Os servidores contratados denunciaram que estavam sendo distratados sem receber os salários de agosto, setembro e outubro de 2016, além do 13º salário e férias proporcionais. 

Todos os valores mencionados somam a quantia de R$ 54.026.641,00 (cinquenta e quatro milhões, vinte e seis mil e seiscentos e quarenta um reais). 

De acordo com a peça, inicialmente o MPPA, por meio de seus promotores de justiça, expediram ao município e ao ex-prefeito Sancler, a Recomendação nº 004/2016-MP/2ª e 3ª, em outubro de 2016, porém, o documento não foi cumprido. Na tentativa de evitar o certeiro desfalque aos cofres públicos do município, os promotores de justiça ingressaram com várias medidas judiciais, a fim de coagir o prefeito, que estava terminando o mandado de gestor municipal, a pagar as dívidas que haviam sido geradas em razão da apropriação indevida de recursos comprovadamente descontados dos servidores públicos municipais e não repassados aos credores. Entretanto, algumas dividas só foram quitadas após o MPE ingressar com a ação cautelar de bloqueio de verbas públicas próprias e repasses financeiros, sendo que alguns foram feitos por alvará judicial.  

A apropriação indevida de recursos públicos que deveriam ser utilizados para pagamento dos servidores municipais, pagamento dos credores, tais como bancos, associações, sindicatos e prestadores de serviços, gerou um caos na cidade, causando uma crise de falta de pagamento “em cascata”, causando inclusive desestabilidade no comércio local. 

De acordo com a ação, o denunciado deixou várias dívidas com a administração pública municipal, tais como parcelamentos de energia elétrica, diárias referentes a tratamento fora do domicilio (TFD), Ipaset, empresas de transporte intermunicipais; contrato de ambulâncias do SAMU; contrato de prestação de serviços médicos; Câmara Municipal de Tucuruí, dentre outras dívidas. 

Segundo a promotoria, “somente um parecer contábil detalhado da atual administração pode definir os credores e o valor total dos débitos deixados”, diz a promotora Amanda Lobato. “O MPPA foi obrigado a requerer judicialmente o bloqueio de todas as contas do município de Tucuruí, em virtude de não estarem sendo pagos os fornecedores da área da saúde, bem como os profissionais contratados para prestar serviços médicos, nem qualquer um dos servidores, tendo sido alarmado uma paralisação geral nos serviços essenciais, não só por falta de pagamento de salários, bem como por falta de condições de trabalho e inclusive material para execução das atividades. 

Na denúncia, o MPPA requer a condenação do denunciado Sancler Ferreira nos termos previstos no artigo 312 do CP, devendo ainda reparar o prejuízo causado; a decretação da quebra do sigilo bancário do denunciado para que sejam informados, nos autos do processo, todas as movimentações realizadas nos últimos 05 (cinco) anos; o envio de ofício ao Serviço de Migração da Polícia Federal, para que seja informado nos autos, as viagens que porventura o denunciado tenha feito ao exterior nos últimos 05 (cinco) anos; a decretação da perda dos bens e valores acrescidos ilicitamente ao patrimônio (conforme o resultado da quebra dos sigilos requeridos); a nomeação de um perito contábil, afim de levantar outros possíveis valores que podem ter sido desviados e/ou parcelados, que podem gerar débitos futuros, que não foram informados ao MPPA. 

Além disso, o Ministério Público também requer o ressarcimento integral dos valores apropriados indevidamente no valor de R$ 54.026.641,00 (cinquenta e quatro milhões, vinte e seis mil e seiscentos e quarenta um reais), podendo este valor ser aumentado, após a realização da perícia contábil.

quarta-feira, janeiro 10, 2018

G1 Pará: Suspeita de participação no assassinato de prefeito de Tucuruí responde a processo em liberdade

Josy Brito é mãe do prefeito afastado de Tucuruí, Artur Brito, acusada de ser uma das mandantes do crime que chocou o Estado do Pará.

Depois que a defesa de Josenilde recorreu ao STJ e pediu a manifestação do Ministério Público Federal, o MPF recomendou concessão do habeas corpus a ela.


