domingo, abril 04, 2010

"Os bancos são proprietários do Congresso dos EUA"

Um critério segundo o qual é possível calibrar a decadência da vida cultural, política e econômica nos Estados Unidos é responder a seguinte pergunta: as forças do poder econômico, que fracassaram de forma evidente, tornaram-se mais fracas ou mais fortes depois que os danos amplamente conhecidos que causaram converteram-se em um tema de domínio público? Apesar das manchetes na imprensa há dois anos sobre a autodestruição dos gigantes financeiros de Wall Street, os bancos seguem mandando na política dos EUA. O artigo é de Ralph Nader.

Por Ralph Nader, na Carta Maior.

sexta-feira, abril 02, 2010

Respeito aos educadores

No Blog do Noblat, por José Dirceu.

Os brasileiros têm a oportunidade de ver de perto como se comporta o PSDB no Governo. Engana-se quem pensa que vou mencionar o descalabro na cidade de São Paulo, herança que o governador José Serra deixou para os paulistanos após abandonar a prefeitura para disputar o Governo do Estado. Não cabe aqui igualmente discutir o caos no trânsito que provoca perdas milionárias à economia, nem o fato de que São Paulo não pode mais receber chuva porque alaga e para. Esses são problemas para um outro debate.
O momento pede urgência para uma área que impacta diretamente no futuro do País: a Educação.

A realidade em São Paulo é que os professores ganham pouco e não receberam a reposição da inflação nos últimos anos. Sem uma sinalização do Governo Serra —cujo secretário de Educação é Paulo Renato Souza, ex-ministro de Fernando Henrique Cardoso —, os professores decidiram, há quase um mês, paralisar suas atividades e pedir reajuste salarial de 34,3%.

O que faria um governante comprometido com a Educação no lugar do governador? Algumas respostas são possíveis, mas tenho certeza de que nenhuma inclui a opção “agressão aos manifestantes pela Polícia Militar”. É de estarrecer, mas foi isso o que aconteceu sob o olhar de Serra. Prevaleceu a truculência ao diálogo.

Se o governador acha injusta a reivindicação, se discorda da greve, se tem argumentos para apresentar, que recebesse os representantes e os demovesse da paralisação. Ou que chegasse a um acordo por reajuste menor. Um governante, qualquer que seja o cargo que ocupa, deve ter condições de dialogar com a população, com os funcionários públicos, com os educadores (!) e com os opositores. É tarefa própria do político.

Mas Serra se coloca na condição de inacessível e autoriza uma ação da PM extremamente despropositada, autoritária e repressiva, com contornos do regime militar.

Desde quando liberdade de expressão é motivo para apanhar da polícia? Ora, quem deseja ser presidente não pode achar que a melhor forma de lidar com 60 mil professores protestando é fingir que a greve não existe. Pior: chamar a greve de política é dar de ombros à dura realidade do professor, que todos os dias batalha para conseguir dar conta da missão que é educar.

O comportamento do governador é reincidente. Em 2008, durante a greve da Polícia Civil, recusou-se a dialogar com a categoria e empurrou a PM para o confronto com os policiais civis nas cercanias do Palácio do Governo do Estado! Atuou no limite da irresponsabilidade ao permitir que suas duas polícias se digladiassem em praça pública.

No entanto, além da inabilidade para negociar, a dificuldade de Serra tem uma razão oculta. Se receber os professores, terá que admitir que, ano a ano, diminui o Orçamento da Educação —de 16% em 2002, foram apenas 13,8% em 2008. Terá que reconhecer que fragmentou o setor em três secretarias, ao invés de fortalecer a Educação de forma unificada. E, por trás dessas ações, esconde-se a inexistência de uma política planejada à Educação.

Há duas maneiras básicas de melhorar o sistema educacional. Investir em infraestrutura —novas escolas, bibliotecas, material escolar, uniformes, computadores. E, certamente mais importante, aplicar verbas para melhorar a qualidade —atualização do conteúdo letivo, qualificação dos professores e incremento salarial. A chave está em atuar nas duas frentes de forma complementar.

Foi o que fez o PT, por exemplo, na gestão da prefeita Marta Suplicy em São Paulo, criando o CEU (Centro de Educacional Unificado). Os CEUs permitiram trazer para o interior das escolas esporte, lazer e cultura, integrando-os aos processos educativos. E transformou a dura realidade das periferias ao legar às comunidades um espaço de vivência nos finais de semana, ou seja, foi também um programa de inclusão social.

O Governo Lula também atuou nas duas frentes, ao criar o Pró-Uni e abrir 596 mil bolsas, ao construir 12 novas universidades e 79 escolas técnicas, mas igualmente ao fixar o piso salarial do professor em R$ 950. É esse o tipo de comparação que o Brasil deve fazer nas próximas eleições.

José Dirceu, 64, é advogado e ex-ministro da Casa Civil

Vale e Governo do Pará: Noivos até quando?

Do Blog da governadora Ana Júlia.


"Quero dizer aqui que a Vale, em 2000, não tinha o que posso chamar de uma boa relação com o governo do Estado.

Hoje, a Vale tem obtido o maior nível de investimento na história de sua atuação no Estado do Pará, isso com a descrença de muitos que não acreditavam que um governo do PT pudesse levar a tal instância. E isso, nesses de 3 anos do governo da Ana Júlia.

Tudo o que nós combinamos com o Governo do Estado até agora, tudo o que este governo esperou de nós até agora, foi cumprido.

