quinta-feira, dezembro 03, 2009

A origem do Mal - Parte II


O DEMOCRATAS é o partido do governador do Distrito Federal, José Arruda, o mesmo que teve aparições, nada educativas, durante o último final de semana nas redes de televisão e sites do Brasil. Nas imagens, Arruda e outros marginais aparecem recebendo dinheiro de origem "desconhecida" das mãos de nada mais nada menos, do que seu Secretário de Estado de Relações Institucionais, Durval Barbosa, chamado agora chamado de cão pelo ex-chefe e exonerado do governo que está em chamas e assiste atônito os partidos aliados (PSB, PPS, PV e PSDB) pularem do barco, na tática tentativa de livrarem-se da implacável opinião pública e do desgaste político que as imagens geram, mesmo que ninguém duvide que as patas de todos estes, nem de longe estejam limpas!


Durval Barbosa é o astuto assessor que "entregou a parada" por acordo com a PF e foi grampeado pela própria, para comprovar com fatos e imagens irrefutáveis, o esquema da quadrilha que se alojava dentro da sede do governo do Distrito Federal. Durval tem na delação premiada (redução da pena) e aceitou desvendar o maior  fragrante de repasse de propina já televisionado no Brasil. 

Durval atuou no governo de Roriz (ex-governador que fora vencido nas eleições do DF em 2006, pelo atual governador Arruda) e desde lá, segundo a Polícia Federal, comandava um esquema milionário de "caixa 2" e de enriquecimento pessoal (e da quadrilha candanga) que rendia-lhes milhões de reais, tudo evidentemente, fruto de super faturação da compra de bens e serviços públicos.

quarta-feira, dezembro 02, 2009

U2. Where The Streets Have No Name - Onde as ruas não tem nome


I want to run
Eu quero correr
I want to hide
Eu quero esconder
I want to tear down the walls
Eu quero derrubar as paredes
That hold me inside
Que me seguram por dentro
I want to reach out
Eu quero alcançar
And touch the flame
E tocar na chama
Where the streets have no name
Onde as ruas não têm nome
I want to feel, sunlight on my face
Eu quero sentir, a luz do sol no meu rosto
See that dust cloud disappear without a trace
Ver a nuvem de poeira desaparecer sem deixar pista,
I want to take shelter from the poison rain
Eu quero me abrigar da chuva venenosa,
Where the streets have no name
Onde as ruas não têm nome
We're still building
Nós ainda estamos construindo
Then burning down love, burning down love
Então queimando amor, queimando amor
And when I go there
E quando eu vou lá
I go there with you...
Eu vou lá com você...
(It's all I can do)
(Isso é tudo o que posso fazer)
The cities a flood
A cidade está inundada
And our love turns to rust
E nosso amor se enferruja
We're beaten and blown by the wind
Nós fomos malhados e assoprados pelo vento
Trampled into dust
Esmagados em poeira
I'll show you a place
Eu te mostrarei um lugar
High on ta desert plain
Acima das planícies desérticas
Where the streets have no name
Onde as ruas não têm nome
Still building
Ainda construindo
Then burning down love
Então queimando amor
Burning down love
Queimando amor
And when I go there
E quando eu vou lá
I go there with you
Eu vou lá com você
(It's all I can do)
(Isso é tudo o que posso fazer)

Caro Bornhausen, vamos ficar livre dessa raça por uns 30 anos?

Por Renato Rovai*

Faz tempo que não vejo o ex-senador Jorge Bornhausen abordando assuntos da política nacional. Logo ele que se notabilizou por ser um radical oponente do governo Lula no primeiro mandato e que até por isso nem tentou a reeleição em seu estado. Logo ele que ganhou notoriedade ao dizer que ao menos “a gente vai se ver livre dessa raça por pelo menos uns 30 anos”, referindo-se ao PT e seus filiados. Pois é, senador Bornhausen, tenho enorme curiosidade jornalística (nada mais do que isso) para saber o que o senhor está achando dessa história que atinge em cheio a moral e os bons costumes do único governador eleito pelo seu partido no último pleito. Governador que estava cotado, inclusive, para compor chapa com o governador José Serra na condição de candidato a vice-presidente da República.

O senhor deve estar pensando que “nunca na história desse país” um escândalo foi tão filmado e documentado como esse, hein? E logo com um partido tão correto e digno como o seu, né?

Pois é, senador Bornhausen, como dizem por aí, a vida é dura. Quem cospe pra cima às vezes vê o danado cair na própria cabeça.

Por isso, não tenho dúvida que num momento tão sério da vida do país e do seu partido o senhor não vai se esconder. Vai fazer como na crise de 2005. Convocará todos os canais de TV e vai esculhambar os corruptos.

Com todo o respeito, solicito-lhe que convide-nos para participar. A revista Fórum tem todo interesse em vivenciar este momento histórico.

É algo impagável.

PS: Caro senador, como o senhor entende dessas coisas, será que vamos ficar livre dessa raça pelos próximos 30 anos?

* Renato Rovai é editor da revista Fórum outro mundo em debate.

terça-feira, dezembro 01, 2009

A origem do Mal - Parte I

Por Fernando Rodrigues

O Democratas nasceu de uma costela do PDS (ex-Arena, esteio da ditadura militar). Ainda com o nome de PFL, o partido sempre se apresentou como uma das forças motrizes responsáveis pela volta do país à democracia.