No G1 Pará  

O Ministério Público Federal pediu que o processo que investiga a suposta participação de Josenilde Silva Brito na morte do prefeito eleito de Tucuruí, Jones William, ocorrida em julho do ano passado, seja encaminhado ao Tribunal de Justiça do Pará.  

De acordo com o subprocurador geral da república, Rodrigo Janot, o caso não poderia ser julgado por um juiz de primeira instância, pois há indícios de participação do atual prefeito de Tucuruí, Arthur Brito, filho de Josenilde Brito.  

Depois que a defesa de Josenilde recorreu ao STJ e pediu a manifestação do Ministério Público Federal, o MPF se manifestou dizendo que o habeas corpus deveria ser concedido.  

Josenilde Brito chegou a ser presa no fim do ano passado suspeita de participação no assassinato de Jones William, mas agora responde ao processo em liberdade.  

Em nota, a Superintendência do Sistema Penitenciário do Estado (SUSIPE) informou que Josenilde Silva Brito não mais se encontra custodiada no Centro de Recuperação Feminino (CRF) de Ananindeua, pois recebeu um alvará de soltura no dia nove de dezembro de 2017. Suspeita de participação no assassinato de prefeito de Tucuruí responde a processo em liberdade  Depois que a defesa de Josenilde recorreu ao STJ e pediu a manifestação do Ministério Público Federal, o MPF recomendou concessão do habeas corpus a ela.

domingo, janeiro 07, 2018

Investigações do assassinato de Jones William chegam à fase final e prefeito (em exercício) de Tucuruí está ameaçado de morte

Josy Brito, Bena Navegantes e Artur Brito são personagens principais do enredo que envolve a disputa por poder e diversos crimes, que há cinco meses mexe com Tucuruí, após o assassinato do prefeito Jones William, que está preste a ser elucidado.

Por Diógenes Brandão

Fontes do blog AS FALAS DA PÓLIS informam que a polícia está muito próximo de elucidar o caso do assassinato do ex-prefeito Jones William (PMDB) e realizar novas prisões  em Tucuruí. As investigações conduzidas pelo Delegado-geral da Polícia Civil, Rilmar Firmino, completam 5 meses e meio e entram na fase final, depois de diversas prisões realizadas, assim como vários depoimentos colhidos com suspeitos e testemunhas do crime que chocou o Brasil, por sua crueldade e futilidade.

Além disso, a CPI contra o ex-prefeito Artur Brito (PV) - que era vice-prefeito e assumiu o poder, logo depois do assassinato de Jones William - se encontra em fase conclusiva na Câmara Municipal de Tucuruí. 

A cassação do prefeito Artur Brito, que já se encontra afastado - é dada como certa. Entra em fase de conclusão com a votação do relatório do vereador Gualberto Neto (DEM), prevista ainda para este mês, em sessão extraordinária que deve acontecer antes do término do recesso de fim de ano da Câmera de Vereadores.

Acusada de ser idealizadora e mandante do assassinato de Jones William, a mãe de Artur Brito, Josy Britofoi presa no 31 de Outubro, quando este blog noticiou em primeira mão a notícia, e 26 dias depois foi colocada em liberdade, voltou pra prisão, foi liberada pela segunda vez, retornou de novo para sua cela, onde passou mais 45 dias presa e agora se encontra em liberdade, desde o dia 08 de Dezembro do ano passado.


PREFEITO EM EXERCÍCIO TAMBÉM ESTÁ AMEAÇADO DE MORTE

Em audio que circula por diversos grupos de Whatsapp, o secretário municipal de segurança em Tucuruí, Coronel Barata, denuncia que o grupo político que assumiu o poder municipal, logo após o assassinato de Jones William, se reuniu na casa do prefeito afastado, Artur Brito, onde teria sido planejado "bater" no prefeito em exercício. 

