Em O Globo, de hoje, uma matéria mostrando que a chamada “classe C” – as famílias com rendimento entre R$ 1.115 e R$ 4.807 por mês – já são a maior fatia da renda nacional. Os dados são da Fundação Getulio Vargas (FGV). A classe C já representa 46% do total de rendimentos das pessoas físicas, contra 44% das classes A e B juntas. São 91 milhões de pessoas. Entre 2003 a classe C respondia por 37% da renda nacional (salários, benefícios sociais e previdenciários, juros e aluguel). De lá para cá ela aumentou em 26,9 milhões de pessoas.
O mercado mudou, o comportamento de compra mudou e o comportamento de voto mudou. A própria noção de classe média, como designativo de um perfil sócio-cultural, já não serve mais. Já não adianta anunciar para as classes A e B achando que a tal classe C vai, simplesmente, seguir um comportamento de compra. A classe C não apenas aumentou, mas, percebendo-se outra, maior e mais potente, está mais “afirmada” e passa a demandar um tratamento específico.
A pesquisa da FGV, aliás, mostra essa mudança no próprio perfil da classe C, quando revela que o índice do consumidor aumentou 14,98% entre 2003 e 2008, contra 28,62% de aumento do índice do produtor. Ou seja, que o potencial de geração de renda do brasileiro aumentou mais que a sua capacidade de consumo.
Ou seja, que ascensão de pessoas das classes D e E à C se deu não apenas pelos programas de ajuda social do governo, mas porque o brasileiro trabalhou mais, ganhou melhor, se educou, comprou computadores e celulares e poupou mais.
O índice do consumidor mede o acesso das famílias a bens de consumo (TV, geladeira, DVD), serviços públicos (lixo, esgoto), condições de moradia (financiamento, número de cômodos e banheiros) e tipo de família. Por sua vez, o índice do produtor estima o potencial de geração de renda pela sua inserção produtiva e nível educacional, bem como investimentos em capital físico (previdência pública e privada, uso de tecnologia de informação e comunicação), capital social (sindicatos, estrutura familiar) e capital humano (frequência escolar dos filhos).
quarta-feira, fevereiro 10, 2010
terça-feira, fevereiro 09, 2010
segunda-feira, fevereiro 08, 2010
Tá tudo dominado!
“Entendemos que o sistema está falido, por isso decidimos acreditar no cumprimento das melhorias e condições de serviço. Se isso não acontecer, faremos manifestações contra os empresários e a própria prefeitura”.
Jorge Leal, presidente da FEMECAM, entidade que em tese, deveria defender os interesses populares, justificando o voto a favor do aumento da tarifa do transporte público de Belém.
domingo, fevereiro 07, 2010
Insegurança alimentar na Amazônia supera a de outras regiões
A insegurança alimentar na Amazônia e Nordeste brasileiro é maior que nas demais regiões do País, de acordo com Oeiras. Ele esclarece que as pessoas abaixo da linha da pobreza são aquelas que vivem diariamente com apenas um dólar, segundo convencionou a Organização das Nações Unidas (ONU).
No Pará, hoje, a transferência de renda de programas sociais atinge quase 600 mil famílias. Em todo o Brasil são 11 milhões. Para José Oeiras, os números do Estado mostram ainda uma deficiência no atendimento por esses programas.
Ainda em fevereiro, o comitê Ação pela Cidadania vai entregar o documento 'O Brasil que queremos' para os candidatos a presidente da República. Aqui no Pará, os pré-candidatos ao governo do Estado também receberão esse texto, no qual há uma análise do combate à fome e miséria no Brasil e as metas que devem ser atingidas.
O Pará possui uma população de 7,136 milhões de habitantes e 43,16% dela é considerada carente pelo Comitê Ação da Cidadania. São 3,080 milhões de pessoas que ganham até um salário mínimo por mês e enfrentam sérias dificuldades de sobrevivência. O Estado ainda tem indicadores perturbadores como o analfabetismo, que atinge 1,772 milhão de habitantes, considerados analfabetos funcionais. O número corresponde a 24,83% da população paraense.
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