Na minha avaliação esse é um dos fatores principais para que uma parceria como esta, entre governo e capital privado, dê os frutos que está dando agora.

Eu creio que vamos conseguir fazer desta região uma das mais ricas e prósperas do nosso Brasil”. (Roger Agnelli, presidente da Vale, ontem, em Marabá, no ato público de entrega da licença prévia para o início dos trabalhos da Alpa, a siderúrgica.

segunda-feira, março 29, 2010

Surge uma nova entidade estudantil: ANEL (Assembléia Nacional dos Estudantes – Livre!).

Assembléia Nacional dos Estudantes se reúne em plenária e segue novas diretrizes

Do site da Carta Capital

Na tarde do último sábado, 23, em um auditório do maior reduto da direita estudantil paulista, a Universidade Presbiteriana Mackenzie, 156 estudantes entoavam em bom tom: “nas ruas, nas praças, quem disse que sumiu, aqui está presente o movimento estudantil!”. Uma plenária havia acabado de terminar. Estava ali formada a primeira Executiva Estadual da história da ANEL (Assembléia Nacional dos Estudantes – Livre!).

Embrionada na ocupação da reitoria da USP em maio de 2007 e fundada em congresso com 2 mil estudantes no Rio de Janeiro em 2009, a ANEL se auto-proclama a mais nova e combativa faceta do movimento estudantil brasileiro.

O campo majoritário da entidade é nitidamente dominado pelo PSTU. Seus quadros variam entre independentes e militantes de partidos e organizações de esquerda. A ampla maioria freqüenta as melhores e maiores Universidade do estado. Afirmam comprometimento na reestruturação das movimentações estudantis sob um ponto de vista de contra-aparelhamento e praticam veemente oposição a atual situação da UNE e a sua relação com a base governista.

A abertura dos trabalhos desta primeira plenária deu-se ainda na parte da manhã. Na mesa, representantes do Conlutas (Cordenação Nacional de Lutas), da Intersindical (Instrumento de Luta e Organização da Classe Trabalhadora) e estudantes secundaristas. Tema em alta, a reaproximação do movimento estudantil e sindical foi assunto constante nos grupos de discussão. 

Estes grupos, em debates de alto nível e muito bem organizados, precederam a plenária final e trataram das propostas que encaminhariam à mesa. “Buscaremos refletir no debate as principais lutas que vêm acontecendo no estado, como a greve dos professores, e avançar no sentido de campanhas e propostas que possam organizar a intervenção da ANEL em São Paulo”, diz “Bheatrix”, do grêmio da ETESP em texto de convocação. Alguns militantes preferem não divulgar seus sobrenomes ou usar nomes fictícios em razão da repressão interna que sofrem em suas respectivas universidades.

“Esta plenária tem como objetivo construir campanhas unificadas e apontar um caminho que possibilite a ação dos estudantes na defesa da qualidade do ensino e contra o processo de privatização e sucateamento da educação,” comentou Marcelo Tomasini, diretor do Diretório de Letras e Ciências Humanas do Mackenzie (DAMAC), militante da ANEL e partidário do PSTU.

Era visível a insatisfação de alguns quadros da organização com a íntima ligação entre campo majoritário da ANEL e PSTU. “No estado de São Paulo, infelizmente, os companheiros do PSTU vêm impondo uma dinâmica que não ajuda nem um pouco em transformar a ANEL numa viva ferramenta de luta dos estudantes”, diz “Tati”, coordenadora do Centro Acadêmico de Ciências Humanas da Unicamp (CACH), em texto publicado no jornal A Plenos Pulmões, editado pela organização. 

Diferenças à parte, a plenária obteve sucesso. Sete representantes foram eleitos. De maneira saudável, entre teses e idéias, com debates acalorados num ambiente de respeito mútuo e unidade, todas as vertentes da organização estavam representadas na diretoria executiva. Inclusive o movimento secundarista.

Os pontos de consenso da plenária, que devem nortear as movimentações da ANEL em São Paulo neste ano, vão da ajuda ao Haiti - com críticas a ocupação militar da ONU – ao apoio na mobilização dos professores da rede pública paulista. São também colocados em pauta a campanha do Passe Livre (referente ao transporte público) e problemas internos das universidades, como a melhoria das moradias universitárias e a retirada dos processos de sindicância que alguns alunos sofrem desde as mobilizações de 2007.

Como forma de combater o aparelhamento do movimento estudantil e buscando a organização, a ANEL sugere assembléias nacionais a cada dois meses. Além de garantir o funcionamento da entidade, os encontros servem para melhor instituir as lutas estudantis em todo país e para democratizar as decisões mais importantes. “Este é justamente o papel que a UNE não pode mais cumprir sob pena de prejudicar sua relação com o governo federal”, explica o panfleto do coletivo de estudantes que circulou na plenária e pretende fortalecer a ANEL dentro do Mackenzie e de outras universidades particulares.

domingo, março 28, 2010

Será que disse? E se disse, será que é?

" Quero cumprimentar o nobre deputado Wladimir Costa, o maior deputado do Brasil, o maior deputado do Pará"


Ana Júlia agorinha, em Salinas.

Tá no blog do Bacana, com as mesmas letras e foto. 

Milícia digital de Ananindeua ataca 3º portal de notícias mais lido no Pará

  Criado em setembro de 2023, o portal de notícias Estado do Pará Online já foi alvo de alguns ataques cibernéticos como o de hoje, uma hora...