Coronel Barata também afirma que outro grupo menor, faz ameaça de morte ao gestor, o vereador Benedito Joaquim Campos Couto, o Bena Navegantes (PROS), que assumiu a prefeitura, depois que Artur Brito foi afastado do cargo, primeiro pela justiça, após pedido feito pelo Ministério Público e pela segunda vez, pela pela câmara de vereadores, que também aprovou uma CPI, que terá o relatório apresentado ainda essa semana, o que pode trazer o afastamento definitivo de Artur Brito.

Ouça o audio:


Entenda o caso

O prefeito de Tucuruí Jones William foi atingido por cinco (05) tiros, na tarde de uma terça-feira, dia 25 de Julho de 2017. O gestor faleceu deixando a esposa e 04 filhos, aos 42 anos.
Seu assassinato se deu enquanto fiscalizava obras de pavimentação de uma estrada que dá acesso ao aeroporto da cidade. 

Depois do atentando, ele foi levado a um hospital, mas não resistiu e veio a óbito. Os assassinos o abordaram e fugiram em uma moto, logo depois dos disparos fatais. O vice-prefeito, Arthur Brito (PV) assumiu imediatamente a prefeitura e depois meses depois sua mãe foi presa, acusada de ser uma das principais responsáveis pelo planejamento e encomenda do crime. 

Além de Josy Brito, diversas pessoas já foram presas e essa semana, a polícia deve encerrar o caso, após a justiça expedir novos pedidos de prisão e solucionar o caso, como é esperado por toda a sociedade paraense, sobretudo a população de Tucuruí.

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sexta-feira, dezembro 08, 2017

Acusada de ser a mandante do assassinato de Jones William, Josy Brito ganha liberdade pela 2ª vez

Habeas Corpus coloca Josy Brito novamente em liberdade. O filho continua afastado da prefeitura de Tucuruí.

Por Diógenes Brandão

Presa desde o dia 31 de Outubro, Josenilde Silva Brito - mais conhecida como Josy Brito - já havia sido beneficiada por uma decisão aprovada por 4 votos a 1, pelos desembargadores do Tribunal de Justiça do Estado do Pará que derrubaram uma liminar concedida seis dias antes, pelo desembargador Ronaldo Marques Valle, que atendeu os pedidos feitos pelos advogados da denunciada e concedeu o Habeas Corpus liberatório e a liminar determinando a libertação da acusada de ser mandante do assassinato do prefeito Jones William, morto de forma covarde com diversos tiros na cabeça, em Julho deste ano. Josy Brito então retornou para a cadeia.

No entanto, noite desta quinta-feira (08), Josy ganhou novamente a liberdade, dessa vez através de um Habeas Corpus, com pedido liminar que garante que a mesma possa sair da prisão

Josy Brito é mãe de Artur Brito (PV), afastado do cargo de prefeito pela justiça do município, no último dia 13 de Novembro, por fortes suspeitas de corrupção em contratos de obras e prestação de serviços para a prefeitura. 

Além disso, a Câmara de Vereadores de Tucuruí aprovou no dia 01 de Dezembro, o afastamento do prefeito por 90 dias e a abertura de uma CPI contra o ex-prefeito Artur Brito. A Câmara de Tucuruí entrará em recesso a partir do dia 15 de dezembro. Mas os trabalhos da CPI irão parar durante esse período. 

Ao fim do trabalho da CPI serão necessários dois terços dos vereadores para cassar o prefeito ou arquivar a denúncia.

Veja a decisão judicial do STJ que colocou em liberdade de Josy Brito:







terça-feira, novembro 28, 2017

Tucuruí: Populares exigem a cassação de prefeito afastado, mas vereadores evitam investigá-lo

Centenas de populares pressionaram os vereadores em frente à Câmara de Vereadores de Tucuruí.

Por Diógenes Brandão

O vereador Weber Galvão (PMDB) entrou com uma representação contra o presidente da Câmara Municipal de Tucuruí, o vereador Rony Santos (PSC) pedindo a cassação do mesmo. Segundo disse em uma rádio local, Weber considera que o colega está obstruindo a apreciação do pedido de cassação que este apresentou contra o prefeito Artur Brito (PV), afastado do cargo no dia 13 de Novembro, depois que o Tribunal de Justiça do Estado atendeu o pedido do Ministério Público Estadual, que por sua vez acatou a denúncia feita pelo empresário Alexandre Siqueira, de que no cargo de prefeito, Artur e seus assessores praticaram atos de corrupção, em contrato de obras e prestação de serviços, na prefeitura de Tucuruí.