Adversários dos "demos" pensam de forma diferente. A sigla só teve senso de oportunidade. Em 1984, com a ditadura atolada no brejo, o grupo saltou fora do barco. Aliou-se às forças emergentes. Manteve-se mais tempo no poder.

A fórmula pefelista deu certo por muitos anos, quase duas décadas. Forte em oligarquias estaduais, nos grotões do país, o partido foi ficando. Em Brasília, praticou o quanto pode a genuflexão aos poderosos, um a um. Serviu a José Sarney, Collor e FHC.

Mas ninguém engana a todos o tempo todo. O PFL elegeu seis governadores em 1998. Caiu para quatro em 2002. Em 2006, ficou com apenas um: José Roberto Arruda, em Brasília, um ex-tucano renascido "demo" depois de ter caído em desgraça por causa de um escândalo anos antes -a violação do painel de votação do Senado.

Agora, Arruda entra em um buraco mais fundo. Há indícios claros de sua participação num esquema já chamado de mensalão do DEM em Brasília. É difícil haver explicação dentro da legalidade para a imagem do único governador "demo" recebendo um pacote de dinheiro, refestelado em um sofá, e respondendo: "Ah, ótimo".

No caso dos mensalões do PT e do PSDB, é bom lembrar, nunca apareceu imagem tão eloquente.

O Democratas encolhe a cada eleição. Foram 105 deputados eleitos em 1998. Uma queda para 84 em 2002. Só 65 em 2006. Hoje, prova do próprio veneno: a infidelidade partidária o desidratou e a bancada com meras 55 cadeiras.

Em 2010, ressalvada uma ou outra exceção, os "demos" devem aumentar a sua insignificância.


Pierre Verger - Exposição em Belém

O Museu de Arte de Belém (Mabe) abre nesta quinta-feira, 3, às 20h, a exposição “Pierre Verger - Uma ponte sobre o Atlântico”. Como parte da programação, na sexta-feira (4), às 9h, acontece a mesa de debate “A Diáspora Africana - Pierre Verger na Amazônia”, no auditório do Convento dos Mercedários. A exposição fica até o dia 31 de janeiro de 2010. 






Itapoã, Salvador.

Porto de Veleiros, Ver-o-Peso - 1948.  


O acervo fotográfico de Verger que estará aberto aos moradores e turistas de Belém a partir da sexta-feira, 4, são imagens sobre as conexões e a formação das novas sociedades resultantes das relações entre a África e a América, com destaque para as conexões que uniram o Brasil a algumas regiões da África. 

Tendo como foco de interesse as imagens registradas no Suriname em 1948, em sua maioria inéditas, esta exposição permite ao visitante uma abordagem sobre a temática que é carro-chefe das obras do artista: as Américas Negras. As fotografias ilustram perfeitamente o trabalho realizado sobre as questões afro-americanas. Neste trabalho, o Suriname –  e de modo geral as Guianas – se encontram no coração desta América Negra, no centro de um triângulo constituído pela América do Norte, América do Sul e Antilhas.

Pierre Verger registra com realidade e beleza os cultos afro-religiosos realizados nos terreiros de Candomblé das Guianas Suriname e Paramaribo. Na Amazônia, mas precisamente em Belém, a exposição conta com dez fotos de um terreiro de mina.

A obra fotográfica de Verger é reconhecida mundialmente tanto por suas qualidades estéticas quanto etnográficas. Nesta exposição, o visitante pode reconhecer facilmente associações de imagens que ilustram o fluxo e refluxo sobre o qual Verger tanto escreveu. Esta experiência etnográfica, humana e estética é parte integrante do processo de reconhecimento dos “afro-americanos”, de suas histórias e culturas, que estão intimamente ligadas ao continente africano, assim como de suas inegáveis influências na miscigenação das culturas americanas resultantes do impacto colonial.

Segundo a diretoria do Mabe, o objetivo da exposição é apresentar algumas imagens pouco conhecidas de Verger feitas na região das Guianas e da Amazônia, e, também, imagens que trouxeram o conhecimento e reconhecimento da cidade de Belém e de seu maior cartão postal, o Ver-o-Peso.


Serviço

Exposição “Pierre Verger - Uma ponte sobre o Atlântico”.
Local: Museu de Arte de Belém – Palácio Antônio Lemos (Praça D. Pedro II, Cidade Velha).
Abertura: 3 de dezembro, às 20h.
Período: até 31 de janeiro de 2010.
Horário: Segunda a Sexta, de 9h às 17h; sábados e domingos, de 9h às 13h.



Mesa de Debate

Tema: “A Diáspora Africana - Pierre Verger na Amazônia debate”
Local: Auditório do Convento dos Mercedários, na Rua Gaspar Viana, nº 125, bairro da Campina.
Horário: 9h às12h.
Presenças:
David Redon (Co-Curador da Exposição)
Prof. Dr. Aldrin Moura de Figueiredo 
Profª. Ms. Taissa Tavernard Luca
Bàbá Edson Catendê

Criador e a criatura: a volta de Lei da Mordaça, agora em Ananindeua

Daniel Santos (PODE) seria o criador da ideia de emplacar a "Lei da Mordaça" na Câmara Municipal de Ananindeua, resgatando os mol...