Afastado da prefeitura de Tucuruí por suspeita de corrupção, o prefeito Artur Brito​ foi novamente poupado pelo presidente da Câmara de Vereadores do município. Vereador acusa presidente da casa de obstruir as investigações e por isso pede que o vereador também seja cassado.

A decisão de Weber Galvão de ingressar contra o vereador Rony Santos se deu na manhã desta terça-feira (28), logo depois que o presidente da Câmara Municipal de Tucuruí negou o pedido feito por seu colega, que era irmão do ex-prefeito Jones William, para que a Câmara de Vereadores iniciasse o processo de cassação do prefeito Artur Brito, pelo assassinato de Jones e pela forma com que a administração vem sendo usada para acobertar o crime. 

O vereador lembra que há suspeitas até de pagamento de quase um milhão para o assassinato de Zé Davi, fazendeiro morto com cinco (05) tiros, no mesmo dia em que o dinheiro foi sacado dos cofres da prefeitura.  O pagamento do crime teria sido realizado através de um aditivo para a obra da orla de Tucuruí, feito pelo prefeito Artur Brito, no dia do assassinato do fazendeiro.   

Em uma nota emitida no dia 03 de novembro, o vereador Weber Galvão fez um apelo em busca de justiça pelo assassinato do seu irmão, o prefeito Jones William (PMDB), morto de forma cruel e covarde com tiros na cabeça, enquanto fiscalizava obras em uma rua do município, em Julho deste ano. Segundo ele, não há como suportar conviver no mesmo ambiente que os beneficiados pelo crime cometido contra o seu irmão. 




Segundo populares presentes na manhã desta terça-feira na Câmara Municipal de Tucuruí e que entraram em contato com o blog para denunciar o ocorrido, o presidente da casa resolveu encerrar a sessão depois que terem sido jogadas moedas em direção à mesa diretora, simbolizando a compra de vereadores para que estes barrassem a votação, que poderia causar a cassação do mandato e a instalação de uma CPI para apurar as denúncias de corrupção contra o Artur Brito.

Centenas de populares se mantiveram em frente à Câmara de Vereadores exigindo a cassação do prefeito Artur Brito, mas a sessão foi interrompida pelo presidente e não tem data para ser retomada.

Veja as fotos enviadas ao blog:











segunda-feira, novembro 27, 2017

Tucurui: Justiça manda Josy Brito novamente pra cadeia e nega pedido de Artur Brito para voltar à prefeitura. Radialista condenado entra em defesa da família de acusados

Tucuruí: Enquanto a mãe volta pra cadeia, o filho é mantido afastado da prefeitura. 

Por Diógenes Brandão

Mais um capítulo da dramática situação política do município de Tucuruí revela que as coisas continuarão difíceis para a família Brito. 

Na manhã desta segunda, após decisão aprovada por 4 votos a um, os desembargadores do Tribunal de Justiça do Estado do Pará decidiram derrubar a liminar concedida na última sexta-feira (24), pelo desembargador Ronaldo Marques Valle, que atendeu os pedidos feitos pelos advogados de Josenilde Silva Brito (Josy Brito) e concedeu o Habeas Corpus liberatório e a liminar determinando a libertação da acusada de ser mandante do assassinato do prefeito Jones William.




Josy Brito é mãe de Artur Britoafastado do cargo de prefeito pela justiça do município, no último dia 13 de Novembro, por fortes suspeitas de corrupção em contratos de obras e prestação de serviços para a prefeitura. A defesa de Artur Brito alega que a justiça e o Ministério Público estejam sendo usados pelo empresário Alexandre Siqueira, autor das denúncias que levaram o prefeito a ser afastado.

A versão dos advogados de defesa do prefeito afastado é amplamente reproduzida pelo assessor de comunicação da prefeitura, Wellington Hugles e hoje foi repetida pelo radialista Nonato Pereira, na rádio Mix FM, ligada ao sistema Marajoara de Comunicação. 

Cabe lembrar que o radialista que usou seu programa para defender a versão apresentada pela família Brito foi preso e condenado a 13 meses e 20 dias de detenção, mais pagamento de uma multa, por ter participação em um esquema de fraudes em licitações de várias prefeituras do Pará. 

Só na prefeitura de Parauapebas, o esquema desviou mais de R$ 22 milhões dos cofres públicos. Além nisso, Nonato Pereira possui outras condenações pelo crime de calúnia, injúria e difamação e foi preso com dólares e maconha em sua casa.

Filho é mantido afastado da prefeitura e mãe retorna à cadeia

Depois de passar 03 (três) dias fora da cela onde estava presa desde o dia 31 de Outubro, Josy Brito teve o relaxamento de sua prisão derrubado nesta segunda-feira (27). A prisão preventiva temporária decretada pelo Juiz José Leonardo Frota de Vasconcellos Dias, da Vara Criminal da Comarca de Tucuruí foi novamente reestabelecida e Josy Brito já dorme em sua cela novamente.

Nesta segunda-feira, o Tribunal de Justiça do Pará também decidiu negar o pedido dos advogados de seu filho, para que retomasse o cargo de prefeito, mas por decisão judicial, Artur Brito (PV) continua afastado do cargo. 




Advogados consultados pelo blog AS FALAS DA PÓLIS avaliam que as chances de Artur Brito retomar o poder municipal são muito improváveis e uma nova eleição deverá acontecer ainda no primeiro semestre de 2018.

quinta-feira, novembro 16, 2017

Falta pouco para o depoimento do acusado de ter contratado o pistoleiro que matou o prefeito Jones William

 Flávio Rodrigues Porto foi preso em uma cidade do interior de Foto: Celso Rodrigues/Diário do Pará.


Por Diógenes Brandão

Tal como o blog AS FALAS DA PÓLIS havia informado em primeira mão, ainda nesta quarta-feira (15), o contratante do assassinato de Jones William, ex-prefeito de Tucuruí, foi preso no município de São Miguel do Araguaia, no estado de Goiás. O acusado não ofereceu resistência à prisão.

Amanhã, Flávio será interrogado pela polícia civil e seu depoimento certamente trará mais luz e informações para o desfecho das investigações sobre o caso.

Além de Flávio, outras prisões já foram realizadas, começando pela empresária Josy Brito, mãe de Artur Brito (PV), vice-prefeito que assumiu a prefeitura logo após a morte do prefeito e que foi afastado nesta segunda-feira (13), acusado de improbidade administrativa pelo empresário Alexandre Siqueira, que teria recusado a proposta de superfaturar obras e serviços para a prefeitura de Tucuruí.

Leia abaixo outras matérias exclusivas do blog que tem feito uma cobertura completa e fiel à apuração deste cruel assassinato que chocou o Pará e ganhou repercussão na mídia nacional.








terça-feira, novembro 14, 2017

Tucuruí: Polícia investiga boataria após afastamento do ex-prefeito

Afastado do cargo, Artur Brito (PV) luta na justiça e nas redes sociais para reverter situação em que sua família se encontra perante a opinião pública de Tucuruí.

Por Diógenes Brandão

Menos de quatro (04) meses após a morte do prefeito de Tucuruí, Jones William (PMDB), o clima de hostilidade política cresce com os desdobramentos das investigações do assassinato do mesmo e  o avanço das denúncias de que o grupo político que assumiu o poder, tramava formas de desviar recursos públicos.

Fontes do blog dão conta de que a Polícia Civil já investiga a ação de assessores do ex-prefeito afastado de Tucuruí, Artur Brito (PV), que estão usando perfis falsos nas mídias sociais para espalhar ataques de boataria contra Alexandre Siqueira, por este ter denunciado a tentativa de superfaturamento de obras e serviços no município, logo depois que Jones William foi assasinado.  

EX-VICE-PREFEITO FOI AFASTADO POR SUPOSTA CORRUPÇÃO 

O Ministério Público acatou as denúncias e a justiça determinou que o prefeito e mais dois assessores não pisem em órgãos públicos municipais durante 06 meses, tempo que pode ser afastado definitivamente pela Câmara de Vereadores, que hoje recebeu o 2º pedido de cassação do prefeito e que será avaliado na próxima terça-feira (21). 

Além de ter sido afastado pela tentativa de corrupção, o vice-prefeito que passou três (03) meses no cargo de prefeito, amarga a prisão de sua mãe, Josy Brito, presa como suspeita de ser uma mandantes do cruel assassinato do ex-prefeito Jones William, morto com cinco (05) tiros na cabeça, enquanto fiscalizava uma obra no município, em Julho deste ano.  


Para Alexandre Siqueira, amigo pessoal e prestador de serviços na gestão de Jones William, os ataques que vem recebendo não passam de uma tentativa do grupo político - que tomou o poder logo após a morte do ex-prefeito - de jogar uma nuvem de fumaça sobre as investigações que estão desvendando aos poucos, a estratégia macabra utilizada para tomarem a prefeitura daquele que foi eleito pela população, que revoltada pede a saída definitiva do prefeito e de seu irmão, que é vereador no município.   

PROTESTOS

Semana passada, milhares de pessoas ocuparam a frente da Prefeitura e da Câmara de Vereadores de Tucuruí exigindo a renúncia do prefeito Artur Brito, que ontem foi afastado do cargo pela justiça, pelo prazo de 180 dias. Agora a população exige a saída definitiva do prefeito e do vereador, Lucas Brito (PV), irmão de Artur Brito.



EX-PREFEITO REBATE ACUSAÇÕES E ATACA

Após saber da determinação judicial para que ele dois de seus assessores, o Chefe de Gabinete e o Secretário Municipal de Obras fossem afastados dos seus cargos na prefeitura de Tucuruí, o ex-prefeito Artur Brito disse em uma rádio que todos os contratos do empresário denunciante seriam fraudados e superfaturados. O prefeito disse que a denúncia é falsa,de um empresário desesperado porque tem seus contratos fraudulentos todos investigados pela prefeitura”

DENUNCIANTE DIZ QUE A DECISÃO DE AFASTAMENTO FOI DA JUSTIÇA

Por sua vez, o empresário Alexandre França Siqueira disse à mesma emissora de rádio que tem como provar tudo o que disse aos promotores. Segundo ele, o grupo de Artur Brito está tentando roubar a prefeitura para tentar se safar dos processos relativos à morte do ex-prefeito Jones William.  “A cidade está sendo governada por mãos de sangue e se o prefeito tivesse bom senso já teria renunciado”, disse, numa alusão direta à prisão da mãe de Artur Brito, Josy Brito, acusada de ser a mandante da morte de William. Alexandre Siqueira lembrou que, quando ocorreu o assassinato do prefeito Jones Wiliam, o grupo que está governando o município tentou ligá-lo ao crime. “Mas a polícia não foi na minha casa, eu não fui alvo de condução coercitiva, ninguém pediu meu depoimento”.


Procurado por este blog, Alexandre disse que seus adversários precisam reclamar com a justiça e não com ele, pois não é justo e nem inteligente dizer que ele foi o responsável pelo afastamento do ex-prefeito e sim o Tribunal de Justiça do Pará, que se agiu como agiu, é porque teve motivos para tal.

NOVA POSSE

Após o afastamento de Artur Brito, o vereador Benedito Joaquim Campos Couto, o Bena Navegantes (PROS), foi empossado na manhã de hoje (14) como prefeito de Tucuruí. Ele permanecerá no cargo por 06 meses, ou menos, caso a Câmara de Vereadores decida afastar em definitivo o ex-prefeito e convocar novas eleições para que o povo decida quem deve ser o seu governante.

Segundo o blog do João Carlos, "a posse de Bena Navegantes se deu em sessão extraordinária da Câmara de Vereadores, que teve início às 9h. Muita gente foi acompanhar o ato de posse do novo prefeito. O plenário do Legislativo ficou totalmente lotado durante todo o tempo da sessão."

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